Sobrevive Amor Acima de tudo
Como descobrir se o marido trai? Olha, homem é bicho burro. Deixa rastros em tudo o que faz. Só não descobre se não quiser.
Aprendi que devemos dizer toda a verdade. Tudo que sentimos. O que aconteceu e porque aconteceu. Dessa forma não haverá mal entendido e nem brecha para o outro pensar coisas que nunca existiram.
Eu pensei ter feito tudo para não te perder. Mas se soubesse que doía tanto não te ter mais aqui comigo, faria qualquer coisa. Qualquer coisa.
Demorei para perceber que quase tudo, na vida, gira em torno da mesma obsessão: controle.
Chamam de organização.
De rotina.
De responsabilidade.
Mas é medo.
Medo do que pensa sozinho.
Medo do que cria fora do padrão.
Medo do que não se deixa domesticar.
Por isso contam horas, não ideias.
Presenças, não sentidos.
Corpos, não consciências.
Aprendi cedo que existir era caber.
No horário.
Na planilha.
Na expectativa.
E, para caber, comecei a diminuir.
Produzia mundos inteiros em silêncio,
mas ninguém via.
Porque não estavam interessados no que eu criava,
e sim no quanto eu permanecia disponível.
Não querem pássaros.
Querem gaiolas cheias.
Dentro delas, aprendemos a funcionar.
Não a viver.
Adoecer em segredo.
Cansar em silêncio.
Sorrir por obrigação.
Seguir por medo.
Quando o corpo falha, chamam de fraqueza.
Quando a mente cansa, chamam de desculpa.
Quando a alma sangra, chamam de drama.
E descartam.
Porque quem cai expõe a mentira coletiva de que todos estão bem.
Aprendi a esconder fissuras.
A maquiar exaustão.
A negociar comigo mesmo.
Caminhei entre leões.
Aprendi a linguagem do poder,
os códigos da conveniência,
o teatro da força.
Mesmo assim, nunca fui do grupo.
Era tolerado.
Nunca pertencente.
Presença sem raiz.
Voz sem território.
E, para continuar ali, virei útil.
Apoio.
Escada.
Ponte.
Sustentava projetos, egos, fragilidades alheias.
Enquanto ninguém sustentava a minha.
Confiei.
Acreditei.
Projetei lealdade onde só havia interesse.
A traição veio suave.
Educada.
Disfarçada de cuidado.
E no amor, foi ainda mais evidente.
Enquanto eu resolvia, eu existia.
Enquanto carregava, eu era necessário.
Enquanto servia, eu era querido.
Quando parei, virei ruído.
Foi aí que compreendi:
muitos não se relacionam com pessoas.
Se relacionam com funções.
Nesse ponto, algo quebrou.
Não foi romântico.
Não foi pedagógico.
Não foi bonito.
Foi brutal.
Percebi que eu tinha passado anos
me transformando em estrada
para quem nunca pretendeu caminhar comigo.
Eu era passagem.
Nunca destino.
E isso não gerou iluminação.
Gerou raiva.
Lucidez.
Desencanto.
Passei a desconfiar dos aplausos.
Dos convites.
Dos afetos fáceis.
Passei a ver o mundo como ele é:
um mercado emocional,
onde quase tudo é troca,
quase nada é vínculo.
Hoje eu não romantizo liberdade.
Liberdade dói.
Isola.
Cobra.
É andar sem garantias.
Sem plateia.
Sem proteção.
É perceber que ser inteiro
te torna inconveniente.
Que pensar demais incomoda.
Que sentir demais afasta.
Que não se vender custa caro.
Não virei herói.
Não virei exemplo.
Não virei cura.
Virei consciente.
E consciência não salva.
Ela pesa.
Você passa a enxergar
as engrenagens,
as farsas,
as dependências,
as manipulações.
E já não consegue mais fingir.
Hoje eu sei:
Não sou gaiola.
Não sou ponte.
Não sou sombra.
Não sou ferramenta.
Mas também não sou refúgio.
Sou território instável.
Cheio de ruínas, ideias, cicatrizes e silêncio.
Quem entrar, entra sabendo:
não ofereço conforto.
Ofereço verdade.
E verdade não acolhe.
Ela rasga.
Faça uma reforma interior,
Plante novas flores
no seu jardim,
renove tudo ao seu redor
e vá em frente,
confiante no porvir!
Creio de coração que tudo nesta vida se renova. Tudo recomeça. Tudo renasce, tudo avança. Creio no bem, e na Força Maior que nos move. Creio em dias de Paz. E que felicidade acontece quando nos colocamos a favor de todo o bem, em tudo e para todos. ''
╰☆╮
*Fran Ximenes
20/07/2013
Tudo é medicina.
A verdadeira cura nasce da jornada interior, do autoconhecimento profundo, da sabedoria silenciosa e da prática da meditação. Estar plenamente presente é a chave para harmonizar mente, corpo e espírito, encontrando equilíbrio em conexão com o universo.
