Sobrevive Amor Acima de tudo

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⁠Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...

Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...

Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...

Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...

Que quer o amor mais que não ser dos outros?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O amor, o apego, o sossego...
Das almas calma...
É o meu o canto...

Vieram hoje dizer-me mentiras a meu respeito...
Diga lá companheiro...
Mostre-me o que tem no peito...

Só quero hoje a verdade...
Despida de vaidade...
Mentiras, fora daqui...
Deixai-me à vontade...

Vontade de sono no corpo...
Vontade de não saber de nada...
Apenas vontade...
De ficar longe das maldades...

Não sei aonde vou...
Nem vejo o que persigo…
Sou só um momento...
Deixai-me ser como sou...

Mistério alegre e triste...
De quem vive à parte...
Seguindo...
Sem temer as tempestades.

Sandro Paschoal Nogueira

⁠É a minha lei viver de amor...
Morrer não quero...
Desfalecer...
Sufocar de prazer...
Até na dor...

Sim...
Amar também dói...
Aperta o coração...
Nos tira o chão...
Faz a gente contar as horas ...
De agonia ...
Não ver o tempo passar...
Também nos tira a sabedoria...

Mas amar é bom...

No encontro das mãos...
Na troca e entender de olhares...
Saudades que não tem fim...
Pensar sempre na pessoa amada...
Em qualquer tempo...
Em todos os lugares...

Não há tempo consumido...
Nem tempo a economizar...
Além do amor, não há nada...
Apenas amar...

Um querer diferente...
Que envolve e doma a gente...
Harmonia suave...
Mas também insensatez deslumbrada...

Buscar sem saber o que busca...
Sem perdão e sem disfarce...
É lume que arde...
Na alma e no peito...
Deixando a gente sem jeito...
Igual a criança tola...
Que acredita no que, às vezes, não vê...

É viver entre a paz e a guerra...
Derrubando as distâncias...
Fazendo manhas...

Fatigado é procurar abrigo...
No seio ondes moras...
Enquanto a vida acontecendo lá fora...
E o antigo vazio...
Sendo preenchido...

Que hei-de fazer senão sonhar...
Não quero morrer de amor...
Quero viver...
Vivendo para te amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Assim se desenterra toda a sede...
Todo o amor...
Todas as noites...
Uma a uma...
Toda a luz de cada dia...
E o meu coração que a ti espera...
Se alegra enquanto definha...

Vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...

Tão certo que me aperto...
Que meu mal tanto me dura...
Vou mais fora de caminho...
Sem ti vou tão deserto...

Recantos escuros, em segredo...
Atrás das sombras que me procuram...
Desiludido ainda me iludo...
No que meus olhos mais indagam...

Pelas palavras que nunca disse...
Pelos gestos que me pediste...
E com este cuidado todo...
Perco de vista o meu ser verdadeiro...

E bem sabes...
Que até me ignorando...
Sou teu...
Por inteiro...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu não sofro, meu amor...
Espero-te apenas...

Os ventos me arrastam...
Não é fácil amar o vencido...
Amo e não sou amado...

Onde hoje me sentei a perguntar...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Tenho esta contemplação...
Mas não chego a desfazer...
Das velhas ilusões que achei no meu caminho...

No desolado coração...
O vácuo mudo adormece o meu pensamento...
Porque na noite, farto de sofrer…
Interrogando o destino...
A sua sombra escondida...
Procuro e não encontro...

E perante esse abismo...
Da única realidade no momento possível...
Escondendo os meus gritos...
Continuo a te esperar...

Sandro Paschoal Nogueira

#Amor não se mendiga...
#Amizade não se cobra...
#Carinho não se pede...

Guardo silêncio há demasiado tempo...
Do não dito... que deveria ser falado...
Por que me calei até agora?
Não sei explicar...
Por que motivo só agora digo?
O que antes eu deveria falar...
Digo:
Que o ontem não pode ser esquecido...
O amanhã será merecido...
Se o hoje for bem vivido...
Estou farto de esperar que muitos se libertem do silêncio...
O eco é infindável...
Vi brotarem lágrimas felizes...
De milhares de sorrisos vazios...
Estrelas que dos céus caíram...
Transformando noites tristes...
Vi amantes cantarem para a lua...
Fria, distante, nua...
Uma dor, um lamento...
Que faz a gente pensar...
Coração a palpitar...
Ser forte para amar...
Mãos que se encontram...
Beleza maior não há...
Não temo ao implacável tempo...
Não temo o sofrimento...
Nem ao vento do desconhecido que abraça num momento...
Tenho medo da escuridão...
Que a falta da luz esconde...
A verdade...

#Eu #vim #somente #dizer...

Se tu ama, ame baixinho...

A vida é breve...

E o amor mais breve ainda...

Não tenha medo de viver...

Não tenha medo de amar...

Tenha medo de não ser...

De não estar...

De não querer...

Não sonhar...

Felicidade pequena semente...

Que todos os dias precisamos cuidar...

Triste é aquele...

Que pelo mundo passa...

E que da ilusão...

Faz seu par de asas...

Viva e deixe-se viver...

Nas auroras ardentes...

Em que nasce a esperança...

Que acalenta nossos sonhos...

Até onde nossa alma alcança...

Suave contentamento...

Vivendo cada momento...

Quem teme ao amor...

Sofre derradeiro tormento...

Espaço oco no peito...

Vazio sem sentido...

Mundo frio...

Olhar não brilha...

Não encontra caminho...

Verdades puras...

As minhas eu digo...

Sonhe conforme quiser...

Mas sonhe sempre...

Sonhando e vivendo...

Segundo o amor que tiver...

Terá, de meus versos, o entendimento..



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

Árvore seca...

De coração vazio...

Anos a fio...


Não tinha cor...

Não tinha amor...

O vácuo cada vez maior...

Raízes mortas...

Não mais florescia...

Sob um sol quente e árido...

Me contou sua história...

Foi semente...

Plantada com esmero...

Por um senhor...

Velada com carinho...

Cresceu...

Nas folhagens verdejantes...

Pássaros faziam seus ninhos...

Cantavam alegremente...

Retribuía com sombra...

Muitas flores ofertava...

Fronte de belas mulheres enfeitava...

Suas folhas eram remédio...

Doença ela curava...

Foi orgulho daquele senhor ...

Que um dia a plantou...

Seresteiros à sombra dela...

A todos encantou...

Conversas fiadas ouviu...

Pessoas que chegavam na cidade...

Um ou outro que já partiu...

O banquinho ao seu lado...

Foi ponto de encontro...

De amigos e de enamorados...

Quando o vento levou o senhor...

De tristeza a árvore chorou...

Me disse que se fechou no silêncio...

Que de saudades suas folhas cobriram o chão...

Não tinha mais forças para então florir...

Sua aurora tinha ido embora...

Sua madrugada chegara...

Sua hora findou...

Hoje...

Triste...

Seca...

Morta...

Ainda conta sua história...

Da saudade que ficou...

Do tempo que passou...



Sandro Paschoal Nogueira



Árvore, pata-de-vaca, branca, que meu pai plantou, em frente de minha casa.

Homenagem póstuma Scylla Dias Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#O #amor #não #é #raro...
Raro são as pessoas que sabem amar...
Não está morto...
Tem que saber cultivar...
O cavalheirismo não é raro...
Está aí a se apresentar...
Porém, não existem muitas damas assim...
Que se permitem conquistar...
O romantismo também não é raro...
É só bem observar...
Sonhar ainda é possível...
Basta começar a desejar...
Tudo começa com um simples olhar...
Coração mais rápido a bater....
Pernas a tremer...
Mãos a suar...
Se tivesse um buraco no chão...
Talvez, muitos, quisessem entrar...
O problema é que o tempo desgasta...
E no que um dia foi um sonho...
Hoje pode ser fantasia...
Ah...
Pudesse eu ainda ter...
Os sonhos singelos de outrora...
Amores eternos...
Não como os de agora...
Pudesse sentir pela espinha...
O calafrio e a agonia...
De amar com sofreguidão...
Juntar minha alma...
Ser só um coração...
O dia seria curto...
A noite rapidamente passaria...
Perdendo o juízo...
Em completo desatino...
Mais e mais eu queria...

#Flores...


Hoje me vesti de #flores...
De amor vivido...
Vagando entre o real e o imaginário...
Sonhos postos de lado...
Tanto por mim sentido...
Perdidos no amanhã...

Pus um sorriso tímido ...
Um brilho no olhar...
Pelas ruas de pedras azuis...
Suspiro pelo que hoje ponho-me a buscar...

Que o meu coração não me impeça de ir além do horizonte...
Abrir minhas asas e voar...
Para bem longe...

Que a felicidade não me doa...
Sempre e tanto, a ponto de assustar...
Somente assim ...
Poderei lhe amar...

Que eu possa sempre contemplar os céus...
E nele querer estar junto com você...

E se eu um dia qualquer sentir a tristeza...
Que ela não me tire a clareza...
Não se sem aposse de minha alegria...
Não me tire o gosto da vida...

Se eu for abandonado pelo seu amor...
Trazendo ao meu espírito grande dor...
Que esse abandono...
Não seja para sempre...
Eterna companhia...

Sandro Paschoal Nogueira

#Este #é #um #poema #de #amor...
Que te ofereço em forma de flor...
Talvez tu possas entender...
Todo o meu bem querer...

Já está declarado e estampado...
Para ti todo o meu cuidado...

Vim para te amar neste mundo...
Tecer flores sobre o próprio coração...
Meu espírito é sol neste dia...
Te quero bem...com alegria...
Me dê sua mão...

Peço perdão por te amar de repente...
Mas quero que saibas...
Enquanto os céus existirem...
Amarei eternamente...

Por tudo o que me deste...
Um pouco de ternura...
Me apaixonei por um olhar...
A vida passa num instante...
E um instante é muito pouco para te amar...

Nada é pequeno no amor...
E para você...
Inteiro me dou...

Sandro Paschoal Nogueira

O dia seguinte ao do amor

Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,

Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...

E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E

Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

O encanto do dia flores muitas vegetações, assim como uma pessoa pode florescer com o seu amor.

⁠Menina pequena aventureira,
Risonha e de esquerda
Ama as flores e os animais.
Cuida do seu amor com tanta paz.
Me fale sereia dona do mar, aonde tu queres chegar? Se numa única prosa ingênua e delicada ou no fim do mundo sem freio de ser arrebatada.
Coisas acontecem a mil,
Sensações surgem e desaparecem em um piscar dos olhos. Buscando algo novo em um cantil de sentimentos, aonde o autor não sou eu e sim o meu livramento.

Inserida por Patrick_Campos

⁠o doce das flores seduzem as abelhas.
O amor dos pássaros atraem o perigo.
A paixão dos felinos persuadem suas presas e o gostar do eu-lírico alicia ainda mais seu amor por escrever.

Inserida por Patrick_Campos

⁠Quero ser um beija-flor
E na sua boca:
Buscar o mel do amor.

“⁠A semente do amor, não brota espinhos.”

Inserida por juniormartins

⁠“Seja no amor, seja na dor, seja você, em qualquer tempo que for.”

Inserida por juniormartins

“⁠Não economize amor, porque a vida é um trem bala, que não economiza tempo.”

Inserida por juniormartins

Piedade... Se estás ofendido, pense com amor naquele te ofendeu... Se estas triste com alguém, ou de alguém te deixou triste, retribua com alegrias, e não com mágoas... Se alguém te feriu, ė porque está ferido, cicatrize está ferida com carinho... Se estas doente, aproveite para meditar, porque todas as doenças são criadas por falhas nossas, o amor ė o melhor bálsamo cicatrizante para todas nossas doenças... Amar quem nos ofende ė difícil, mas é o que mais nos eleva, e nos torna superior... As provas mais difíceis, são dadas a seres com mais capacidade de cumprir, nao fique lamentando-se...E lembre-se não julgar o próximo, pois uma multidão pode estar te julgando também... 12/07/1996

Inserida por iara_rosires