Sobrevive Amor Acima de tudo

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⁠⁠Quem não é feliz no amor...
Quem não sente prazer...
Perturba os outros no trabalho!

Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

Às vezes não é falta de amor. É excesso de ausência.

O amor começa onde a projeção termina.

O amor paternal e maternal eterniza a infância no coração dos pais.

O amor paternal e maternal eterniza a infância no coração dos pais.

“Eu já não tinha mais esperança no amor…

Mas você chegou como uma brisa suave.

Entrou devagar na minha vida.

E, quando percebi;

eu já estava inteiro, vulnerável, entregue e sonhando acordado com um futuro ao seu lado.”

- Priscila de Araújo

Transbordo amor, como quem nasceu para sentir demais.

Sou ternura no gesto, doçura no olhar, sou paixão em cada detalhe.

Meu afeto não conhece meio termo, amo por inteiro ou sigo em silêncio.

Me encantas não pelo que mostras, mas pelo que tua essência revela.

— Priscila de Araújo

"O TRISTE NÃO É A NOSSA MORTE, MAS O NOSSO CONHECIMENTO E AMOR QUE MORREM COM ELA". Ademar de Borba

Ter limites sem perder a ternura.
Ter atitude sem atropelar ninguém.
Ter amor sem se abandonar.
Ter compaixão sem aceitar tudo.

Talvez plenitude seja justamente esse equilíbrio: conseguir ser firme sem endurecer, sensível sem se quebrar, disponível sem se anular e amoroso sem deixar de se respeitar.

Não é sobre ser perfeito. É sobre conseguir reunir, na mesma pessoa, força e delicadeza.

Pepita de Oliveira

O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca, pois o solo do amor só pode ser tocado com os sussurros da paixão.

As mulheres quando nos fazem sofrer por amor, ou nos tornam bêbados ou poetas, o que dá no mesmo.

Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.

Existem vários tipos de amores:
Amor bandido.
Amor gostoso.
Amor que amamos
Amor que assusta
Amor que se foi
Amor que não veio
Amor que se confia
Amor que trai
E o pior dos amores é aquele que não vivemos, não brigamos por ele, deixamos passar sem perceber que esse era o amor verdadeiro.
(Saul Beleza)

"Completamente sem saida, e sem querer sair, muito carente de um amor, do teu amor se possivel, caso contrario jamais te esquecerei."


(Mario Valen - Saul Beleza)

Mesmo sendo discreto, tentei esconder
O amor que sentia, quis manter em segredo
Mas não consegui te amar secretamente
E agora o que resta é esse amor, tão exposto e verdadeiro.
(Saul Beleza)

Sustentei teus sonhos, fui cúmplice da tua paixão,
Criei raízes num amor que era só ilusão.
Mas não fui infeliz, não, não me arrependo.
Porque amar você, mesmo em vão, foi o que me fez viver, e ser.
(Saul Beleza)

O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.

Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)

Esses são os pilares de um amor verdadeiro. Cumplicidade para entender o outro, companheirismo para enfrentar os desafios juntos, e lealdade para ser o porto seguro um do outro. É um amor que soma, não subtrai.
(Mario Valem/Saul Beleza)

*Amor que não cobra*

Te quero perto do jeito adulto,
que divide a cia debaixo do cobertor,
sem promessa de filme da Disney,
só de café passado e louça lavada.

Se vier pra junto de mim
traz teu mau humor de segunda sem ter tomado um café amargo,
que eu respeito seu ronco nas madrugadas
e a gente negocia o lado do sofá.

Amor não é fogos de artifício,
é saber calar quando o outro tá cansado
é lembrar de comprar o pão
e não transformar celos em uma guerra.

Não precisa ser pra sempre
só precisa ser honesto hoje,
e amanhã a gente conversa de novo
com os dois pés no mesmo chão.

Se azedar, a gente adoça com respeito
se apertar, a gente afrouxa com conversa
se acabar, acaba sem dívida
mas enquanto durar, que seja inteiro e verdadeiro.
(Saul Beleza)