Solo

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A ideia é apenas a semente. O que transforma o solo fértil em uma grande empresa é a coragem da execução.

Lancei ao solo sementes de gratidão, sei que Deus irá florescer novas bênçãos, pois quem confia, espera e crê ,nunca planta em vão.

Antes de plantar, conheça bem o solo. Às vezes, desperdiçamos tempo e recursos em terra infértil — e isso, definitivamente, não é sobre lavoura.

Eu floresci no solo das minhas quedas.

As lágrimas de ontem, silenciosas e amargas, prepararam o solo da serenidade que hoje habita meu coração.

Quando o mundo desmorona, é a fé que se torna solo e ensina o coração a caminhar sobre ruínas.

Quem planta dignidade colhe respeito, mesmo em solo árido.

Seu trauma não é uma sentença final, é o solo fértil de onde brotará sua mais indestrutível armadura. É no ponto exato da sua maior dor que reside a semente do seu poder.

O amor-próprio não é um estado de espírito ensolarado, é um trabalho de mineração em solo rochoso, onde você retira os entulhos do que os outros disseram sobre você até encontrar aquela pequena pepita de verdade que diz: você ainda é digno de ser amado, apesar das rachaduras.

Tu és o meu solo de guitarra em melodia, com fraseado arpejado dando-me técnica de solfejo preparado na perfeição;
Sei que não me compreende no meu termo de musicalidade, mas com todo o meu sentimento por ti viverás o meu mundo em tonalidades um tanto intenso;

Está na altura de revolveres o teu solo, adubá-lo e deitares à terra boas sementes. E lembra-te que cada semente, dará vários frutos.
Cuida com amor. Pensa no que queres colher.

Quem planta sementes de dúvida em solo fértil colhe apenas incertezas, mas aquele que cultiva a paciência encontra frutos doces na estação devida.

Por vezes, temos de caminhar a olhar para o solo, porque a dor de encarar o céurevela tudo o que já não alcançamos.

O coração é um jardim sagrado, dele brota toda a vida. Guarda bem o teu solo, escolhe a semente e rega com oração — pois tudo o que floresce por dentro, um dia se revela por fora.

Raízes aladas do morro rasgam o solo seco, voando pro fundo do céu como samba enlouquecido no carnaval. Espelhos devoram sombras próprias, refletindo vazios que gingam frevo bêbado nas ladeiras. Flores de ipê brotam em bolsos de relógios parados, ticando silêncios eternos sob o sol de Copacabana. O peso de uma asa de papagaio esmaga galáxias de pó de purpurina, enquanto rios do Amazonas invertem o fluxo, subindo em espirais de névoa úmida. O eco de um pandeiro constrói muralhas de vidro frágil, como promessas de político em ano de eleição. De repente, o caos se aquieta no batuque da vida: essas raízes são os laços da favela ao firmamento, voando pro abismo celeste da alma brasileira. No fundo do céu, o samba-enredo revela o lar — frágil, mas eternamente nosso.

Porque tem solo que valoriza a gota,
e tem solo que desperdiça o rio inteiro.
Tem gente que transforma cuidado em jardim,
e tem gente que pisa nas flores como se fosse comum.


miriamleal

Ser justo é plantar sementes de luz em solo invisível; o tempo se encarrega da colheita.⁠

​A raiz dos nossos sonhos deve ser plantada no solo do nosso próprio ser; ela jamais sobreviverá se depender do cultivo alheio.⁠

Quem muito vale, em solo infértil nada produz. Mude de lugar antes de duvidar de si mesmo.

O solo ainda estava úmido e macio,
bendita generosidade recente da chuva.
Afundei as mãos
nesse ventre antigo.
Os dedos se lambuzaram
de barro e promessa.


Semeei mamão papaya,
pimentas biquinho, malagueta
e dedo de moça,
(temperos de ardor e sabor),
alfavaca que reza em perfume e flavor,
abóbora moranga, tomates-cereja,
pequenos sóis
gestados pela paciência.


Cada semente
um juramento mudo.
Um verso sem palavras.
Cada sulco
um poema cavado
no útero da terra.


Manejar a terra
é rito,
é oração feita com o corpo,
é o tato conversando
com forças que não precisam de nome.


Entro nesse chão
como quem adentra
num templo ancestral
e saio marcada,
alma leve,
corpo suado,
mãos, pés e rosto ungidos de lama
(sujeira sagrada)
que purifica a alma.


É um prazer profundo,
diria ancestral.
É a memória do começo,
da origem enigmática
e da infância no quintal.


É poesia primitiva
que ainda pulsa
em quem não desaprendeu
a tocar o solo sagrado da vida
com as mãos operosas.
✍©️@MiriamDaCosta