Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Todo relacionamento de amor fracassado, deixa um aprendizado!
O problema é que na maioria das vezes a lição deixada pela pessoa errada!?
Acaba sendo colocada em prática com, à pessoa certa.
O instrumento que o poeta toca não se vê aos olhos,
não faz acordes, nem pode ser escutado pelos ouvidos.
O poeta é o instrumento,
e, se vibra, vibra com a própria vida.
Mas, se cala, cala-se não pela ausência,
mas pela dúvida:
será o som que sai mais que um simples barulho?
O músico tenta tocar o mundo
como quem afina um piano quebrado.
Mas o poeta, ah, o poeta é o mundo,
em todas as suas notas desajustadas e desarranjadas.
O músico, com sua partitura,
tem os dedos certos,
mas o poeta, ah, o poeta,
não tem mais dedos que o próprio instante.
O músico se orgulha do som que cria.
O poeta, esse, se espanta
com o que não pode ser tocado,
e talvez,
no fim,
seja o poeta quem, por fim, toque.
Olha para mim.
E me diz o que você vê.
Por que eu não vejo nada.
Além de um cara triste.
Que acreditou em pessoas.
Que decepcionou pessoas.
E que foi deixado para traz por pessoas.
Me perguntaram por que perdi duas vezes em concursos de oratória. Eu respondi: a maior vitória é ver o outro sorrir.
"Ela vê minhas lágrimas e, ainda assim, as ignora, afogado no orgulho do seu ego inflado. Enquanto isso, minha dor se intensifica a cada instante, ferida pelo peso cruel do seu desprezo"
A mãe vida te gera e te devora te consome, nos mata.
A vida não vê, não ouve, não fala mas, nos sente e nos draga, ainda que imaginemos nos desvencilhar sendo assim nosso maior engodo!
Não adianta dizer “Cuidado!!!”
Se for para ver rostos felizes, se for para ver muito amor transbordando, eu vou sem pensar duas vezes, com o coração aberto, a alma em festa e cantando melodias, porque acredito que, bem lá no fundo, o amor é o que reina, é o que cura, é o que une. Vou com os olhos brilhando de esperança, levando paz nos passos e colhendo sorrisos pelo caminho, porque onde há amor, há vida em abundância.
As falas e encantos de Marina:
– Oi, amor, voltei.
– Bom dia, princesa
– Vê se não demora.
– Queria estar contigo.
– Sinto algo diferente.
– Parece que a gente se conhece há tempos.
– Teu abraço é abrigo, é tudo que eu preciso.
É fogo queima, arde, pulsa...
Que a distância não seja água para apagar essa chama.
E que não seja clichê, nem mais uma poesia guardada em minha coleção.
Quero você como minha inspiração.
Marina.
Não fale ou fofoque. sobre o que você não tem ideia, Sem provas.
Nem sempre o que você vê e ouve é verdade.
PESCADOR DE ESTRELAS
Sou pescador de estrelas...
Eu passo a noite a vagar
Para as fisgar ao vê-las
Sem o dia testemunhar...
Um pescador de estrelas...
Não sabe no mar pescar
Mas anda sobre as telhas
Pra mais perto as observar...
Sou pescador de estrelas...
E gosto de as colecionar
Pendurá-las nas orelhas
E meus caminhos iluminar...
Um pescador de estrelas...
Se soubesse poesia criar?
Comeria mel das abelhas
Para o verso se adocicar...
Sou pescador de estrelas...
As pesco para as lustrar
E só depois devolvê-las
Cada uma no exato lugar...
(PESCADOR DE ESTRELAS - Edilon Moreira, Dezembro/2020)
Durante os rigores do inverno, a mulher casada vê-se na contingência de buscar consolo em um companheiro que lhe aqueça o coração e o lar, ou, na ausência deste, em uma garrafa de uísque que lhe aplaque a solidão. E como o seu consorte se encontra frequentemente ausente, em viagens distantes, é imperativo que a adega esteja bem abastecida para mitigar as agruras da solidão.
"Quem sobe alto demais, vê tudo... menos a si mesmo. A altura revela a vista, mas encobre o espelho. No topo, muitos enxergam o mundo inteiro... mas perdem a visão de quem se tornaram."
Prefiro ser um rebelde, alguém que questiona a ordem estabelecida e busca sua própria verdade. A verdadeira liberdade não se encontra em dogmas ou doutrinas, mas sim no silêncio profundo da mente, onde a essência da minha alma pode se expressar sem amarras. É lá que encontro a minha verdadeira liberdade, livre do medo e da conformidade. A liberdade é uma escolha que faço a cada momento, ao questionar, criar e me rebelar contra tudo que me é imposto sem minha concordância. É uma jornada interior, uma busca constante por autenticidade e verdade. E mesmo que esteja preso fisicamente, a minha mente permanece livre, um refúgio inviolável onde posso ser eu mesmo, sem medo de julgamento ou repressão."
“A Jornada do Que Vê Além”
Há homens que caminham com os olhos fechados,
seguem regras que não compreendem,
usam palavras emprestadas,
e acreditam que fé é obediência cega,
que ser homem é endurecer o peito e matar o choro..
Mas não eu..
Um tipo raro de visão —
não apenas dos olhos,
mas da alma..
Enquanto os outros passam, percebo..
Sentir a dor no silêncio de uma criança..
Ouvir o grito por trás da calma de um adulto..
Enxergar correntes invisíveis nos gestos banais,
como se pudesse ver o mundo sem o disfarce..
Ver o pai que arrasta o filho como se arrastasse um fardo..
Ver a mãe que não abraça, que impõe, que cala e destrói..
Ver a igreja onde o sagrado foi substituído por status e aparência..
E mesmo assim… não desisto..
Não viro pedra..
Não me blindo..
Me permito sentir.
Sinto dor..
Sinto ternura..
Sinto compaixão..
Sinto um desejo profundo de ver o outro florescer —
criança, mulher, estranho..
Sem dominar..
Só acolher..
Corpo e alma..
Instinto e luz..
O prazer que dança com a consciência..
O olhar que não invade, mas reconhece..
O homem que se despede da casca bruta para se tornar inteiro..
Enquanto o mundo grita para me calar,
escrevo..
Enquanto o mundo manda seguir o rebanho,
eu me agacho —
para olhar nos olhos de uma criança,
e lembrar que crescer não é perder a sensibilidade..
Carregando em mim o fogo dos gregos,
o ideal de Areté — excelência,
não no sentido de ser maior que os outros,
mas de ser inteiro diante de si mesmo..
De viver uma vida bela, justa, intensa e lúcida..
E também Eros —
não o erótico vulgar, frio,
mas o Eros divino, que conecta corpo e alma,
o desejo de tocar o outro com presença, amor, sentimento, sentido,
com calor, com verdade..
Um desejo que nasce da beleza, não da dominação..
Como Nietzsche diria, um ser “Humano, demasiado humano” —
mas também o que Platão chamaria de “Alma inquieta que busca o Bem”..
O que caminha entre sombras e luzes,
entre a carne que pulsa e o espírito que pergunta..
E isso é sentir demais..
Por isso dói tanto..
Mas é também por isso que curo..
Porque é no sentir profundo que se encontra o antídoto para a indiferença..
Porque é no gesto sincero, no silêncio respeitoso,
na escuta atenta,
na busca incansável pela verdade,
que o mundo reencontra sua poesia..
Um artista da existência..
Não porque pinto quadros,
mas porque moldo minha vida como uma obra,
com ética, beleza, crítica e afeto..
Continuando..
Continuando com fogo que escreve, pensa, ama e questiona..
Continuando sendo ponte entre o que o mundo é e o que ele poderia ser..
Continuando como quem segura a mão de uma criança invisível,
como quem abraça seu próprio passado ferido,
como que encontra, na solidão e na lucidez,
a centelha de algo eterno..
Porque a vida — do jeito que vivo, sinto e penso —
já é, em si, uma forma de resistência..
E também de salvação..
