Sobrevive Amor Acima de tudo
Ser livre é desprender-se de tudo o que nos castra, limita e aprisiona...É olhar sem medo, desejar sem fúria, viver sem cicatrizes...
Na vida, tudo se transforma em memória, seja na curta passagem dos dias, ou mesmo na simples contagem das horas...
O Rico faz tudo que tem que fazer, com as ferramentas e ações que tem em mão, o Pobre deixa tudo para Última hora e ainda sim quer alta performance.
O budismo nos diz que nada é permanente, tudo muda, por isso devemos mudar também, como é difícil atingir o estado nirvana sob o caos. (Rosivaldo Oliveira)
Existe de tudo um pouco...
Até pessoas que são péssimas em ser.
Logo, prefiro meu rádio a tagarelar e um café amargo a me acompanhar nas noites de luar.
O ego nos dar a certeza que tudo está perfeito. Que nada precisa melhorar. Você acaba enganando a si mesmo. Isso nos deixa na zona de conforto e nos impede de nos analisarmos. A consequência da falta de análise nos leva a cometer erros. Os erros, consequentemente, viram hábitos. O hábito de errar te leva para o fundo do poço. Ao chegar lá, você se dá conta da merda que fez e tem as desculpas para dar! Isso cansa. Se o psicológico for bom, começa o processo de reconstrução. Caso contrário, se mata.
Meio que feliz
Eu amo escrever
e derramar minha alma
em tudo que sei e tudo que sinto,
mas a necessidade diminui
quando as peças se encaixam
quando o dia termina
e o mundo simplesmente funciona
e eu sou tão grato, sem um fardo para escrever.
Porque eu estou contente com
alguma aparência de felicidade
com a paz que encontrei
em deixá-la ir,
deixando o passado no passado,
deixando os outros se controlarem,
deixando as coisas funcionarem,
deixando as coisas caírem pelas rachaduras,
deixando o espaço tomar seu tempo,
deixando os momentos passarem,
deixando o mundo girar
deixando as ondas rolarem
deixando as nuvens flutuarem
deixando a chuva cair,
deixando o sol brilhar,
deixando-me ser eu mesmo
em todas as minhas glórias
e todos os meus fracassos
Era hora de ser diferente
de todo aquela tristeza
e ainda estou tentando encontrar o
que mudou em mim
para mudar minha vida
e agora eu sei que é um lindo dia
para falar sobre coisas bonitas
através das palavras que eu crio
neste lindo sentimento
que eu chamo de meu próprio poema
é hora de eu escrever um
que tem um pouco de edificante
para me lembrar de mantê-lo apenas por hoje
com promessa para amanhã.
-Raio de Sol
As brincadeiras têm limites, e há brincadeiras que doem. Não é uma questão de levar tudo para o coração, mas sim de haver coisas que não se brincam.
O homem tem tudo em suas mãos, e tudo lhe escapa por entre os dedos por pura covardia.
TUDO DE CUSCUZ.
No nordeste aqui é luxo
é a mais nobre iguaria
é quem rega o cartucho
que dá força a cada dia
pra aguentar esse repuxo
coloque cuscuz no bucho
e recarregue a bateria.
Quem era Darlyane naquele lugar?
A que lutava nos treinos
ou a que guardava tudo no pensar?
Uma imagem,
várias vozes.
Era mais fácil rir
do que encarar o algoz.
Perdi minha meminha,
minha mochilinha —
era minha?
Ou de outra pessoa
nesse caos,
nessa ventania?
Foi o mais difícil de compreender:
enquanto ela chamava por ela,
outras vozes
a fizeram descer.
Era puro.
Pena que deu tudo errado.
Precisou de uma mensagem
pra rasgar a verdade
diante do estado.
Os ferros tonificaram a dor.
O suor não veio.
Veio o choro incolor.
Sinto falta da sua poesia
que compunha minhas melodias.
Foram dias e dias
da sua sina
pra querer ter, ao meu lado,
minha melhor companhia.
Pena que, por um momento,
fiquei só.
Quis você ao meu lado
e, mais uma vez,
fiquei só.
Era pra ser o segredo
mais bem guardado,
mas tudo ficou preso
no meu subconsciente:
abstrato,
intercalado.
Mandei mensagens
pra pessoas
que nem sei
se ficaram ao meu lado.
E algo em mim doeu
como a dor de um parto —
não nasceu ninguém,
mas eu perdi algo
que nunca mais voltou igual.
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Me diz como é perder tudo.
Me conta sobre as vozes que imperam no submundo,
sobre o silêncio que às vezes pesa mais que o próprio grito.
Me fala se és fogo ou faísca,
se és o gelo que congela a vida
ou o vento que alivia o verão.
Poderias ser o mormaço depois da chuva num dia bom,
poderias ser a calma,
mas me lanço na tua piscina
e percebo que ela é rasa demais
pra tudo que não se explica
e nem sempre ameniza.
Somos, às vezes, como um coração de mãe
tentando dar tudo —
mas também somos os ingratos do mundo.
Feito pássaros, sigo a voar,
mas quis por uma fênix no meu pensar.
Meus pensamentos voam como o vento,
sou como a erva que desfaz a paisagem
perante o firmamento.
Minhas palavras ecoam pela imensidão.
Joguei minha rede ao mar
e ainda não sei se fisguei uma verdade
ou mais uma contradição.
Há momentos na vida em que tudo parece árido: os afetos se retraem, as respostas não chegam e o silêncio pesa mais do que o ruído. Chamamos esses períodos de “deserto”, como se fossem castigos ou abandonos. No entanto, o deserto não é um lugar de morada, mas de travessia. Ele existe para ser atravessado, não para nos aprisionar.
No deserto, o supérfluo cai. O excesso se dissolve, as ilusões se queimam sob o sol inclemente, e resta apenas o essencial. É ali que aprendemos a escutar a própria consciência, a reconhecer limites, a perceber que a força não nasce do conforto, mas da necessidade de seguir adiante mesmo com poucos recursos. A escassez educa o olhar e afina o espírito.
Toda travessia transforma. Quem entra no deserto não sai o mesmo, porque o caminho ensina aquilo que a abundância não ensina: paciência, humildade e confiança. O deserto obriga a caminhar com atenção, passo a passo, lembrando que cada avanço, por menor que pareça, já é um sinal de vida e resistência.
Por isso, quando o sofrimento se fizer presente, não o tome como destino final. Ele é passagem, não residência. Permanecer no deserto é desistir do horizonte; atravessá-lo é afirmar que há um depois, que há terra fértil além da aridez. A fé, a esperança e a coragem são como bússolas silenciosas que apontam para a saída, mesmo quando os olhos ainda não a veem.
Assim, lembre-se: o deserto não define quem você é, apenas revela quem você pode se tornar. Ele não anuncia o fim, mas prepara o recomeço. Caminhe. O oásis existe, e a travessia, por mais dura que seja, sempre conduz a um novo amanhecer.
Há uma dignidade silenciosa em não reagir a tudo. O ser que amadurece percebe que responder a cada provocação é ainda estar preso ao jogo do outro. A verdadeira força não se manifesta no confronto constante, mas na capacidade de escolher onde a energia deve permanecer — e onde o silêncio já é resposta suficiente.
