Sombra
Podemos desejar um dia de muito sol, praia, alegria, amor, mas uma hora vai desejar uma sombra, rede e muita paz - LABJ
O POÇO DA PANELA
Num remanso bucólico e sombrio
Onde atenua a marcha o grande rio,
À sombra de recurvas ingàzeiras,
Batem roupa, cantando as lavadeiras.
Atravessa o deserto comigo e haverá água, encontrarei sombra. Tua presença não muda o mundo, mas transforma o meu modo de vê-lo.
Árvore
Fui árvore.
Suscetível aos ventos.
Sustentei-me com as próprias raízes.
Fui sombra.
Fui pouso de pássaros.
O último bando me trouxe asas.
Alcei voo.
Não conheço mais limites
Nas asas poéticas da imaginação.
Voa poesia.
Bate teus versos.
Iça o poeta
Às nuvens de inspiração.
Sozinha com meus pensamentos, com minhas musicas, com minha sombra, com minha solidão. As vezes é bom, outras me trazem dor. Ao meu redor eu tenho as rosas que você me deu, e arrancou-me sorrisos sinceros, tenho também escritas sobre você, sobre nós, tenho fotos, livros, tenho teu cheiro, canetas que o desenhariam sem nenhum esforço... Em mim, eu tenho saudade.
Muitos procuram a paz, tranquilidade, conforto e a magia que a sombra de uma árvore lhes oferece, mas poucos são aqueles que têm a sensibilidade de fazer propagar a sua semente.
Fragmentos de um tempo
Eu não sou homem (...).
Sou um anjo incompreendido,
Sombra doce do anoitecer,
Um tesouro desnudo... Avulso...
Consumido por um prazer inquietante.
Vou seguindo em frente...
Sou um pássaro simples
Às vezes triste...
Eu volto... Pouso... Canto...
Vejo o tempo cantarolar momentos...
Meus enigmáticos modos... Adoro!
NÓS DOIS
Chão humilde. Então,
riscou-o a sombra de um vôo.
"Sou céu!" disse o chão.
Nada melhor na vida do que ser quem somos, ser nós mesmos sem ser sombra de ninguém, nada melhor que termos nossa própria identidade.
Toda luz tem sua sombra. As pessoas aparentemente mais simples ocultam um mundo no qual acontecem coisas impensáveis. Quando penetramos nele por acaso, somos invadidos por um sentimento de desconcerto e temor, como quem invade um jardim alheio. De repente nos damos conta de que algo que sempre estivera ali nos passara despercebido. (...) Você pode descobrir que não sabia nada de quem vive ao seu lado, ou até agora fechara os olhos para não vê-lo. E desejaria que essa primeira revelação - que rompeu a doce rotina - não tivesse chegado nunca. Por isso, às vezes é conveniente não querer saber tudo.
coloque sua confiança somente em Deus,pois até a sua sombra te abandona
quando passas pela escuridão
Conforme observou Jung, a Sombra nos é necessária porque não podemos ser tudo aquilo que, em princípio, poderíamos vir a ser. Precisamos escolher quais aspectos em nós mesmos vamos expressar no mundo. Todavia, se enganarmos a nós mesmos, transmitindo a falsa impressão de que somos só doçura e luz, então a nossa irada e rancorosa Sombra vai manifestar-se em outra parte – nas outras pessoas, em nossa visão do mundo, em nosso corpo e em nossos sonhos (talvez como uma figura sombria e escura, ou através de uma personalidade inteiramente desagradável). A nossa Sombra vai rapidamente nos provocar: "Olhe para mim! Estou aqui!" e podemos ou fingir que ela está "lá fora" ou fazer um sério exame em nós mesmos.
Se expusermos as Sombras à luz, elas desaparecerão como que por magia. Contudo, a maioria de nós tem medo ou, simplesmente, vergonha do nosso lado Sombra; assim, ele permanece escuro e, à medida que aumentamos a intensidade de luz que incide sobre nosso eu consciente, a sombra se aprofunda.
Isso não significa que devamos dar vazão ao lado "escuro" da nossa natureza. Tudo que precisamos fazer é reconhecer nosso eu Sombra, para que não mais precisemos projetá-lo sobre o mundo exterior. Enquanto nos enganarmos com a ideia de que nem sequer poderíamos imaginar-nos desejando a morte de alguém, por exemplo, aqueles impulsos assassinos serão substituídos por outros, como um espelho da nossa Sombra. Não basta dizer as palavras "Acho que eu poderia matar alguém"; precisamos tê-las dentro do coração. Somente quando possuímos a nossa Sombra é que nos tornamos inteiros. ("CRESCENDO E EVOLUINDO COM ALEGRIA", de Gill Edwards)
Senhor..
Ainda que eu ande pelos..
vales do deserto, da tempestade, da sombra
cercada por inimigos eu não temerei mal algum.!
Porque eu ando pelo vale da sombra da morte
E não temo nenhum mal, pois sou cego
Eu ando ao lado das águas calmas e elas curam minha alma
Mas eu sei que quando eu morrer... Minha alma estará condenada
(Through The Valley)
"desejava fugir ao sol, ao esforço, às lágrimas (...) desejava ,enfim, reencontrar a sombra e o repouso"
