Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Pula a janela
Visualiza
no buraco da agulha
o vestido das linhas
Vê no espelho
a falta vazia
de ausência e solidão
Sente o que contagia
Mergulha
receptivo e aberto
à utopia
e e a razão brilha bela
A carga se esvazia
e a alma, liberta,
pula a janela
Às vezes a gente sonha pequeno porque vê com olhos humanos, cansados, feridos…
Mas Deus sonha a partir do céu. Ele vê o fim desde o começo. Ele não limita o que Ele chama.
Quando Deus sonha sobre você, Ele não sonha só com o agora,
sonha com o propósito, com a eternidade, com frutos que ainda nem nasceram.
miriamleal
Aquele que chama às vezes não é ouvido, como aquele que clama e não vê os milagres; "fiz para me proteger, ou talvez por medo"!
"Como sentar no sofá e perder o direito de pedir refresco", e foi assim que conheci uma solidão, a insegurança tem receios de ver a vida por outro ângulo, e assim perder a "segurança" de um passado conhecido!
Nem todas às lembranças antigas são eternas, e o riso despertou, e não tarde demais... "o risco mais perigoso de todos é viver uma vida sem fazer o que deseja"!
Se o mundo castiga, a vida ensina: "não acredite jamais que não é bom o suficiente, a maneira como os outros o percebe depende da sua postura!
Às vezes rindo sozinho
Sem saber qual o motivo
Eu fico sem entender
Mas dá pra vê que estou vivo.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
O barco navega e o ajudante vê os peixes pulando no mar; e colhe-os para comer, dividir e cortar suas porções.
Quem conquista o que é seu com o próprio suor e vê sua vida evoluir por mérito próprio não se importa com opiniões alheias e reconhece o seu valor.
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
Talvez não haja golpe mais cruel que confiar a alma ao diabo para “salvar” o país e vê-lo tentando vendê-lo para se salvar.
A terra fica profundamente entristecida com a sua partida, mas com a esperança de vê-la laureada no céu!
Vá em paz!
A distância não diminui o amor. Quem ama alguém que não vê sempre, demonstra que o amor está no sentimento, não na visão.
O pior cego é aquele que acha que vê.
E eis que as mais essenciais imagens estão sempre distantes dos olhos
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
Quero minha ALMA sempre em paz, quero poder olhar para o céu e vê-lo sempre azul, sem importar o que acontece no externo de mim, já que o que importa, é o que carregamos no CORAÇÃO.
Flávia Abib
Bateria viciada
aos poucos a minha bateria se esgota
com os anos a alegria sai pela porta
as vezes dormindo na sala de aula
recebendo indiretas sobre cabeça abaixada
não sei porque, mas minha cabeça está pesada
sinto como se nada fizesse sentido
sinto como de o mundo tivesse se extinguido
sinto como se estivesse do lado de fora
de uma tela pixelada, falando, não sai nada
os dias antes cada vez mais lentos
e ao relento me sento, esperando a rotina mudar
Acredite no que você vê, sente e ouve. Na dúvida... volte, refaça, resgate, recomece... Cabe a você aceitar ou não, o destino que lhe foi traçado.
Flávia Abib
Se a humanidade não aprender a frear sua própria expansão epistêmica, a busca irrestrita pela verdade pode levá-la à extinção.
Fiz o voto de não
dar para trás,
Como o tenaz
Baguaçú poético
e lancei ao mundo
este gentil verso
para que saibam
que em mim mora
todo um Universo.
