Sobrevive Amor Acima de tudo
Hoje depois que você foi embora, fiquei pensando tudo o que passamos nesses últimos anos e cheguei a conclusão de que aquela fase de paixão chegou ao fim, não que eu não sinta mais borboletas no estômago ao lembrar dos seus beijos ou que eu não me sinta mais ansiosa se você diz que vem, pelo contrário, sinto tudo com mais intensidade, mas falo pelas despedidas, hoje eu não me sinto mais como uma adolescente insegura e de coração aflito que tem medo de te deixar ir, eu me tornei uma mulher segura dos meus sentimentos e quando você se vai, a minha intuição me assegura de que você sempre vai voltar, porque no fundo você também sabe que precisa voltar pra buscar o que é seu. Comparando o nosso passado com o nosso presente eu vejo que trocamos a paixão pelo amor, a insegurança por cumplicidade e a vontade por desejo de estar juntos. E hoje eu fico feliz em dizer que depois de nossas despedidas, eu troquei as lágrimas do vazio que você deixava por sorrisos ansiosos de ter novamente seu cheiro em meu travesseiro!
Ficou tudo tão vazio desde que você foi embora.
Não quero mais me arrumar, nem ir pro bar, sei que você não vai estar lá.
Fico esperando você abrir a porta do meu escritório fazendo a mesma pergunta de sempre, mas nunca mais vai acontecer.
Nem durmo mais com o celular do lado do travesseiro porque você não tá mais aqui pra me ligar de madrugada, inventando a desculpa mais boba do mundo só pra vir pra minha cabine e dormir de conchinha.
Nem quis mais enrolar o cabelo e me maquiar, de repente parou de fazer sentido.
Nunca imaginei que fosse sentir tanto sua falta.
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Há em mim uma intensidade que, por vezes, me transborda e, em outras, me aprisiona. Sinto tudo em excesso: o silêncio, a ausência, os desejos, os medos e as esperanças. Enquanto o mundo segue seu curso, muitas vezes permaneço parada, vivendo mais dentro de mim do que fora de mim.
É estranho desejar tanto voar e, ao mesmo tempo, sentir as asas pesadas. Querer alcançar horizontes, mas não conseguir sair do lugar. Como se algo em mim chamasse pela vida, enquanto outra parte ainda se recolhe, cansada das próprias batalhas.
Carrego uma alma funda, dessas que não sabem sentir pouco nem viver pela metade. E talvez por isso tudo em mim seja tão vasto: quando dói, dói inteiro; quando sonha, sonha longe; quando ama, ama sem margens.
Mas começo a entender que não nasci para ser cárcere de mim mesma. Que toda essa profundidade não veio para me afundar, e sim para me ensinar a nadar em águas que muitos temem.
Talvez eu esteja em tempo de reconstruir minhas asas com paciência. De fazer paz com meus silêncios. De sair, aos poucos, desse mundo interno que me consome e tocar a vida com mãos mais leves.
Porque ainda há muito em mim que quer florescer. E mesmo cansada, ainda existe uma parte minha que acredita no voo.
Hoje eu não tô bem, tô cansada, me sinto irritada, mas não tô reclamando, tá tudo bem. Só estou querendo vencer o dia sem perdas, buscando me recolher no meu canto, tentando evitar conversas e possíveis desavenças. É nesse silêncio que me reorganizo, me reavalio, me reestruturo.
Tá tudo errado, não tá legal, mas tá tudo bem. Só estou tentando vencer o dia sem perdas.
Nem todo dia é feito para avançar. Alguns são feitos apenas para resistir com dignidade, para não piorar o que já está difícil, para atravessar as horas sem ferir ninguém e sem me ferir no processo.
Hoje não quero respostas, não quero decisões, não quero grandes movimentos. Quero apenas o necessário. Quero me preservar enquanto a tempestade passa por dentro de mim.
Porque aprendi que há dias em que a vitória não está em conquistar algo, mas em manter intacto aquilo que já foi conquistado. Há dias em que sobreviver ao peso, ao cansaço e à confusão já é uma forma de coragem.
Então sigo assim, mais quieta, mais recolhida, respeitando meus limites e aguardando que a vida volte a encontrar seu eixo dentro de mim. Um passo de cada vez. Sem perdas. Apenas atravessando.
''Talvez a bela não seja tão bela e a fera não seja tao fera assim, tudo é questão de percepção individual.''
Nova fase após a pandemia mundial
Quando isso tudo passar, que essa profecia deixe algo de bom nos corações de cada um, que as pessoas passem a viver a vida de forma mais leve, ver a vida com um olhar mais humano, fraterno que demonstrem mais amor ao próximo sem esperar nada em troca, que a humildade toque no coração de quem é ganancioso, que só trabalha por dinheiro e não por amor. Que a quarentena ensine coisas que antes pareciam perdidas como amor e união familiar, compaixão, respeito, ter mais compreensão e mais amor em tudo que é feito em relação a si e ao próximo.
Lindo dia para quem acordou com a certeza de que Deus está no controle e vai dar tudo certo. E para quem acordou pessimista e desanimado, boa sorte.
Nem tudo o que se lê na Veja é forjado, nem tudo que se vê na Globo é manipulação. Nem tudo o que é oficial é confiável, nem tudo o que é alternativo é duvidoso. Nem tudo o que o governo oferece é benefício, nem tudo o que a oposição denuncia tem fundamento! Confiança em excesso é ingenuidade. Desconfiança em excesso é extremismo. Use o seu bom-senso!
Palavras expressam tudo, ou nada. Palavras descrevem o inexplicável. Palavras magoam, ofendem e causam desentendimentos. Palavras criam oportunidades, criam amizades e vínculos formidáveis. Palavras aperfeiçoam, explicam. Palavras são capazes de corrigir mais do que qualquer ato. Palavras evoluem e fazem evoluir. Palavras surgem e deixam surgir. Palavras fazem com que livros tenham magia. Palavras fazem com que melodias tenham significado. Palavras afastam ou unem pessoas. Palavras fazem com que as pessoas reflitam. Ou não. Palavras agridem. Palavras acolhem. Palavras criam desejos. Palavras enfeitiçam, seduzem e provocam. Palavras podem ser amáveis ou grosseiras. Podem dizer muito, ou nada. Podem traduzir qualquer sentimento. Palavras permitem que as pessoas brinquem com elas próprias. Palavras podem ser apenas palavras, ou podem ser muito mais do que uma vida inteira. Palavras fazem as guerras. Palavras buscam a paz. Com as palavras, pode-se tudo. Apenas não se pode ficar mudo.
Porque nós temos a maldita mania de rotular tudo à nossa volta?
A exorbitante abstração que existe na nossa mente complexa exposta na imensidão albina do papel, em momento algum é para ser rotulada.
Arte são os nossos pensamentos literalmente vomitados diante de seja qual for a situação, expelidos com uma força paranormal em ferramentas hoje muito comuns como nosso famoso "bloco de notas" ou "word 2003".
Esqueça um pouco o questinar e sinta, pense, sinta, cante, sinta, fale, sinta, grite, sinta, escute, sinta, sinta, sinta...
Entre em seu mundo, veja você, te escute, não te rotules.
Porque cantar, escutar, falar, gritar, chorar precisa de rotulações?
Verdade é que quando perguntamos porque rotulamos tudo na nossa volta ja estamos rotulando e rotulações ao extremo causa maluquisse.
Tambem verdade é que imensurável é a vontade de sentir sem se questionar.
Apenas sinta, viva isso de forma intesa que saberás realmente a verdadera hora que precisarás rotutar algo. Mais em relação a arte, não necessariamente arte pintada, tocada ou gesticuladas, mais digo aqui da arte de sentir.
O sentimento não precisa ser rotulado, porque rotular sentimento é algo impossivel e ridiculamente uma medíocridade.
Nada na vida acontece por acaso, tudo tem um motivo, um propósito, uma razão... e por pior que seja a situação ela pode se transformar e uma grande experiência.
Por que não pode vir me buscar, me abraçar forte e me falar que vai ficar tudo bem e que eu vou conseguir superar?
