Solo
No solo da mente inconsciente, no leito dos mortos antigos, enterramos aquilo que era vivo para vê-lo renascer no útero da mente criativa, transformado pelos deuses imortais.
Amor é isso: é segurança, é apoio, é solo,é firmeza e é ponte quando o abismo permanece aberto.
╰☆╮
FranXimenes*
01*08*2013
"Minha família é o solo, o chão onde me me sinto segura.
A saúde é a raiz que nutre o peito.
Em cada folha viva, a vitória alcançada,
E em cada flor que brota, a alegria da jornada."
Ass Roseli Ribeiro
Deste espaço tempo não levo nada, apenas deixo pegadas no chão do meu solo Sagrado e as marcas de um dia vivido com amor!
Flor Maldita
Embora tivesses tu,
Pisado em solo profano
Sentia-se a alegria virginal
Que só existe em ti.
Doce pecado maléfico,
Que andas perambulando
Pelas covas do cemitério maldito
Com o mel sujo de sangue.
Ah! Carnes amáveis,
Fujam de minha presença;
Pois odeio amá-las.
Flor maldita e abstrata,
Por que corrói meus ossos e
Carnes com teus amáveis beijos?
Semeia-se o tempo em solo de espera, num gesto manso de quem sabe o rito;
Não se apressa o fruto, nem a primavera, pois tudo o que é grande nasce no infinito.
A paciência é a calma que tempera
O ímpeto voraz do que é aflito;
É a voz que cala enquanto o mundo impera, eo silêncio que vence qualquer grito.
Como o rio que a pedra lenta fura, sem força bruta, mas por persistência.
A alma se molda em sua própria cura, aprende, enfim, na mais sutil ciência, que a vida só entrega a luz madura aquem soube honrar a arte da paciência.
Plantei flores em solo seco e colhi apenas o esquecimento, mas entendi que a bondade é sobre o meu caráter, não sobre o reconhecimento alheio. Onde deixei amor e recebi o vazio, sigo em frente com a paz de quem deu o seu melhor, pois a ingratidão do outro é uma corrente que ele carrega, enquanto o meu desapego é o que me liberta.
“ No solo onde medo e coragem se encontram, germina o verdadeiro sentido da existência .”
Márcos Frèitas
Raízes aladas do morro rasgam o solo seco, voando pro fundo do céu como samba enlouquecido no carnaval. Espelhos devoram sombras próprias, refletindo vazios que gingam frevo bêbado nas ladeiras. Flores de ipê brotam em bolsos de relógios parados, ticando silêncios eternos sob o sol de Copacabana. O peso de uma asa de papagaio esmaga galáxias de pó de purpurina, enquanto rios do Amazonas invertem o fluxo, subindo em espirais de névoa úmida. O eco de um pandeiro constrói muralhas de vidro frágil, como promessas de político em ano de eleição. De repente, o caos se aquieta no batuque da vida: essas raízes são os laços da favela ao firmamento, voando pro abismo celeste da alma brasileira. No fundo do céu, o samba-enredo revela o lar — frágil, mas eternamente nosso.
A dor não é o fim, mas o solo onde a gente cria raízes para aguentar o peso das grandes escolhas. Já o prazer... esse é o florescer, o instante em que a vida sussurra que cada cicatriz valeu a pena. Não fuja de um, nem se perca no outro; aprenda que a beleza do caminho está justamente no equilíbrio entre o que nos fere e o que nos cura.
Não espere que o solo se declare fértil para depositar a sua semente. O destino não é uma descoberta, mas uma imposição da vontade sobre o vazio. A terra nova exige menos força e mais coragem para o primeiro sulco.
Plantar em solo conhecido é agricultura; plantar no desconhecido é um ato de fé e soberania. Não espere que o terreno da sua vida esteja perfeitamente arado e seguro para lançar a sua melhor intenção. O milagre do crescimento não pede permissão à sua segurança; ele exige apenas a sua audácia.
Esperar
E receber a falta de tempo
desejar
E não sentir a mesma intensidade
Cantar
um solo, quando deveria ser em dueto
Agir
E não ter em troca a reação
No fim,
O gozo
Se torna um despejo
A mão
É melhor que pernas e entremeios
A solidão
É melhor que a companhia.
Enquanto se luta com a realidade distante, perde-se os sonhos pelo medo do seu fim imediato.
Não apresse o seu tempo de ser semente. O que cresce no escuro do solo, em silêncio e paciência, é o que terá força para sustentar as flores mais bonitas quando o sol chegar.
Findas as eras num só pulsar: que a vida não seja abismo, mas o solo fértil onde a alma planta seu próximo caminhar diante da morte.
O questionamento lúcido é chuva em solo fértil: faz-me crescer. O ruído vazio é tempestade em mar aberto: faz-me presente em caravelas.
