Sofrimento da Alma
"Não deixe que o brilho do seu ouro ofusque a luz da sua alma. Quem coloca o poder acima das pessoas, acaba descobrindo que o ouro é frio e o poder é mudo quando o coração precisa de consolo."
"O seu corpo é o veículo da sua alma e o laboratório dos seus sonhos; não polua o motor da sua existência com substâncias que degradam a sua biologia e o seu futuro."
"A riqueza de Deus enriquece o bolso, a mente e a alma sem deixar cicatrizes. As drogas deixam marcas que nem o dinheiro pode apagar. Escolha o caminho da luz."
"Quem defende as drogas está construindo um muro entre a sua alma e o Criador; não se pode abraçar o vício e caminhar de mãos dadas com Deus ao mesmo tempo."
"A defesa das drogas é o sintoma de uma alma que se perdeu do seu propósito divino. Volte para Jesus e descubra que a verdadeira euforia está na santidade."
"O seu corpo é o quartel-general da sua alma. Quem permite a entrada de drogas está entregando as chaves do comando ao inimigo. Retome o controle e edifique o seu poder."
Sua fala e gesto têm um impacto extremamente profundo na minha alma.
Vejo que nosso mundo não é igual, não é algo que me assuste, mas é algo que me traz dúvida.
O seu amor seria o mesmo que o meu? Ou seria uma idealização de quem você conheceu?
Eu sinto suas dores dentro de mim, pois elas fazem parte de mim também.
Mas será que nosso mundo pode colidir e causar uma explosão cósmica na qual não sobre nada além de poeira?
WE foi bordando as minhas feridas
com versos,
que as cicatrizes da minha alma
se tornaram paisagens de poesia.
✍ @MiriamDaCosta
A DOR QUE EU CRIAVA
Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.
Não olhe meus olhos
Você não vai ver minha alma
Você vai se afogar
No lago das lágrimas
Que não choro
Se afogar
Sem retorno
Só se afogar
E nada mais
Dentro dos olhos
Dói menos que no coração
Alma hipócrita...
Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.
O Último Relato de uma Alma Ausente
Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim:
Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim,
Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver.
Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã.
Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz,
Em uma mente atormentada que teme o amanhã.
Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio,
Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer.
Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio,
E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer.
Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu.
Mas o peso mental roubou de vez a minha calma,
E o que você lê agora já nem ao menos sou eu.
Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida,
Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar.
Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida,
De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.
Utopia de vida
Pôr do sol.
Laranja no céu.
O mar repete.
Clichê.
É alma na poesia.
Na mesa de café, não.
Estou apaixonado.
E isso falha.
Elegância ao rejeitado.
É o que se espera.
O sol some.
Caminho sem direção.
Arcaico.
A noite cobre.
Nenhum direito ao belo.
Nem estrelas.
Incertezas não rondam.
Atacam.
Frio.
Estranho.
Um riso curto.
Deboche.
Enterro da alegria.
Passos lentos.
Sem destino.
Mais um dia igual.
Eu igual.
Arcaico.
Quis um amor.
Recebi linguagem.
e só.
