Sobre o Xadrez
Naquele último ano, o xadrez se tornou nossa pequena revolução. Começamos sozinhos, diante de uma mesa que ninguém tocava, e pouco a pouco ela se encheu de alunos, professores, partidas e risadas. O que antes era esquecido passou a reunir pessoas em todos os recreios. Talvez tenha sido simples para quem olhava de fora, mas para nós era muito mais: era um pedaço daquele último ano ganhando vida. E, sem perceber, deixamos naquela mesa uma pequena marca no último capítulo da nossa vida escolar.
O sistema é corrupto, as pessoas são simples peões no grande tabuleiro de xadrez da politica globalizada. Existem peões ativos, que se movimentam para ilicitamente crescerem mas existem também os passivos, que se movimentam para não verem ou quando vêem, acovardados esquecerem. O Rei, a Rainha e a Torre, são intocáveis e aguardam estrategicamente para vencerem a partida.
Ser bom no xadrez é sinal que você talvez poderia fazer coisas que são úteis para o mundo, mas escolheu fazer coisas que são inúteis.
O show ainda
não começou,
os segredos
da Lua de Fogo,
as cartas do jogo
e as peças do xadrez
não pertencem
a mim, a você
e nem a ninguém.
Traçar com a colher
o Xadrez no Mate
para o Chimarrão,
Nos assuntos do coração
não podem a ver jogos,
e sim é preciso a ver rituais
que nos unam a cada dia mais.
O tabuleiro de xadrez é o mundo, as peças são os fenômenos do Universo, as regras do jogo são o que chamamos de Leis da Natureza. O jogador do outro lado está oculto para nós.
Movimentos tranquilos geralmente fazem uma impressão mais forte do que uma combinação selvagem com sacrifícios pesados.
Olhe para o peão da vanguarda no seu tabuleiro, falta uma casa para ele se tornar uma peça gloriosa e dar seu cheque mate!
Olhando pra sociedade podemos fazer um paralelo "Sociedade distraída como peças num tabuleiro de xadrez.". Não sejamos uma peça movida ao engano.
Aí do nada você percebe que tiraram, arrebataram cruelmente uma parte de teu ser. Compreende que por mais que o tempo passe, há feridas que nunca irão cicatrizar. É como um jogo de xadrez, quando o rei perde a rainha, ele fica vulnerável a receber um xeque mate.
Pratico o esporte mais inteligente de todos, aprecio a mais bela das artes, estudo uma ciência nunca decifrada, faço calculo sem números, conheço mais de 40.000 anos de história. Falo do Xadrez!
[FEN "rnbqkbnr/pppppppp/8/8/8/8/PPPPPPPP/RNBQKBNR w KQkq - 0 1"]
[Result "*"]
1.e4 e5 2.Nf3 d6 3.c3 Nc6 4.Qb3 b6 5.d4 Bd7 6.Ng5 f6 7.Qf7#
*
Dizeres à vossa excelência, humano.
Humano! Vossa excelência é um dominó:
sólido e confiante quando de pé;
mas de uma certa forma atinge a todos os mais próximos quando cai.
Homem!
Vossa excelência é um xadrez:
tens poder de ser jogo
ou de colocar em jogo algo ou alguém.
Também és projeto de perfeição e complexidade.
Criatura!
Vossa excelência é uma dama:
sempre com ânsia de guerra;
vagando de casa em casa, destruindo o inimigo.
Por fim, humano,
és também um origami:
sólido, complexo, caótico, alegre [...].
Nem todos tem a mesma forma...
Mas tem algo semelhante:
vós sois frágeis, benevolentes e tentam expressar
e/ou levar a alguém um simples gesto de alegria com a mais nobre das intenções.
Me sinto sombra
Não a conclusão
Não sou o ouro
Sou a prata e esta de segunda mão
Em terra de reis me sinto o camponês
Não me culpe mais além se ainda houver escassez
Sou o peão do xadrez
Nunca o cavalo galopante
Nem tampouco a torre exuberante
Entre o bispo e o próprio tabuleiro
Fui aquele que previu o jogo inteiro
Por isso não e repito o tanto quanto necessário
Seria esse um presságio
Uma adoleta
Algo mais inocente
Não pense que sou eloquente
Só quero do mundo
Como um todo
Que sigamos juntos
Unidos
Não como tolos
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