Sol
Cada tempo a seu tempo, sem muito sol, calor infernal, chuviscos d'água, trovoadas e trovão, Lopes Trovão foi meu padrinho que me ensinou a gostar do leve amargo da água tônica de quinino. Prefiro bem mais os dias nublados acinzentados, que nos faz sentir saudades de um tempo marcado que já passou.
Vivemos em tempos de grandes transformações planetárias, entre o sol e a lua, com noites ensolaradas e dias enluarados, quase entre espasmos de eclipses. A energia que reside no DNA se desprende, no avivamento da vida, da identidade, do gênero que cada um sempre sonhou em ser e passa a ser, apesar dos fetiches, covardias e apetites mundanos do mundo pequeno, que sempre caminhou machista e material, com seus joguinhos infantis de poder. O verdadeiro ser se encontra no espirito e a sua felicidade exercida está sempre ligada a liberdade de optar pela alma desejo, que o leva a existir para a eternidade.
Saga de Zé do Chapéu: Um Conto de Amor e Superação no Sertão
No sertão do Nordeste, onde o sol brilha forte,
Há um conto que se conta com amor e sorte.
Era uma vez um vaqueiro valente e audaz,
Chamado Zé do Chapéu, com seu jeito sagaz.
Zé do Chapéu montava seu cavalo alazão,
Percorrendo as caatingas, sem medo ou hesitação.
Com sua sanfona a tiracolo, soltava um cantar,
Enquanto os pássaros faziam coro a voar.
Ele era um verdadeiro matuto sertanejo,
Conhecia os segredos de cada riacho e brejo.
Seu coração era grande, cheio de compaixão,
Ajudava os mais pobres sem pedir contraprestação.
Certo dia, Zé do Chapéu ouviu um lamento,
Vindo de uma moça, com semblante sofrimento.
Era a bela Maria, a flor do sertão,
Com os olhos marejados e o coração em aflição.
Maria tinha um sonho de ver a chuva cair,
Para saciar a sede e o chão ressurgir.
Mas a seca castigava a terra impiedosamente,
E o desespero tomava conta de sua mente.
Zé do Chapéu, com sua bondade sem igual,
Decidiu ajudar Maria a realizar seu ideal.
Juntos, partiram em busca de um cangaceiro,
Conhecido como Lampião, o rei do cativeiro.
No caminho, enfrentaram perigos e desafios,
Cactos espinhosos e animais vadios.
Mas Zé do Chapéu, com seu jeito esperto,
Desviava dos perigos, sempre alerto.
Ao chegar ao esconderijo de Lampião,
Foram recebidos com desconfiança e indignação.
Mas Zé do Chapéu explicou sua missão,
Trazer a chuva para salvar a população.
Lampião, com seu olhar astuto e experiente,
Aceitou ajudar, movido pela causa urgente.
Reuniu seus cangaceiros, valentes e destemidos,
E juntos, partiram em uma missão de heróis intrépidos.
Com suas armas e coragem, enfrentaram o céu,
Atirando para o alto, buscando romper o véu.
E a chuva veio, como um milagre do sertão,
Lavando a terra seca e trazendo a renovação.
Maria sorriu, agradecida e emocionada,
A seca havia partido, a esperança estava restabelecida.
Zé do Chapéu, com sua valentia e compaixão,
Tornou-se o herói do sertão, amado por toda a nação.
Assim, o conto nordestino chega ao seu fim,
Com Zé do Chapéu e Maria, em um abraço enfim.
A força do sertanejo, a resiliência sem igual,
Marcando uma história de amor e superação no local.
Dois meninos brincam sob o sol, rindo como se o mundo fosse leve. Um deles por ser deficiente, é carregado nas costas pelo o amigo. Alguém curioso pergunta: "Não é pesado brincar assim?" O menino sorri e responde: "Ele não pesa nada... ele é meu amigo."
"Bom dia! Que o sol da manhã seja gentil com você, iluminando o seu caminho com a mesma calmaria e doçura que o teu sorriso traz para os meus dias. Te ver bem é o meu paraíso."
— Anjinha Sensual
O mundo vai mal; três sentimentos dominam: ódio, intolerância e indiferença! Amor, empatia e solidariedade estão em fase terminal!
Fora das sombras.
Porque ta óbvio que o problema sou eu.
Mas óbvio como a luz do sol.
E o que eu faço com isso, o que eu faço comigo?
Pra que eu sirvo?
Será que eu sirvo?!
Ou será que eu só sou um desperdício de alguém que poderia ter sido?
Uma tentativa que deu errado.
Uma pedra no sapato.
E o que eu sou pode ser consertado?
Ou será que eu sou apenas um fardo.
Aquele mesmo velho fardo de antes.
É aquela sensação cambaleante
Em meio a minha existência frustrante.
É a perguntar do por que,
e o que eu tô fazendo aqui?
Eu só queria seila,
não ser a EU que não gostaram.
Nem uma sombra dos erros passados.
Eu queria só ter aquele abraço.
Eu queria ser lembrada em uma foto imoudurada em um belo quadro.
Eu queria ser aquela saudade no finalzinho de um domingo.
Aquele sorriso que carrega um carinho.
Eu queria ser o pensamento mais bonito em todas as manhãs.
A melhor música em diferente sons e tons.
Eu sou queria ser a "eu" dele.
Ou melhor a "minha"
Como se ele dissesse em alto e bom som minha.
Minha melhor amiga, minha melhor pessoa, minha melhor companhia, minha felicidade,
Minha escolhida, minha grande virada na vida...
Aquela que parece que é presente.
Algo que Deus mesmo mandou pra gente.
Para nunca duvidar que ele nós abençou. com essa pessoa que tranforma o seu mundo, que traz a cor. Que devolve o sorriso, que traz amor, que é abrigo
O SOL E A LUA DE ASSIS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ó Sol de Assis, seráfico arauto da alvorada,Que fizeste da pobreza tua púrpura sagrada,Ergueste ao céu a voz de tua harpa peregrina,E a criação inteira tornou-se ladainha divina.
Ó Lua de Assis, Claríssima entre as claridades,Espelho da mansidão e das eternidades,No claustro floresceste em silêncio e oração,Como lírio celeste guardando o coração.
Juntos, irmãos no Cristo, em fraternura perfeita,Tecestes sobre a terra uma esperança eleita;Ele, qual fogo ardente, em júbilo fecundo;Ela, qual lâmpada alva velando sobre o mundo.
E vieram convosco os irmãos da criação:O Irmão Sol em fulgor, a Irmã Lua em mansidão;As estrelas, em silêncio, a bordar o firmamento;O vento, monge errante, a cantar no movimento.
A irmã Água chorava em cristalina pureza;O irmão Fogo tremia em rubra gentileza;A irmã Mãe Terra, em seu fecundo regaço,Guardava as sementes do eterno abraço.
Os pássaros ouviam a palavra peregrina,E o lobo, outrora fero, curvou-se à lei divina;As árvores erguiam seus braços ao Senhor,E as pedras aprendiam o idioma do amor.
Mas eis que a humanidade, em delírio homicida,Cobriu de ferro e cinza a face da própria vida;E sobre o lenho augusto da suprema redenção,Derramou sangue insano em cruel exaltação.
Então chorou a Terra em noturna agonia,E o céu velou seus astros na mais profunda aridez;As fontes soluçaram em líquida tristeza,E os montes estremeceram diante da aspereza.
As rosas desfizeram-se em rubicundo pranto,Os rios carregaram um silencioso canto;O vento repetia, em lúgubre gemido,O nome do Justíssimo, na cruz escarnecido.
Ó lágrimas da natureza ante a cruz erguida!Ó sangue desvairado ferindo a própria vida!As aves emudeceram nos ninhos do arrebol,E a Lua empalideceu ao contemplar o Sol.
Francisco, Sol de Assis, beijou as santas chagas;Clara, Lua de Assis, velou as noites vagas;E ambos, como dois círios diante do Redentor,Fizeram da existência um cântico de amor.
Eles chamaram irmãos os homens e os animais,Os pobres, os enfermos, os pequenos e os mortais;Chamaram irmã a morte, e irmão cada vivente,Pois viam Deus oculto no pó e na corrente.
Que o Irmão Sol nos desperte do orgulho e da ambição;Que a Irmã Lua derrame brandura no coração;Que a Água nos purifique, que o Fogo nos dê ardor,Que a Terra nos ensine o labor e o louvor.
E quando o mundo inteiro, cansado de seus erros,Ouvir de novo o brado que ressoa pelos cerros,Francisco e Clara, unidos na celeste comunhão,Farão de cada lágrima uma estrela em ascensão.
Então a cruz, outrora banhada em sangue humano,Será jardim de paz sobre o deserto insano;E todos os irmãos, em jubilosa harmonia,Cantarão com Assis a eterna cortesia.
Ó Sol de Assis! Ó Lua de Assis! Em vossa claridade,Aprenda a criatura a santa fraternidade;E cesse finalmente a loucura dos conflitos,Para que a Terra inteira seja um coro de benditos.
Porque onde houver amor, ali floresce a aurora;Onde houver mansidão, o céu sobre nós vigora;E o universo, reunido em um só resplendor,Entoará eternamente o cântico do Senhor.
" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "
O SILÊNCIO
O tempo fechou
As nuvens pretas tomaram o espaço de todo o céu azul.
O sol foi embora, não vejo a lua.
Começou a chover.
Me calo, mas grito em silêncio
Mudo o foco, mas o grito ainda arde meus ouvidos.
Quando Você Se Foi
O farol se apagou e os barcos afundaram
O Sol perdeu seu brilho e os dias deixaram de existir
As letras se embalhararam e as frases deixaram de ser pronunciadas
Os peixes pararam de nadar e as aves pararam de voar
Os minutos se tornaram horas e as horas se tornaram segundos
Os pássaros já não cantam e as nuvens não deixam de chover
Meus sorrisos sumiram e ficou mais fácil chorar
Como pode ver, tudo ficou difícil sem você.
Hoje, quando o sol se despedia no horizonte, percebi uma coisa que talvez estivesse tentando evitar admitir, amar sempre será um risco. Eu tenho medo, medo de me entregar por completo. Medo de um dia você mudar de ideia, medo de que nossos caminhos se desencontrem e eu precise aprender a viver sem alguém que hoje já parece um lar. Também existe a possibilidade de ser eu quem vá embora primeiro, a vida é imprevisível, e isso assusta. Mas, olhando aquele pôr do sol, entendi que nem tudo o que é bonito vem com a promessa de durar para sempre, ainda assim, ninguém deixa de admirar o céu porque a noite vai chegar. Você entrou na minha vida sem fazer barulho, foi chegando de mansinho, ocupando espaços que eu nem sabia que estavam vazios. E, quando percebi, já sentia saudade da sua presença, procurava seu abraço, encontrava conforto no seu olhar e paz na sua companhia. Você mudou a forma como eu enxergo o futuro, pela primeira vez , pensar em construir uma vida ao lado de alguém deixou de ser algo banal e passou a a parecer um desejo genuíno. Talvez eu nunca consiga de deixar de sentir medo. Amar alguém é aceitar que existe a possibilidade de sofrer, é dá ao outro o poder de nos machucar e, ainda assim, escolher permanecer. Hoje descobrir que o meu anseio de viver tudo isso com você é maior do que o medo do que pode acontecer. Se um dia, a vida nos surpreender de jeito doloroso, eu sei que vai doer. Muito. Mas também sei que seria uma tristeza ainda maior deixar de viver algo tão bonito apenas para evitar uma dor que talvez nunca chegue. Então, se existe algo que eu quero escolher, é o agora. Quero escolher as nossas conversas, os nossos encontros, os nossos risos, os nossos silêncios e todas as oportunidades que tivermos de passar juntos. Porque, no fim das contas, algumas pessoas fazem valer apena correr o risco. E, hoje, olhando para você ao meu lado, eu tive a sensação de que você é uma delas.
CUPIDO ANTÓNIO
O galo cantou ao surgir do sol
Quando o cachorro latiu e o sino soou na porteira
De longe vi seu chapéu de vaqueiro
Arrumei o laço no cabelo e no rosto passei pó
Amarrou seu cavalo na cerca
Ao entrar a permissão do meu pai pediu
Minhas orações no céu foram ouvidas
O moço viu o santo de cabeça para baixo
Ao lado da vela e da flor de mandacaru que murchou
Ele sorriu para mim e meu coração desabrochou
O cupido do altar no chão caiu
Mas a promessa depois de nove meses se cumpriu.
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