Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Evitar escândalos não é santidade — santidade é viver limpo diante de Deus quando ninguém está vendo.
Quando o pastor cai, não cai por fraqueza espiritual, mas porque ninguém percebeu que ele estava gritando em silêncio.
Então carregue o seu azeite.
Cuide da sua chama.
Porque quando o Noivo chegar,
ninguém poderá emprestar presença,
nem transferir fogo. miriamleal
Assim diz o Senhor:
“Eu te chamei pelo nome, tu és Meu.”
E quando Deus chama, ninguém deschama.
Quando Ele sela, ninguém rompe.
Quando Ele válida, nenhuma dúvida prevalece. miriamleal
Quase todos querem ser autossuficientes, mas quase ninguém se banca quando a chapa esquenta.
Muitos gostam da ideia de serem autossuficientes.
Ela soa bonita, forte, admirável…
Dá a sensação de controle, de interdependência, de não dever nada a ninguém.
Mas a verdade aparece quando a chapa esquenta.
E ela esquenta!
Sempre esquenta.
Ser autossuficiente não é só pagar as próprias contas ou tomar decisões sozinho quando tudo está calmo.
É sustentar escolhas quando elas custam muito caro.
É bancar o silêncio após o que precisava ser dito.
É segurar as consequências quando não há aplauso, colo ou atalho.
É sobreviver às tempestades.
Mas muita gente confunde autossuficiência com orgulho.
Diz que não precisa de ninguém, mas desmorona quando não recebe a simples validação do outro.
Diz que aguenta, mas terceiriza a culpa quando algo dá errado.
Quer a liberdade das escolhas, mas foge das responsabilidades que vem junto ou depois dela.
Quando a pressão aumenta, quando o conforto acaba, quando não há ninguém para salvar — é aí que se descobre quem realmente se banca.
Porque independência não é ausência de apoio, é presença de coragem.
É saber pedir ajuda sem se abandonar.
É continuar inteiro mesmo tremendo.
No fim, ser autossuficiente não é nunca cair.
É cair, levantar, olhar para o próprio reflexo e dizer: fui eu que escolhi assim — e eu fico.
Fico com o bônus e com o ônus.
Para sermos bons donos do próprio nariz, é preciso ter consciência de que ele também pode sangrar.
A Mão e a Caneta
Ela conhece o seu homem como ninguém;
sabe quando ele falha por dentro
e quando está inteiro.
Não o decifra pelo que diz,
mas pelo peso da mão,
pela tensão do toque,
pela forma como o silêncio pulsa entre os dedos.
Quando ele a toca, ela dança sem nota,
porque não há partitura para o desejo consciente.
Move-se em gestos simples e discretos,
como quem aceita o caminho sem lutar contra ele.
Não há culpa, nem espetáculo.
O amor se mostra direto,
no atrito breve entre pele e ideia.
Marcante e perfeita, ele nunca a rejeita,
pois rejeitá-la seria negar a si mesmo.
É uma união de outro plano:
não de posse, mas de rendição.
A mão não comanda a caneta.
A caneta não domina a mão.
Ambas se entregam ao traço
e deixam que o sentido aconteça.
Ninguém fere a mesma pessoa várias vezes por acaso. Quando a dor se repete, existe escolha. Inclusive a sua.
Quando o palhaço chega no circo alegre e fala: Respeitável publico, ninguém fica sabendo o tamanho da tristeza e fome dele!
Os que deixam transparecer não são artistas são só palhaços!
Quando existe amor, existe vida. Quando não se sente amor por nada, nem ninguém, morre-se mesmo vivendo.
Quando você está decidido que vai conseguir , ninguém pode te parar , pois o desejo do teu coração é a força da tua fé.
