Sombra

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Crônica dos Campeões


04 de agosto de 2012. Sem sombra de dúvidas, um dia especial. Um dia para jamais ser esquecido. Era o primeiro campeonato interno do BCW. A ansiedade tomou conta de todos durante, aproximadamente 50 dias.

Estávamos nervosos. Queríamos muito ganhar esse torneio. Era questão de honra representar Niterói. Queríamos mostrar para todos quem era o BCW Niterói. Era questão de honra ser campeão.

O Time? Ah, o time é bom. É uma mescla de experiência com juventude. Quase não treinamos. Foi na base da conversa e na determinação.

Antes do primeiro jogo, tivemos uma baixa. O nosso goleiro não pôde jogar. Aliás, não foi. E quem iria pro gol? quem? quem? Ninguém se disponibilizou. Até que um dos líderes do time, Edílson, chamou a responsabilidade para si mesmo e foi defender a nossa meta. E justamente ele, o maior incentivador, o cara que tinha sede desse título. O cara que é exemplo de ser humano.

Começam os jogos. Semifinal duríssima. 3X3 no tempo normal. E agora? Pênaltis!! Primeira cobrança: Rodrigo, o 9 que virou 10. Uma bomba, deslocando o goleiro. Segunda cobrança: Lá vem os caras. Edílson no gol. Cobrança e... pra fora. O batedor sentiu a pressão. Não por ser uma disputa de pênaltis. Mas o goleiro do BCW Niterói era nada mais, nada menos que Edilson. O homem que se sacrificou pelo time. Mesmo não sendo goleiro, foi para o gol. na batida, bola pra fora. Maycon e Jonatas, com precisão, asseguraram a classificação para a final.

E vem a grande final. Confesso: O time estava cansado. Muitos não estavam no auge da forma física. As dores tomavam conta. Mas a superação e a determinação de todos falaram mais alto: 9x0!! Um show de bola.

Podemos ficar aqui falando horas. Podemos falar que Thiago Fialho fechou o gol. Que Joel, autor de um golaço, exibiu imensa categoria e elegância. Que Rafael fechou a zaga. Não vou esquecer das palavras de Maycon, após o jogo: Um zagueiraço. O cronista o compara a T. Silva: Um monstro.

Não podemos esquecer do pitbull Felipe, da habilidade de Jonatas, da técnica refinada de Maycon, da disciplina tática de Éder luis, Nogueira e Thiago e dos gols deste cronista falastrão.

Não podemos esquecer dele. Edílson. Um incentivador, um guerreiro. O nosso manager. Um exemplo de ser humano. Um campeão.

Trouxemos o caneco, como sonhávamos. Fomos os campeões. Escrevemos o nosso nome na história do BCW. Niterói existe, pessoal!

Não somos apenas um time. Somos uma família!!


Rio, prazer. Niterói!!

Não podemos contar nem mesmo com a própria sombra pois ainda dependeríamos do comprometimento da luz!

Sou uma sombra vazia de mim mesma

Meu querer

Eu quero o repousar tranquilo da sombra das árvores. O som transmitido pelo vento, batendo levemente nos galhos altos. Quero o gosto do orvalho daquelas manhãs distantes. Quero abraçar a lembrança da estrada empoeirada, o sol que nasce por traz da montanha e chega a tocar meu rosto.

Meu querer não está tão distante, está no campo onde aprendi a amar e respeitar a natureza. A dividir a alegria com os pássaros, a cantar junto deles e ouvir seu canto. Observar o correr das águas límpidas dos rios. O toque da brisa nos meus cabelos. O perfume das flores colhidas na primavera e dos plantios do inverno.

Quero até mesmo o som da trovoada. Da chuva forte na janela, causando certo arrepio. Quero a mesma casinha às margens do caminho. A mesma estrada de pedra, construída com muito esforço, todas as manhãs, logo ao raiar do sol. Quero o calor das fogueiras nas noites de São João, com minha família ao redor do fogo, contando adivinhações. Quero sentir o cheiro da saudade de quem ia nos visitar.

Hoje, eu sei que, eu quero até mesmo o gosto amargo que ficava depois das despedidas. A solidão que se espalhava nos cantos da casa. O som da fala daquelas pessoas ficava dias ecoados na minha memória. Eram dias de saudades, vendo a solidão espalhadas em meio aos pastos verdes no inverno e secos no verão. Mas, no fim eram lembranças boas, acolhedora.

Esse é um querer sincero, vem das raízes do coração. Vem da vontade de voltar alguns anos atrás e abraçar aqueles instantes que eu não sabia que um dia iria se transformar nesta saudade cortante, neste querer louco de retornar e viver tudo de novo. Mas, como isso é impossível eu fico aqui, apenas remexendo velhas recordações que meu coração jamais esquecerá.

A amizade é como árvore centenária, nasce devagar, mas cresce, floresce e dá o conforto da sombra.

Como são belos estes dias vagarosos
Onde a luz do sol dança com a sombra das árvores.
É nesses momentos lânguidos que colho imagens para meus futuros sonhos.

O sol nasceu pra todos. A sombra é dos espertos. Domina quem sabe a previsão do tempo.

Ultimamente ando sem paciência, estou sombra, espinhos, lágrimas e dor... Por isso me fecho em um mundo só meu, para não expor essas energias para as pessoas ao meu redor... Essa fase vai passar eu sei... E o que estou sentindo no momento vai cicatrizar, e voltarei renascida, mais forte, e mais determinada.

Às vezes
não é estrela cadente.
É só um sombra errante
de tudo o que queria ser.

O medo é um mestre disfarçado.
Ele aponta onde ainda há sombra.
Fugir dele é fugir de si.
Atravessá-lo é nascer de novo.
A coragem não é ausência de medo, mas movimento apesar dele.
Todo medo vencido amplia o horizonte.

O saber cresce na sombra da paciência.

“Na parede, a sombra projeta desejos e a esperança cruza os dedos.”⁠

“Eu morro, como morre a sombra ao anoitecer.”

“Sentei-me à sombra e a encolhi até meus pés.”

Clareira no Fim da Sombra


Há um túnel que a noite tece,
De asfalto frio e ar que pesa,
Onde o eco de um pranto crepita E a dúvida,sinistra, visita.


Os passos são de chumbo e pó,
Cada instante um eterno só.
O ar,um véu de algodão cru, E o silêncio,um pesado atlas mudo.


Mas segue, alma, não cries morada Nesta galeria escura e alongada.
Pois mesmo onde a visão se apaga,
A esperança,sutil, não se afasta.


Ela é o fio de luz que não se vê,
A respiração do chão sob os pés.
É o grão de areia que teima em brilhar No granito mais duro a sussurrar.


Não é um clarão, um sol repentino,
É antes um trabalho pequeno e divino: É a gota que a rocha fende,
O fio de voz que te diz:“Espere.”


É a flor que racha o concreto,
O abraço no desamparo completo.
É a cor que volta ao branco e preto,
É o mapa quando estás desacerto.


Avista! Lá adiante, um ponto, um grão, Não é ilusão,não é traição. É a certeza de que a noite é fase, E a claridade encontrará sua estase.


Não é o fim da caminhada, não,
É a clareira após a escuridão.
É a prova,calma e serena,
De que a luz,por mais que doa, é plena.


Então respira fundo o ar que avança, Cada passo é uma nova esperança.
O túnel termina,a luz te banha,
E a alma encontra a sua própria montanha.

Uma sombra cansada não hesitará em conduzir outras sombras à eternidade, pois na escuridão, a fadiga se torna liberdade.

Luz e Sombra da Alma




Há dias em que sou luz.


Ilumino tudo sem querer.


outros dias…


Eu sou sombra.


Me escondo de mim.


Faço o mal que não quero,


sem entender por quê.


O bem que desejo


fica parado na beira


do meu medo.


Sou cheia de abismos.


feridas antigas,


gatilhos que disparam sozinhos


quando menos espero.


não é drama,


é história mal curada.


E o que eu alimento em silêncio


cresce.


A raiva?


A compaixão?


A crítica?


O amor?


A alma é território de guerra,


mas também é jardim.


E se não cuido,


tudo vira mato por dentro.


O autoconhecimento não é bonito,


é rasgar a pele,


olhar os monstros nos olhos,


e ainda assim escolher


ficar.


curar.


voltar pra si.


Porque o mundo dentro da gente


precisa mais do que frases bonitas —


precisa de presença,


de coragem,


de recomeço.


Nascer de novo


não é sobre mudar tudo.


É sobre lembrar


quem se é


embaixo de todas as máscaras.


Sou luz.


Sou sombra.


Sou quem observa as duas


e aprende a viver


com inteireza.


CONCEIÇÃO PEARCE

MEMENTO MORI

Pensamos que a sombra se aproxima, Mas, na verdade, ela já nos envolve. O tempo que escorreu, não nos pertence mais, É da sombra, que tudo recolhe.
Os anos que respiramos, já se foram, Até quem éramos ontem, já se desfez. A vida autêntica é o presente que abraçamos, É o agora, o instante que vivemos de vez.
“Memento mori”, sussurravam os sábios antigos, Não só um lembrete da brevidade da vida, Mas que estamos desvanecendo, dia após dia, E o passado, nas mãos da sombra, jaz escondida.
Esqueça o que foi, o que já se perdeu, O passado não vive, não mais nos molda. Olhe adiante, viva o agora com paixão, Pois só no presente reside a verdadeira canção.


Roberval Pedro Culpi

Não se lamente pelo abandono. Quando estamos na escuridão até nossa própria sombra nos abandona.

Sombras


Descobri que sou sombra,
sombra dos meus medos,
da minha insegurança.


O que faço, outros levam,
o mérito, o brilho, o nome.
Fico com o resto, com o eco.


Sou sombra da minha própria mediocridade,
mas está tudo bem.
Meus olhos, há muito,
se acostumaram ao breu.


Aprendi a ser invisível:
a estar sem ser,
a falar e ser silenciada
por gestos sutis,
por olhares que não me veem.


Já não me importo.
Já não espero.
Já não pergunto
se aquele sorriso era pra mim.


Aprendi.
Aprendi a ser sombra.