Só sei dizer que te Amo
Na porta da Sua casa
Estou ligando só pra te dizer:
Escolhe a tua melhor roupa,
arruma o teu cabelo,
Fica ainda mais linda,
porque hoje eu vou te levar
pra comer.
Ainda não sei qual camisa vestir,
nem que perfume usar.
Só sei que daqui a pouco
vou estar na porta da tua casa,
com o coração acelerado,
esperando você sair.
E quando a porta se abrir,
vou te entregar
um buquê de flores
e um olhar que diz tudo
semprecisar falar.
Que a lua guarde esse momento,
e o tempo escreva nossa história.
Coração Cansado
Diga-me que não éramos só amigos.
Diga-me que tudo o que a gente viveu era mentira.
Diga-me que você apenas brincou comigo,
e me fez de bobo na frente dos seus amigos.
Porque,
Se tudo isso foi um teatro,
por que seus olhos diziam exatamente o contrário?
Por que seu abraço parecia um lar,
e o seu sorriso fazia o meu mundo parar?
Eu tentei acreditar em cada gesto,
em cada conversa,
Em cada silêncio compartilhado.
Mas hoje só me restam perguntas
e um coração cansado de procurar respostas.
Ainda assim,
No fundo da alma,
há uma parte de mim que insiste em esperar.
Porque é mais fácil acreditar que fui enganado
do que aceitar que eu te amei sozinho.
Galeria
Olha só...
Nem toda obra nasce pronta,
Ás vezes o destino rabisca,
Apaga e remonta.
Eu vivi procurando um retrato perfeito,
Até você chegar e pendurar teu nome no meu peito
Cada verso tem teu cheiro,
Tua cor,
Cada silêncio teu
Também virou compositor.
Se o mundo é um museu,
Eu já fiz a escolha:
Entre mil paisagens,
Teu sorriso é uma obra de arte.
Entre todas as molduras da vida,
Escolhi chamar você de Galeria.
Te amar...
Foi encontrar a mais bela obra-prima
Que Deus pintou...
O sonho só começa a se torna possível, quando você se atreve a ignorar as dificuldades abraçando o sonho com todas as forças...
ASFALTO NA SOLA
Eu vim de lugar onde ninguém pergunta o que aconteceu.
Só olha pra tua cara, vê se você aguenta e manda seguir.
Aprendi cedo que a rua não tem paciência pra quem precisa entender tudo antes de continuar. Você tropeça, levanta, limpa a poeira na própria roupa e vai. Sem discurso. Sem trilha sonora. Sem ninguém batendo palma.
Tem gente que conhece a minha versão arrumada.
Poucos conheceram a que voltava pra casa com a cabeça cheia, o bolso quase vazio e aquele silêncio estranho de quem passou o dia inteiro fingindo que tava tudo certo.
Essa versão não posta nada.
Não explica nada.
Só chega.
Joga a chave em qualquer canto, acende a luz e encara o próprio reflexo como se estivesse cobrando alguma coisa de alguém que já não sabe mais quem é.
Eu já quis muito parecer diferente do que sou.
Hoje eu prefiro parecer exatamente o que a vida fez comigo.
Tem marca que não precisa esconder.
Tem história que perde a graça quando você tenta contar bonito.
Então deixa torto.
Deixa áspero.
Deixa com gosto de madrugada e conversa na calçada.
Porque foi assim que muita coisa aconteceu.
Sem planejamento.
Sem final elegante.
Só decisão errada, amizade improvável, amor mal resolvido, orgulho demais e aquela mania idiota de continuar andando mesmo quando ninguém sabe exatamente pra onde.
Talvez seja isso que chamam de vivência.
Não é ter resposta.
É ter passado por coisa suficiente pra parar de acreditar que toda pergunta precisa de uma.
Hoje eu não quero parecer invencível.
Invencível é personagem.
Eu quero ser real o bastante pra admitir que algumas coisas ainda pesam, mas leve o suficiente pra não carregar todas elas comigo.
O mundo continua sujo.
A rua continua acordada.
E eu ainda tenho asfalto na sola.
Só que agora eu sei voltar pra casa.
under sujão p.
💕✨️"...só você...somente você...na plenitude e complexidade do seu ser...sabe o caminho que leva ao teu coração 💖...eu...eu estou aqui...para caminhar com você. "✨️💕
"Continue me dando a importância que quiser; meu amor-próprio agradece a audiência. Só não tente decifrar a minha realidade, pois ela claramente está além da sua capacidade de compreensão."
só postar quando fizer sentido pra mim
porque eu, porque não?
Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.
Então alguém apagou as placas da estrada.
Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.
Ele passou anos perguntando.
“Por que comigo?”
Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.
Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.
Então começou a reparar em outra coisa.
As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.
Nunca eram.
Porque a vida não perseguia ninguém.
Ela simplesmente não sabia mirar.
E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.
A pergunta começou a mudar.
Não era mais “por que eu?”
Era…
“Por que eu seria diferente?”
Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.
Não de um jeito triste.
De um jeito libertador.
Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.
As pessoas chamavam aquilo de azar.
Outras chamavam de destino.
Ele começou a chamar apenas de existência.
E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.
Não porque as perdas doíam menos.
Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.
Ela visitava.
Depois ia embora.
Assim como a felicidade.
Assim como o amor.
Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.
No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.
E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.
O vento nunca pergunta quem merece ser levado.
Ele apenas sopra.
E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.
Não como quem venceu.
Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.
só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido
Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.
E eu nunca encontro.
Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.
Ninguém se apaixona num instante.
A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.
Primeiro sente falta de uma conversa.
Depois de uma risada específica.
Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.
Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.
O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.
Você nunca precisou.
Nunca precisou dizer as palavras certas.
Nem inventar versões melhores de si.
Eu gostava justamente das pequenas distrações.
Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.
Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.
Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.
Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.
Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.
Você nunca ocupou espaço demais.
Você preenchia os espaços que já existiam.
Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.
Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.
Você não mudava quem eu era.
Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.
Às vezes isso ainda me assusta.
Porque existem encontros que parecem improváveis demais.
Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.
Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.
Se você tivesse escolhido outra rua.
Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.
Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.
E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.
É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.
Você apareceu sem fazer promessas.
Sem dizer que ficaria para sempre.
E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.
Porque nunca foi sobre vencer o tempo.
Foi sobre existir dentro dele.
Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.
Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.
Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.
Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.
No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.
Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.
Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.
E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.
Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:
Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?
Só o ser humano causa dor, destruição e sofrimento
— em tudo que toca —
e faz isso com plena consciência.
Seríamos um paraíso sem
seres conscientes?
Beatriz Campos Arroyo
Se a mente pulula de cá pra lá,
e pulula de lá pra cá,
a mente pulula.
Mas se pulula só pra lá,
e se de cá não pulula,
a mente não pulula.
Pare. Leia. Respire. Releia
Sobre viver é,
muitas vezes,
sobreviver.
E quando só se sobrevive,
ainda se vive
ou se vive sem viver.
Talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir onde chegaria que só agora percebo: eu já me tornei alguém que, um dia, sequer imaginava ser.
Olha só o "patriota" malandro, chega de mansinho querendo enganar. mas o povo já tá se ligando que essa pose dele não vai colar.
Mente sem sequer ficar vermelho, diz que é santo, quer pagar de herói. posa de religioso o dia inteiro, mas a falsidade dele até dói.
Resposta
Queria um cafuné e amor seu, só pediria isso e mais nada. O toque suave dos seus dedos em meu cabelo, como se cada fio fosse uma corda de violão, ressoando uma melodia de paz e aconchego. Ah, se eu pudesse ter pedido apenas isso, teria sido o suficiente para iluminar meus dias sombrios.
Deveria ter visto mais o sol se pôr. Deveria ter aproveitado mais aqueles momentos simples, onde o céu se tingia de cores que só o amor sabe pintar. Será que eu sei que você era mesmo tudo aquilo que me faltava? Hoje, nas entrelinhas do crepúsculo, vejo que sim, você era a peça que completava o meu quebra-cabeça de sonhos.
Hoje eu leio as poesias que eu fiz pra nós, cada verso carregado de uma esperança que parecia infinita. Não sei por que razão tudo mudou assim. Ficaram as canções e você não ficou. E nas melodias que ainda ecoam, sinto a ausência do seu ritmo, da sua voz.
Ainda lembro o que eu estava lendo, tentando encontrar nas páginas a resposta para o vazio que você deixou. Só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz. E ainda espero resposta, como quem aguarda o desabrochar de uma flor em pleno inverno.
Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro. Não por vingança, mas por justiça ao coração que te amou sem medidas. Que coincidência é o amor, cruzando nossos caminhos em momentos tão precisos e, ao mesmo tempo, tão incertos.
A nossa música nunca mais tocou, e cada nota ausente é um lembrete do que perdemos. Pra que usar de tanta educação, pra destilar terceiras intenções, desperdiçando o meu mel? O amor verdadeiro não precisa de subterfúgios, de máscaras ou disfarces.
Devagarinho, flor em flor, você foi beijando novas primaveras, enquanto eu permaneci no outono do adeus. Entre os meus inimigos, beija-flor, encontrei a solidão como companhia constante, lembrando-me que o amor, de dentro pra fora, ainda é o que mais me define.
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
