Som Alto
Aqui jazz uma alma que sobreviveu
Aos aplausos vazios e às palmas sem som,
Nadando em mares de promessas sem cais,
Rindo da vida que jura ser séria demais.
Aqui descansa, enfim, no seu leito,
Entre flores que nunca soube cultivar,
Sobreviveu aos sábios e seus conselhos,
Mas não ao relógio que a fazia correr sem parar.
Ironicamente venceu o mundo,
Só para ser derrotada pela rotina,
E agora jaz, com um sorriso mudo,
A alma que sobreviveu, cansada e fina.
Seu epitáfio? Um suspiro, um deboche,
Porque a vida, afinal, era só um esboço.
"Aqui jaz uma alma que sobreviveu de ilusões"
Enquanto a vida passa
“Sem olhar pra frente,
somos fantasmas escondidos,
na nossa própria sombra,
esperando a mais perfeita metamorfose da vida,
enquanto ela simplesmente passa”.
Evesantana
Estamos nos reinventado
Erguendo dos escombros
Não deixe o assombro
Pesar-lhe nos ombros
À sombra do tempo
Plantamos a esperança
Pausa
Entre o som e o silêncio, a calma flui
A melodia repousa, e o dia se dilui
Respiro leve, em pausa na correria
A vida me chama no meio do caos
É preciso paz para alcançar a harmonia.
Hoje acordei ouvindo uma musica,
Um som suave que me levou ao passado,
Trazendo com ela memórias adormecidas,
De risos leves, beijos quentes e abraços apertados.
Na melodia, senti o calor de outrora,
Quando as preocupações eram distantes,
E o tempo corria sem pressa,
Levando com ele nossos dias radiantes.
Hoje acordei, e por um instante,
Voltei ao tempo em que éramos nós,
Felizes sem saber, sem notar,
Que era o que tínhamos da vida a nos proporcionar
Agora, resta a doce nostalgia,
A lembrança de um tempo que passou,
Mas que vive eterno em cada nota,
Da música que hoje me acordou.
Desfocar
do externo
alvoraçado —
que limita
o som
d'alma.
Evidenciar
o som
do intimo
e deixar ressoar.
O som,
o cheiro,
como o que toca,
faz sentir —
uma noite
aquecida
pela chuva
deveria ser
momento
de contemplação
para todos os olhos —
alimento para Alma.
O som do silêncio toca meu coração como as gotas da chuva de uma tempestade,arrastando tudo pelo caminho à uma fenda aberta no solo como aque uma boca sedenta por água,armazenando tudo num poço profundo que tão logo irá transbordar inundando todo o meu viver dando transformação ao meu mundo num estrondo de uma tromba d'água preparando o solo pra uma semeadura, onde todo um novo possa brotar e assim a vida se remova sob a força estrondosa de meu silêncio.
O bom cordeiro, quando ganha dois pães, ele divide com o outro; o mesmo cordeiro, quando recebe somente um pão, ele o doa.
A medicina do som em sua remontagem histórica tem muito ainda, para contribuir com a saúde da humanidade.
O Peso do Silêncio
Na catedral de pedra fria,
onde ecoa o som da devoção,
nasceu uma sombra sombria,
ferida aberta pela ambição.
O pastor, amado pelos seus,
guiava almas pelo caminho,
mas mãos ocultas, cheias de breus,
espreitavam em completo desalinho.
Era noite, um altar sagrado,
um visitante ao fim da missa,
com olhar vazio e passo pesado,
entrou onde a luz se avisa.
Um disparo rompeu o ar,
o rosto sereno ao chão tombou,
a fé tremeu, não pôde evitar,
e o sangue do justo ali jorrou.
O silêncio grita nos muros do templo,
a justiça caminha com passos lentos,
os nomes se perdem, mas não o exemplo,
de um homem que partiu nos ventos.
Azul
"Bom dia! Podes escutar o chamado do dia?
É um som de sentimento, é sentimento envolvido de um som,
é uma presença alegre, escutas?
Ele está presente, sentes?
É a alegria da presença de sentimento em que ouvimos o som,
o som do chamado do dia.
Bom dia."
NATUREZA
O som da natureza é uma sinfonia viva, composta sem partitura, mas com perfeição divina.
Cada passo no chão macio da terra é um compasso que ressoa com o coração do mundo, enquanto os pássaros, maestros alados, entoam cantos que perfumam o silêncio com melodias celestiais.
A água, fluida e eterna, murmura sua poesia ao rolar pelas pedras, contando histórias de tempos ancestrais.
O vento, esse espírito invisível, dança entre as árvores, arrancando suspiros das folhas, como se fosse um amante eterno soprando segredos ao ouvido da floresta.
Neste concerto natural, o caminhar humano é o aplauso que reconhece a beleza simples e incomparável do mundo vivo, um lembrete de que somos apenas notas passageiras em uma música infinita.
Pressa
Flor em jarro, edredom e fé
Música em carro, som que faz maré
Cor da lua, teto que faz pensar
Tudo quando diz que estás por "perder tempo". Será?
Esperas elevador, bates pés em chão
Esses dois minutos poderiam ser até a decisão De um olhar que está ao lado, esperando ou a calar
Um futuro que tu, não estando, acabas de desperdiçar
Ganhaste uma carta, não mais a leste
Tocaste em rosa, nem sentes aroma
Só sentes espinhos, porque são desses
O presente que vislumbra o coma
Sem nada para fazer, foi o homem redigir
E descobriu mais um dom, que a pressa veio a retrair
E aquele a reclamar das horas que ainda faltariam
Perdeu a chance de cantar e descobrir que aplaudiriam
Ó, pois! Foi em um desses tempos sem tempo
Que me peguei decalcando tua mão
Sentindo teu cheiro destempo
Vendo teu olhar em adjeção
Quando reparar a importância deste momento
Ou apenas, e até, a leveza do que pressuposto estava
Este, será então arquivo: Vento
Que passa, e apenas quando cessa mostra o que arrastava
Quando reconhecer o que quis dizer-me
Tu já terás ido
E só entenderei em uma destas perdas de tempo
O que terá partido
Pois colocar-me-ei a relembrar
Já que estarei ignorando horas ao recostar
A cabeça na cama, até ver que a luz queimou E aprenderei a religar isto e aquilo que intimou
Só compreenderei disto, a intensidade
Quando estiver por esperar o elevador
E olhar ansiosa para o lado, e em verdade
Não enxergar a parede, e sim, o amor
E em uma manhã engarrafada
Tu lerás a carta esquecida
E perceberás que esta jornada
É das horas exprimidas
Então, não anseies no sinal vermelho
Que até que verde fique, tudo pode acontecer Não fiques sentindo as dores de um joelho Que nem ralou, e pode inda fortalecer
(Vanessa Brunt)
Dias sem te ver,
e ainda sinto teu cheiro no ar,
o som da tua risada tão vivo em minha mente,
a lembrança da tua pele sob meus dedos.
Hoje te encontrei.
Por um instante, parecia que tudo estava em seu lugar,
e eu queria que aquele momento nunca acabasse.
O toque dos nossos corpos,
teu cheiro — meu Deus, teu cheiro —
tua voz, tua vibração,
cada batimento que senti deitado em teu peito.
Eu sei que te amo de longe,
mas, de perto...
Estou entregue.
Quando confiamos em Deus, e colocamos toda a nossa dependência e esperança nele, aprendemos que somente através Dele podemos ter uma vida próspera, saudável e honrada em todos os sentidos.
Pela janela do quarto
Ouço o som do canto dos pássaros;
Faz lembrar da doce liberdade;
Sentir as vibrações e a compor recordações;
A vida por mais que desperte feridas;
Vejo-me encontrando cura a cada nova inspiração.
