Sobrevive Amor Acima de tudo

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VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.

Poesias pré-fabricadas





Construir uma casa
É compor uma poesia
Quero tudo no lugar
Onde sonhei desde criança
Nada de alugar
A poesia é meu lugar
Onde deposito toda minha esperança

Quero fazer uma poesia
Compor uma casa
Construindo um futuro melhor
Num compor-me desventuroso
Aventurar-me na poesia de cada dia

As idéias me vem com força de ser
Discernimento
E é impossível
A vontade de escrever conter
Da vida social
Na eterna terna construção
Se abster

No meio dessa obra
Esse canteiro de cimento verde esperança
Indomável inspiração concreta
Doce e amarga ferrugem que corrói
Os vergalhões da saudade
De um tempo de criança

Poesias são eternas
Como as moradas eternas
Poesias se reformam
Como as casas se remodelam

Coisas que vem do coração
Geradas toda hora
De instantes descartáveis
Poesias afáveis
Pré fabricadas na alma

Nem tudo que brilha e diamante, saiba escolher o seus tesouros.

Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.


Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.


E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.


Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.


Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?


No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.


É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.

O coração é um altar interior. Tudo o que nele depositamos se transforma em energia que nos sustenta ou nos corrói. Quando o deixamos acumular mágoas, vaidades e rancores, profanamos o templo da alma e perdemos a harmonia do espírito. Cuidar do coração é, portanto, um exercício de desapego: varrer os excessos, silenciar o ruído e permitir que apenas o essencial, como o amor, a paz e a gratidão permaneça. Pois só um coração limpo pode ouvir com clareza a voz do que é divino dentro de nós.

"Tudo o que é visível se curva ao tempo. Impérios caem e certezas se dissolvem, revelando a nossa vulnerabilidade. Mas há um ponto fixo sobre o qual a história não tem poder: Deus continua sendo Deus. Confiar nessa permanência é o que nos permite caminhar com passos firmes, mesmo quando o mundo ao redor parece desabar."

Às vezes, tudo o que precisamos é de um café quente, um bom livro e da solitude para recarregarmos as energias.

Quando tudo era tristeza,
eu era alegria,
na longa noite,
eu era o seu dia,
mesmo me causando dor,
eu era o seu amor!

Quando a pessoa sabe tudo,
DEUS não trabalha na vida dela...

Se Você Entregou Tudo Nas Mãos de DEUS,
não encane, descanse!

Quando a gente ama,
aparência nada manda,
mas a honestidade...
Pois tudo é ilusão,
só não,
a fidelidade!

Perca tudo,
menos seu nome!

Quando você aprender, que,
a falta de paz acaba com tudo,
vai valorizar o nome de Cristo,
que é a única paz pro Mundo!

Existe um sentimento silencioso e cruel, daqueles que não deixam marcas no corpo, mas consomem tudo por dentro. Ele corrói devagar a capacidade de enxergar valor em si mesmo. Faz nascer a sensação amarga de não sermos capazes de cuidar de nada, de não sermos bons em nada, de não conseguirmos fazer ninguém feliz, nem a nós mesmos.

É um sentimento que se alimenta da culpa. E a culpa tem a capacidade de estraçalhar a alma sem que ninguém perceba. Aos poucos, ela transforma a própria consciência em um tribunal onde você tem que se encarar e julgar a si mesmo.

Talvez o pior não seja a tristeza em si, mas a vergonha de senti-la. A sensação humilhante de fraqueza, como se sofrer fosse apenas incapacidade de lidar com a vida, com as consequências das próprias escolhas ou com o peso do que se tornou. Então a pessoa começa a desaparecer dentro dela mesma, perdendo a capacidade de reconhecer quem era antes de tudo isso.

Sinto falta do tempo em que eu ainda conseguia sustentar o olhar das pessoas sem imaginar pena ou julgamento escondidos ali. Falta do tempo em que existir parecia mais simples e mais leve. Tudo o que eu queria era voltar a ser quem eu era antes, mas a verdade mais dura é que já nem sei ao certo quem sou.

Não cobrar nada de ninguém não significa que eu tenha que aceitar tudo.

Tudo é tão novo, tudo é tão cedo.

De tudo um louco


E a gora faço esses versos
Um poema de tudo
Nessa vida que levo
De louco , um pouco

Saudade de um amigo
Melhor amigo
Antes , dias de domingo
Sempre comigo
A distancia assim
É mesmo um castigo
E faço nos versos
Meu puro e nobre abrigo

Deito na cama e sonho
Acordado no sofá
Pois não sei o que é cochilar
Só durmo deitado na cama

Ao fechar os olhos
Vejo uma linda moça
Aquela mesma
De meus outros versos
E solto aquele sorriso enfadonho
E me aperta um aperto no peito
Acho que deve ser o coração
É paixão

Num repente fujo de mim
Num rompante saio correndo
Versos de amor escrevendo
Fundindo amor escrevendo
Wisks e vinhos tintos
Ao sabor salgado de uma pizza
Chorando e saborendo
Da noite em solidão
Meu triste fim


Esperando aquela moça
Dela o tão esperado sim
Mas de indecisão em indecisão
Vou na vida seguindo
Sem saber se sigo a mente ou o coração


Mas como é bom poetar
Me faz muito bem
E não há mal nenhum
Que possa nos alcançar
Quando estamos a poetar

Em vida
Minha , tua vida minha
Meus sonhos mais sinceros e loucos
De ontem em ontem
Vou perdendo-os aos poucos

Mas amanha é dia de labuta
Minha história continua
A vida é uma luta
Mesmo que quando em luto
Ainda quero aquela moça nua

Escrevo poesia
Escrevo assim
Ouvindo musica que adoro
Assistindo o final da novela
Nos caminhos do setor mineral
De onde tiro meu sustendo
Levo-me ao paraíso ao sair desse tal mundo
Esse setor degradante

Sonho com aquela moça
A tal moça , a minha musa
Quero ela
Tomo um porre de inspiração
Caindo dentro
Bem no meio no centro da desilusão

Sinto o gosto da solidão
Já chorei de decepção
De amor, de dor
Sinto o perfume da flor
Na obra em jardim
Em moça de paixonite em paixonite
A cada época
A poesia, mais abre meu apetite
E a escrever a próprio punho
É um convite
Que esse poeta não resiste

3/365 — Nem tudo que cansa é excesso.


Às vezes é desalinhamento
.
O cansaço costuma ser atribuído ao excesso de tarefas. Nem sempre é isso.


Muitas vezes, o que esgota não é a quantidade, mas a incoerência entre o que se faz e o que se sabe que deveria estar sendo feito.


Existe um tipo de desgaste que não melhora com descanso.


Ele surge quando a pessoa insiste em rotinas que já não fazem sentido, aceita compromissos que não representam seus valores ou mantém acordos apenas para evitar conflito. O corpo reage antes da consciência; a mente racionaliza, mas o desgaste permanece.


Quando há alinhamento, o esforço existe, mas não corrói. Quando há desalinhamento, até o simples pesa. Produtividade não é fazer mais, é sustentar o que faz sentido por tempo suficiente para gerar resultado.


Antes de tentar “descansar mais”, observe com honestidade: o que, na sua rotina atual, já não corresponde à pessoa que você se tornou?


Eliminar desalinhamento costuma devolver mais energia do que qualquer pausa.

Por trás de todo dia ruim tem um dia bom chegando. Isso é tudo que você precisa saber para não desesperar-se diante das surpresas dos dias difíceis.

Autonomia Não É Fazer Tudo Sozinho


Existe uma diferença profunda entre independência e abandono.


E talvez muitas famílias estejam cansadas exatamente porque tentam transformar autonomia em perfeição.


Mas autonomia não nasce da cobrança.


Nasce do pertencimento.


Nasce quando uma criança percebe que é capaz de participar da própria vida.


Porque, para muitas crianças atípicas, tarefas que parecem simples para outras pessoas exigem um esforço gigantesco.


Escovar os dentes.
Escolher uma roupa.
Guardar brinquedos.
Pedir ajuda.
Organizar pensamentos.
Expressar emoções.


O que para alguns é automático, para outros pode representar um verdadeiro processo de construção neurológica, emocional e sensorial.


E talvez uma das maiores injustiças da sociedade seja interpretar dificuldade como preguiça.


Quando, na verdade, muitas crianças estão apenas tentando sobreviver em um mundo que exige desempenho antes mesmo de oferecer compreensão.


Autonomia não significa exigir que a criança faça tudo sozinha.


Significa ensinar, acompanhar, repetir, acolher e permitir que ela descubra, no próprio tempo, que consegue.


Existe algo muito poderoso quando uma criança percebe que sua voz tem valor.


Quando consegue escolher o próprio prato.
Quando aprende a comunicar desconfortos.
Quando entende o próprio corpo.
Quando sente orgulho de concluir uma pequena tarefa cotidiana.


São momentos aparentemente simples.


Mas que, dentro do desenvolvimento infantil, representam conquistas imensas.


Porque autonomia não começa em grandes feitos.


Começa nas pequenas experiências repetidas diariamente.


E talvez seja justamente aí que muitas famílias não percebam o quanto já estão transformando vidas dentro de casa.


No jeito como esperam a criança tentar antes de fazer por ela.
No modo como celebram pequenas conquistas.
Na paciência diante dos erros.
Na forma como transformam o cotidiano em aprendizado.


Existe um impacto emocional profundo quando uma criança entende que não é incapaz apenas porque aprende de maneira diferente.


Isso muda autoestima.
Muda segurança emocional.
Muda percepção de mundo.


E principalmente: muda a relação que ela constrói consigo mesma.


Durante muito tempo, acreditou-se que desenvolvimento infantil acontecia apenas através de métodos rígidos, repetições mecânicas e correções constantes.


Mas hoje compreendemos algo essencial: crianças aprendem melhor em ambientes emocionalmente seguros.


Aprendem quando existe vínculo.
Quando existe acolhimento.
Quando o erro não vira humilhação.
Quando o processo importa mais do que a perfeição.


Porque nenhuma criança floresce sendo tratada apenas pelos próprios limites.


Toda criança precisa ser vista também pelas possibilidades que carrega.


E talvez um dos atos mais importantes da parentalidade seja exatamente esse: oferecer apoio sem retirar dignidade.


Ajudar sem infantilizar.
Orientar sem controlar.
Ensinar sem esmagar.


Autonomia verdadeira não é acelerar uma criança para que ela acompanhe expectativas externas.


É permitir que ela desenvolva recursos internos para sustentar a própria vida com mais segurança, identidade e confiança.


Cada pequeno avanço importa.


O primeiro pedido de ajuda.
A primeira escolha consciente.
O primeiro “eu consigo”.
O primeiro momento em que a criança percebe que pode participar ativamente do próprio mundo.


Talvez sejam justamente esses pequenos momentos que constroem adultos emocionalmente mais fortes no futuro.


Porque crianças que crescem sendo respeitadas em seus processos não aprendem apenas tarefas.


Aprendem valor pessoal.


Texto inspirado no livro “Sementes de Autonomia — 100 Terapias para Desenvolver a Independência Funcional na Infância Atípica”, de Diane Leite, disponível no Google Play.