Sofrimento da Alma
Suor, é a vida da alma como do corpo, sinónimo de muita acção. Molhas-te toda e o suor escorre-te pela coluna vertebral á baixo entre as duas meia-lua e pelo peito entre os dois satélites erógenos até o umbigo onde forma cataratas e se desliza pelo ventre molhando a mata fechada, estás toda molhada e eu molho-me também e os nossos cheiros íntimos ficam confundidos ao deslizar o teu corpo no meu. A satiríase sedenta toma posse e as almas se angustiam.
Tem amigos que são tão amigos que se tornam mais do que verdadeiros amigos, irmãos de alma que nossa mãe não nos deu foi presente de Deus...
Tão gratificante saber que, os jardins danificados nas fendas da alma, outra vez florescerão. Se em cada muda há uma dor, acima há uma expansão regando com gotículas o cultivo de amor.
Quando o tempo voltar e te apresentar a mim
Visitaremos o íntimo de cada um, a janela da alma é o labirinto olhar profundo e degustador, como a abelha se aprofunda na flor, sem descrever o que vejo e sinto. Sem julgamentos ou zum zum zum. Porque o amor junta o passado, presente e futuro e todos os frangalhos e os torna em UM.
O deserto desses dias, desenham atividades lúdicas e convidativas, sob miragens dos anceios da alma.
As dores da alma sabem expressar nobres palavras, impregandas se aninham entranhosamente entre a vida e a morte.
Silêncio alado também faz poesia.
Sinto um aroma vindo do sul.
Me desperta pequenas porções da alma.
Meu olhar de sol e orvalho, suspende uma petição:
PODEM OLHAR MEU POEMA SEM PRECONCEITO?
Porque este respeito não se compra em farmácia.
Pois minha poesia é um andarilho em valas, aldeias e trapos.
Quando não, anestesiada em castelo primaveril, tropeçando em brilhantes de conchas, afinando a orquestra do lume, relaxando a navalha das palavras, e num florescer ardente, colorindo a silhueta de mim.
Soltei a moldura da viagem para sentir as réstias da realeza, que me agigantava nas magens dos sonhos, e num tratado de vida, respirei.
Rabiscos de Poesias Lema ....Leonice Santos.
Que a vida siga me despertando a cada amanhecer, sussurrando suavemente à minha alma que, apesar do cansaço e das batalhas internas, ainda há tempo para recomeçar. Que, mesmo nos dias em que a exaustão pesar sobre meus ombros, eu ouça seu sussurro delicado me lembrando de que a jornada ainda não terminou e que dentro de mim habita uma força maior do que qualquer obstáculo.
Escrever é ser o mais sincero na verdade das letras.
Nas frases, a sua alma.
No conjunto delas, sua dádiva.
Teus passos bailados inspiraram encantos,
Incendeia corpo, excitante.
Ensandece alma e deseja prazer
Fatiga com doçura meiguice e loucura
Tortura aos poucos em abraços,
Resta na madrugada o corpo surrado
Como a areia na praia que a onda ondeia.
O homem perde o espírito quando morre, porque espírito é coisa do organismo humano. A alma é uma coisa, é invenção que serve o nada, não creio em espíritos ambulantes nem em almas penadas.
As ladainhas são vozes e cantos fúnebres de tamanha angústia e subestimo da alma nas manhãs de domingos meio santos, onde se almejam passos livres.
