Som
Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…
Tenho medo da minha mente, tenho medo do som que ela faz sempre que estou quieta.
O pior pesadelo de uma pessoa agitada é sua mente, vazia e barulhenta...
Coração partido, mas o som tá batendo,
Procuro qualidades, sempre fluindo,
Os defeitos tão no espelho, que vão refletindo,
Mas espero alguém pra somar, o tempo vai ouvindo
minha saudade
Amor é meta, mas sem ostentação,
No morro ou na pista, sempre de mão em mão,
Saudade no peito, vira inspiração,
Dividir o café, nossa sintonia então.
O amor é simples, é dividir o café,
É ver manhã chegar com sabor e fé,
Reconhecer a saudade em todas as manhãs,
que guarda em pé!
É o funk no peito, junto ao que é.
Trap e batida, sentimento que invade,
Rimando sobre noites e nossas verdades,
Se for pra somar, aceito a metade,
Amor que é vivido, não pela metade.
Na favela ou no asfalto, paixão é pulsação,
Entre muros de concreto ou no vasto chão,
A química vibra, nossa conexão,
Procuro no comum, escrevendo canção.
O amor é simples, é dividir o café,
É ver manhã chegar com sabor e fé,
Reconhecer a saudade em todas as manhãs,
que guarda em pé!
É o funk no peito, junto ao que é.
O verdadeiro silêncio não é a ausência de som, mas a presença devastadora de tudo aquilo que jamais ousamos dizer.
Se os jovens aprenderem a ouvir o som do silêncio, descobrirão que o tempo é apenas uma frequência ainda não decifrada.
Silêncio.
Antes do tempo, antes do som,
pairava o Espírito sobre as águas negras.
E então —
não trovão,
não espada,
mas Luz.
“Fiat lux,”
e foi luz.
Não luz do sol,
não chama que arde,
mas presença —
clara, pura, viva.
A terra gemeu, o abismo tremeu,
e do ventre do nada
nasceu a aurora.
Ó Luz do Altíssimo!
Tu que vês o que é oculto,
Tu que sondas os corações,
desce como rio sobre os mortos,
como bálsamo sobre os que choram.
Não temais!
Pois a Luz caminha entre os sepulcros,
e a morte se encolhe em sua sombra.
E aqueles que dormem no pó,
ouvirão a Voz,
e se erguerão —
olhos abertos, mãos erguidas,
envoltos de esplendor.
Et lux in tenebris lucet,
et tenebrae eam non comprehenderunt.
Ó Cristo, Luz do mundo,
tu és a lâmpada dos justos,
o fogo que não consome,
o sol que jamais declina.
Reina sobre as trevas do homem.
Reina sobre a noite da dúvida.
Reina sobre os ossos dispersos,
e dá-lhes carne,
e dá-lhes alma,
e dá-lhes cântico.
Pois viremos a Ti, Senhor,
com lágrimas nos olhos
e luz nas mãos.
E no último dia —
quando o véu se rasgar,
e o tempo cessar —
ouvir-se-á o canto dos anjos:
Lux aeterna luceat eis, Domine,
cum sanctis tuis in aeternum,
quia pius es.
E a Luz será tudo em todos.
Amém.
"Se um dia o nosso amor morrer, vou escrever em sua lápide: aqui jaz um amor que começou ao som do jazz.
Às vezes, o silêncio da noite é o único som que a alma precisa ouvir.
É nesse instante, quando o mundo desacelera e os pensamentos dançam em tom mais leve,
que a gente se encontra de verdade.
Não se cobre tanto.
Você já foi forte o suficiente hoje.
Deu conta do que pôde, e o que não deu… ficará para amanhã.
E tudo bem.
Acolha sua humanidade.
Com suas luzes e sombras, com suas vitórias miúdas e os tropeços também.
É isso que faz de você uma história bonita — imperfeita, mas cheia de verdade.
Respira fundo.
Deixa que a paz entre devagarinho,
como quem não quer incomodar,
mas vem para ficar.
Boa noite.
Durma em paz.
Amanhã, a esperança renasce com o sol.
(Joel Vigano)
Ouça o silêncio.
Tem muito á nos dizer.
Sinta o coração serenar ao som dos pássaros á cantar.
Sinta o vento lhe acariciar.
Palavras lhe sussurrar que a paz há de lhe guiar.
Ouça o silêncio
Tem muito á nos dizer.
Que o amor alimenta a alma, nos dá força para viver.
Que o amor em nós floresce a cada amanhecer.
Por que esse som de primavera persegue você? Me deixe sozinha e floresça em um rio distante.
-renascimento sob a escuridão
Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.
Protagonistas que somos, devemos escolher o que queremos ouvir e dançar. Somos o show, e principalmente nestes momentos inesquecíveis!
É esse o silêncio que quero ouvir
É esse som, sem fantasmas, que me fascina
Nessa atmosfera pacífica e levemente doce
É este o silêncio que me domina!!!
O silêncio se fez nas horas,
Fez as muralhas congelar,
A plantação murchar,
O tempo levou o som,
Roubou a lua,
As partículas em movimentos lento caíram e se desfizeram.
Era um início de um novo começo,
De renascimento.
Ouvindo o som dum baião
Meu viver eu retempero
Pois na falta de quem quero
Pra aquecer o coração
Ouço a voz da solidão
Me tratando com bondade
Embalando a mocidade
Num caminho só de ida
Na serenata da vida
Só tem canção de saudade.
Mote: Cidoval Morais
Glosa: Eliézer Aguiar
A diferença do escravo de agora com o de Dez milênios atrás, é que o de hoje pensa que é livre. Somente os gladiadores maisferozes se destacam e caso não morram ganham algum conforto que coloca à venda em suas vistas antecedendo o fim.
Rock 'n Roll esse som, um estilo de vida a arte que se desenha com guitarras baterias, baixos, e distorções ritmos de violência e paixão que nos eleva a alma nos tira do chão nos matem vivos, em sentimentos de protesto e revolta coração anarco e sonhador
Um som forte de multidões a revolução na música o grito da alma da queles que nunca deixaram de serem jovens.
PauloRockCesar
Num mundo sem cor e sem som, pode haver amor.
Jamais ouvir sua voz...
Jamais ver seu sorriso...
No entanto, ao provar o sabor do seu beijo!
Sei que te amo.
Já o calor do seu corpo no meu me diz que
Você me ama.
Para sempre, enquanto durar
Lá se foi primeiro de janeiro
Final de tarde
Ao som de um violeiro
O coração canta
Chega chora
Junto com a viola
Com a fé
De que tudo se renova
Na espera da vida nova
Começa a escurecer
O cheiro de grama
O cheiro de terra
O som da cigarra
Sim, é como me lembrava
Lá se foi 1° de janeiro
E anseio pela estrada
Que me traz para ca
Tudo de novo vai começar
E a estrada pra casa
Ela também vai me levar.
