Sombra
"...Poucas coisas me pertencem.
Os olhos que me deixaste na sombra.
Aquele beijo soprado no eclipse.
O dia em que te bordei em meu peito.
Poucas coisas me seguem.
A estrada em que teus pés me nasceram.
Tua voz chamando quando eu amanheço,
Com a memória acessa de tuas mãos..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Inventário
Da Ideia à Criação
Antes da lâmpada brilhar,
houve a sombra da ideia,
um pensamento que se insinuava
como quem espreita o destino
sem revelar suas intenções.
O homem, em suas limitações,
só cria porque contempla
o que ainda não existe.
Do verbo ao cosmos,
do planar ao conceito de vôo,
tudo vibra na necessidade
de criar o novo, de moldar o nada.
Pensar é plantar mundos,
colher inovações
que o futuro não supõe.
É fazer do impossível o alicerce
e do impensável
o corpo da criação.
A primeira ideia foi o verbo,
e, desde então,
cada invenção é como uma prece
que nasce nos cantos da alma,
esperando o instante
em que essa ideia se faça matéria.
"Na escuridão,
até a tua sombra pode te abandonar.
Por isso,
é fundamental depender principalmente de ti mesmo,
ou do todo-poderoso."
Invisível
No mar de rostos, sou a sombra esquecida, um eco perdido, sem voz, sem vida.
Mas em meu silêncio, encontro a beleza, a força de ser invisível, uma sutileza.
Nas entrelinhas da multidão que passa, eu me escondo, observo sem ser visto.
É nos detalhes que encontro meu encanto, na solidão, sou livre, um ser em pranto.
Não ser notado é uma dádiva secreta, um refúgio para a alma que inquieta.
Pois na quietude encontro meu abrigo, e na invisibilidade, sigo meu caminho.
Não busco aplausos nem olhares atentos, prefiro a paz dos cantos mais desertos.
Sou o verso esquecido nas páginas do tempo, um segredo guardado no vento.
Então sigamos na sombra do anonimato, descobrindo a magia do ser ignorado.
Pois é no silêncio que encontramos a luz, e na singeleza do invisível, somos conduzidos à cruz.
Brincar, se divertir
A vida feliz!
Esconder, mostrar?
O que queres!
Na sombra do coqueiro
A juventude
A passar nos olhos
A ilusão
Da água do coco
Ser sempre doce!
Será a vida?
Interrogação
Indagação
Comparação
As entrelinhas
Da degustação
Talvez dê
O sabor dos movimentos
Que compõem
O ser!
Perguntas podem,
Ou não podem?
Contextos serem
Levados em considerações?
Será plausível
A existência
E o potencial
Do amor
Pela vida!
Essa linda árvore,
onde você se esconde sol,
em sua sombra fresca,
já foi uma pequena planta,
que outrora você pisou!
Salmos 23:4
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
“Onde o Bom Pastor guia, não há escuridão que resista ao seu poder”
"A sombra não e a ausencia de Luz ,mas a presenca do Espirito atravessado no seu caminho."
Ventura Rodrigues Alves
Calmaria no Paraíso
Neste momento, meus pensamentos repousam na sombra de uma bela árvore;
O rio de águas cristalinas à minha frente, desce tranquilamente carregando volumosas emoções;
Os ventos sopram com sutilidade, trazendo gentilmente mensagens enviadas pela saudade;
A minha volta, cresce na medida certa do tempo um jardim de flores alegres e cheias de paz, elas brotam delicadamente sendo regadas aos poucos pelos mais belos e cuidadosos sentimentos de amor;
A noite chega sem alarde, oferecendo horas de repouso para acalmar os frutos da paixão e trás uma sensação gostosa de preces cumpridas por mais um dia majestoso de desejos e sonhos realizados.
