Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
O Vício Invisível
William Contraponto
O pior vício é aquele que não se vê,
não há marcas no corpo a denunciar,
mas na mente, o jogo cresce em segredo,
e o coração se perde no não-lugar.
Não há suor, nem tremor na mão,
é o silêncio que arrasta a razão,
sem dor visível, mas um abismo profundo,
onde o ser se dissolve em pura ilusão.
A cada aposta, um pedaço da vida,
mas ninguém vê, e ninguém pode saber,
é o vício que se oculta na mente perdida,
como um fogo que consome sem aparecer.
E o pior é que não se sente a prisão,
não há correntes, nem marca a pele,
mas a alma se fecha, sem direção,
e a esperança se esvai, sem que se revele.
Se à vista da janela em que está não se vê a lua e nem as estrelas. É porque está na hora de mudar a direção.
Mais um dia que nasceu,
Vamos mais agradecer,
Mais uma oportunidade.
E uma página escrever,
Veja mais a natureza,
Encante com a beleza,
E contemple o seu viver.
"Pedaço de paz é a felicidade.
Pedaço de mim, em ti, é metade.
Pedaço de amor é solidão na verdade.
Pedaço do bem é a maldade.
Pedaço da calma é o fim de tarde.
Pedaço da alma é a simplicidade.
E eu por inteiro, sou só saudade..."
O que pode enganar uma pessoa? O que ela vê? Ou o que ela aceita?
A consciência é a proposição excepcional nos processos e atitudes.
A mente, assim como na natureza física que nos cerca, nada acontece por acaso.
Pois! Algumas palavras, é que irá tornar uma pessoa escrava de sua fala ou não.
Nós, médiuns, percebemos a intenção por trás das palavras suaves e dos rostos amigáveis. Mas, às vezes, é melhor deixar que acreditem que confiamos em sua bondade, para que fiquem satisfeitos e sigam seu caminho, evitando conflitos desnecessários e preservando a paz. Não podemos esperar que os outros compreendam aquilo para o que ainda não estão prontos.
Meus sentidos super aflorados: Sinto no ar, trazido pelo vento, O perfume da lavanda, um alento, Vejo, mesmo sem ver, suas cores, Do tom mais lindo que a natureza oferece flores.
Olho para o céu, nuvens a desenhar, Como uma criança, o papel a rabiscar. Nuvens como algodão, em minha visão, Sinto o gosto do doce, pura emoção.
Aos outros parece esquisito, Mas são meus sentidos, tão aflitos, A encantar a realidade desse mundo, Que agora, sem muito sentido, é profundo.
Eu posso ver o que ninguém viu, Sentir o que ninguém percebeu, Eu posso ir onde ninguém vai, E fazer tudo isso e muito mais.
Você me atrai
Mas não sei se te atraio
Mas me faz amigo
Mas não se vê como minha amiga
Jogo meu charme e você não desgosta
Nos ajudamos com nosso luto
Luto de amores fracassados
relacionamentos muito amados
amados por um lado só
e só sofremos até unirmos como sofredores
amigos?amantes?irmãos? Não sei
só sei que nesse confuso jogo nos aproximamos.
Quem eu sou...
Através de mim você não vê. Pois se me calo, o silêncio lhe é incógnita. Se o gesto me escapa, de ti escapa o entendimento. Resta apenas que o tempo acabe por mostrar o
segredo que em minh’alma descansa e que não tem pressa de desvendar.
Que hoje seja a repetição do feliz dia de ontem, ou de antes de ontem... Mas que se repita tantas vezes quantas a ele se buscar. Que o sol aqueça seu coração mesmo quando as nuvens derramarem a chuva. Que a noite ilumine, mesmo quando as estrelas e a lua esquecerem de acompanhar a noite... Que os desafios do momento sirvam para encorpar nossa confiança. Que sirvam também para tornar robusta nossa fé no futuro, no ideal, nos sonhos, na própria vida.
Por maior força de vontade que você tenha, jamais vai conseguir modificar aquele que se recusa a ver.
Vivemos nossos dias com a pré-ocupação em alta. Precisamos nos afastar dos problemas, para vê-los a uma certa distância que nos possibilite pensar com racionalidade.
Tem horas que os sonhos nos pegam se supetão. E você se vê bem longe, navegando em mares desconhecidos, de carona com quem você também nunca viu... e de quebra tem pensamentos que nem primos dos seus são. E acha a viagem maravilhosa. Com uma criatividade de primeira, que ainda se acha no direito de brigar com sua razão.
“O homem vê as coisas com os olhos do homem, não com os de Deus, eis por isso, que sua visão é vaga e desfocada. Se visse com a clareza de Deus entenderias a grandiosidade da vida.”
