Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
#AMOR #BANDIDO
No fim do rio e início do mar...
O caminho foi esse...
Quando o céu se fez mais bonito...
Eu o encontrei por lá...
Há muita chama no amor bandido...
Não pensamos no que passamos ou no que se passará...
Vivendo a vida de um bandido...
Até o dia que morrer...
Só Deus é que pode saber...
Homem sem juízo...
Que não tem pena de mim...
Tanto me faz sofrer...
Por esse amor sem fim...
Me enganei...
Achei que ia ser diferente...
Cai em sua armadilha...
Presa em seu jogo...
Dizer-lhe não, não me atrevo...
Nunca vi tanta maldade...
Seus abraços...
Minha prisão...
Minha loucura...
Perdição...
Não fique longe de mim...
Não me deixe na solidão...
Diga sim ao meu carinho...
Acolhe meu coração...
Seu toque secreto...
Atiça meus desejos...
Tão bom sentir o calor de seu corpo junto ao meu...
És o meu bem-querer...
És meu bem e meu mal...
Basta me olhar assim...
Que me entrego afinal...
Brincas com meu corpo...
Se diverte com minha alma...
Em nada me importa...
Em cada pedaço do meu ser...
Em delírios...
Viola-me...
Sempre terá de mim o que quiser...
Seu cheiro é tão bom...
Exala sedução...
Tem poder...
Ah... essas suas mãos...
Na proporção em que as estrelas escalam o céu noturno...
Serei sempre sua...
Enquanto o mundo for mundo...
Já não sei mais o que fazer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#INTEIRO
Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...
Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?
Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...
Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...
Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#CONSERVATÓRIA
Sei muito bem do que esse sonho fala...
Quando a moça da cidade...
Veste-se de prata...
E pelas ruas vai seguindo formosa...
Fazendo a todos esquecer do balanço das horas...
As estrelas audaciosas...
Põe-se mais à brilhar...
As miríades fazem festa para lhe acompanhar...
Pouco importa estarem distante ou próximas...
Aos amantes, só amar...
E o menino, cheio da lembrança...
Também a segue pelas ruas...
A magia está no ar...
Um lampião aceso...
A cadeira se faz vaga...
Uma porta que bate...
E o vento assovia...
Põe-se a cantarolar...
A beleza que está guardada...
Que de todos se escondeu...
Também vem à rua...
Perfumando o sonho meu...
Minha alma então viaja...
E volta para o mesmo lugar...
Na velocidade do pensamento...
Sob esse magnífico luar...
Isso é Conservatória...
A Vila das Ruas Sonoras...
Um pedacinho do céu...
Um cantinho meu e todo seu...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
#CRIANÇA
Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...
E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...
Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...
À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...
As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?
Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...
Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#JANE
Quando a noite se encanta ...
E os corações se encontram...
Basta um olhar...
Chorei por tanto e tanto...
De todos escondendo meu pranto...
Meu último afeto...
Digo a você, bem sincero...
A saudade em mim restou...
Na alma que vaga sozinho...
Beijando a dor com carinho...
Sem amor...desabitado...
Querendo lhe encontrar...
Um abraço apertado com carinho...
Hoje meu dilema persiste...
Viver sem você é tão triste...
Onde está?
Sandro Paschoal Nogueira
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#AFLIÇÃO
Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?
Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?
Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...
Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...
Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...
Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...
Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...
Ame-me agora então...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
#CHORO
Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...
Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...
Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...
Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...
Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...
Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...
Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...
Chorei...
Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Quando o vento adormece e surge a lua...
Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas...
E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
Elevam minha alma a tão doce e puro encanto...
Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos...
Por mim, tão vividos...
A saudade então me abraça...
Que a delirar então me obriga...
Enquanto a mim murmura...
A sonhar na vida...
Minhas partidas...
Minhas chegadas...
Noites vividas...
Alvoradas...
Ah doce amor...
Que agora beijas minh'alma...
É noite...
E é tão escura...
Nem o brilho das estrelas...
Nem o brilho da lua...
Esconde essa minha angústia...
De não ter minhas mãos junto às suas...
Tudo dorme...
Só eu velo...
Desejando você...
Que é feito de tudo?
Por que tudo assim?
Dormir, sonhar e sorrir...
Ronda rotineira...
Toda noite é assim...
A lhe buscar pra mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...
Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...
Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...
Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...
Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...
Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...
Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...
Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...
Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...
Sandro Paschoal Nogueira
Nada passa mais depressa que os anos...
Quando mais jovem dizia...
Que ao chegar aos vintes livre seria...
Dali pulei para os trinta...
Já aos quarenta e nada sentia...
Cheguei aos cinquenta...
Sem fazer muito esforço...
Quem diria...
Deus me permita chegar aos noventa...
E ainda ter um coração de moço...
Pensava antes que os velhos eram bobos...
E disso eu ria...
Agora bem sei e compreendo...
Os mais jovens é que o são e não se dão conta...
Assim sigo aprendendo...
Poucas coisas me surpreendem...
E outras tantas ainda me amedrontam...
O tempo risca meu rosto...
Isso é fato...
Diante o espelho...
Ocasionalmente me embaraço...
E ainda que o destino seja cruel...
Já não me engana tanto a ilusão desse véu...
Meus cabelos ficarão brancos...
Minha pele perderá o viço...
O corpo, o vigor...
Estranho esse feitiço...
De tamanho rigor...
A sabedoria, quem diria...
Torna-se minha companhia...
Lentamente...
A cada dia...
E a cada noite que se anuncia...
Nem sempre escuto o que as pessoas dizem...
Geralmente não me interessam...
Às vezes me magoam...
Agora prefiro prestar atenção no que fazem...
E não no que apregoam...
O amor nos faz envelhecer antes da hora...
Mas também nos torna jovens quando a juventude passa...
Mas a paz...
Ah a paz...
É tão acolhedora...
Qualquer um pode ser jovem...
Envelhecer é um mérito...
Tudo é questão de espírito...
E de tudo que nos envolvem...
Embora tenha Deus como companheiro...
Que amanhã não seja ainda o dia de estar ao seu lado...
Mas na derradeira hora...
Farei parte desse céu estrelado...
E desde já ao Criador agradeço ...
Envelhecer é aprender a tudo ser muito grato...
Sandro Paschoal Nogueira
Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...
Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?
Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...
Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…
Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...
Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?
És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...
Sandro Paschoal Nogueira
Silêncio...
Hora morta...
Desfolhada...
Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada...
Hora inútil e sombria de abandono...
Um punhal em minhas costas...
A certeza cruel...
Do meu engano...
Sem rumo para os meus passos...
De que me serviram seus abraços?
Desiludido ainda me iludo...
Diante cruel mundo...
A quem devo dizer o contratempo...
Do solavanco desse destino...
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Quando #eu #vôo...
Distante e só...
Minha alma passeia por onde quero...
Escolhendo bem onde procurar o amor...
No tempo que se escoa...
Tal qual areia...
Veracidade clama...
Para a vida que é chama...
Ser feliz...
Do jeito que eu sempre quis...
É na verdade ilusão...
Um mito que acredito...
Me devora assim o dragão...
Será que estou pedindo muito?...
Não sei...
Sei que sempre é bom sonhar...
Sem falsidade...
Sem nenhuma vaidade...
Seja minha realidade...
E me dê sua mão...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Vida #triste #é #a #minha...
Que hoje vou contar...
Desde quando aurora anuncia...
O dia a começar...
Passam os minutos...
Seguem as horas...
Sob céu azul anil...
Olho as nuvens e me ponho a sonhar...
Em tardes douradas...
A primeira estrela que vejo...
Sonho mais alto ainda...
E faço um desejo...
A rotina tão maçante...
Das flores do jardim cuidar...
Alimentar as aves...
Que gorjeiam em toda minha casa...
Em todo lugar...
O perfume de manjericão me inebria...
Disputa com o alecrim...
As orquídeas se abrindo...
Também se comportam assim...
O girassol despeitado...
Meu brilho quer roubar...
Sempre é ele o primeiro...
O sol a cumprimentar...
As rosas soberbas...
Acreditam serem rainhas...
Coitadas delas...
Vaidosas aos extremos...
Acho que vou cortar...
Só escolher um vaso...
E minha mesa enfeitar...
Se deito na rede e me ponho a balançar...
Logo aparece um sabiá...
Fazendo-se de louco...
Começa a cantar...
Quer atrapalhar meu sono...
Até meu meditar...
Beia-flores me importunan o tempo inteiro...
De lá para cá...
Não se cansam eles de tanto voar?
Quero ler um pouco...
Bem sossegado na sombra...
Sento debaixo da jabuticabeira...
E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...
Gorjeios, trinados irritantes...
Ah se pego só uma fruta do meu quintal...
Revolução se instaura...
Até o jacú feio...
De mim vem reclamar...
Não sei mais o que fazer ...
Como devo proceder...
Vou comer um pouquinho...
E disso tudo me esconder...
Trancar portão...
Campainha desligar...
Tirar fone do gancho...
Celular "não pertubar".
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
O dragão
Até quando terei que esperar pelo príncipe em seu cavalo?
Até quando?
Se muito demorar...
Posso pelo #dragão meu coração se deixar domar...
O dragão nos conhece pela profundidade de um olhar...
Ele silencia nossa voz...
Apaga o gesto da procura...
Pode nos fazer arder em insana loucura...
Parar o tempo...
Na brisa de um sopro...
Prometer um ao outro...
Vem e me chama...
Diga que me ama...
O mundo gira sem parar...
Na batida de seu peito...
Quero me encontrar...
Por confiança eu te conto...
Não espere nem mais um pouco...
Gosto de sua companhia...
Vem...
Me chama...
Ainda tenho asas de sonhos brandos...
Ainda tenho o ardume que acende a alma...
Tens um encantamento que a mim me chama...
Teimo em renascer te procurando por todas as ruas...
Caminhando em pedras azuis...
Brilhantes tais quais estrelas...
Sob o clarão da lua...
Vem...
Me chama...
Diga que me ama...
Me dê sua mão...
Me apresente a aurora...
Me ame com loucura...
Inebrie meus pensamentos...
Me faça esquecer os tormentos...
Vividos por mim um dia...
Em que eu não te conhecia...
Vem me chama...
Diga que me ama...
Sandro Paschoal Nogueira
#Não #há #um #último #adeus...
Senão aquele que se não diz...
Ou aquele que se quiz...
Quando sopra o vento...
E a quem amamos é levada ao horizonte...
Só nos resta da saudade um alento...
Diante de tal desmonte...
Não levará nada consigo...
A não ser alegrias sentidas...
Lágrimas partidas...
De quem muito lhe amou...
E junto ao Criador...
Dirá que foi feliz na vida...
Aprendi a não dizer adeus...
Para as pessoas que conheci...
Despedida é sempre triste...
Meu coração é assim...
Na distância entre a terra e o céu...
Nesse momento não digo um adeus...
Sobram-me as recordações...
Descanse em paz...
Fique com Deus...
In memorian para #Nelice a quem aprendi a gostar e com ela rimos muito juntos...
Sandro Paschoal Nogueira
É fácil arrumar a vida quando a gente não tem nada a perder.
Da arte de escrever
O mais difícil da arte de escrever é quando temos que redigir as dedicatórias.
O dia seguinte ao do amor
Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
