So o Tempo pode Entender um grande Amor
"Correnteza"
Memórias persistentes
viajam violentamente por um rio,
chove muito enquanto elas passam.
As árvores tortuosas sofrem,
por causa do vento
que está quebrando seus galhos.
Os galhos mortos, caem no rio
e assustam as pobres lembranças.
Tristes, seguem chorando e fortalecendo a correnteza.
Tornando a minha mente tempestuosa
e os meus olhos encharcados.
Ninguém deve julgar
a maneira de agir ou pensar
de alguém.
Cada um deve atentar-se
ao espaço que lhe cabe.
Passar do seus limites é
invadir o espaço do outro.
E quanto a mim?
Das pedras que me jogam
farei um altar
de louvor ao criador!
Somente Ele sabe
o tamanho da minha alegria
e da minha dor!
08/11/2015
"A unica razão de minha existência
é a certeza que existe um Deus vivo
capaz de abençoar a você e sua casa."
Sim
Eu sou rebelde
Sou uma rebelde com causa
Aliás, causas
"Não vivo em um mundo cor de rosa"
Enxergo ele através de muitas cores
O preconceito ainda está aqui
A desigualdade também
E todas as outras mazelas sociais
Não vou fechar os meus olhos e dizer que está tudo perfeito
Porque não está
Se sou luz, não vou me apagar onde devo me acender.
Olhos sensuais
A noite chega, e com ela a
falta de um querer ao nosso
lado fica.
Madrugada, e esses olhos lindos
e sensuais pelo meu pensamento
passeiam, olham-me com carinho,
e eu me perco dentro deles.
Lábios doces, jeito de mulher
carinhosa e quente.
Te faz real, e ao meu lado fica.
Traz com o teu querer, teu gostar,
tua paz para mim..
Sacia a minha saudade com esse corpo,
com esse beijo com esse amor intenso e
real.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de letras do Brasil
Membro da U B E
Acadêmico da Acilbras- Roldão AIres
Cadeira 681
Patrono Armando Caaraüra- Presidente
Aqueles que acreditam em um mundo melhor, tem de começar a acreditar em si mesmo, na capacidade de poder fazer boas ações sem esperar que outro faça por si, a utopia é o caminho onde todos querem chegar, e tornar em realidade. O individuo tem de começar, dar o primeiro passo para transformar do individual o coletivo, onde todos passam e aprendem a fazer em conjunto, as melhores ações, assim praticando as ideias.
O artista tem de ser livre, e não se subordinar aos orgãos públicos na busca de um cargo, quem sabe como ministro. O artista tem de ter a liberdade para poder opinar em ambos os lados.
Todos os dias podemos abrirmos um discurso de ódio, quando chegamos ao ponto de ofender o próprio país, com palavras agressivas, de baixo calão, abrimos muitas das vezes espaço para que outras pessoas venham com resposta mais agressiva, existe dois tipos de crítica, a construtiva e a destrutiva, a gente tem de saber escolher, qual seria melhor usar.
Enquanto o escritor tem medo de escrever, ele deixa de ser um escritor, e passa a ser um "gramático", nem todo gramático é um bom escritor.
É muito mais fácil criarem cadeias, criarem um sistema de opressão do que investirem na instrução pública, muito mais fácil prender do que instruir, é muito mais fácil prender um para meter medo no outro, uma sociedade que vive no medo, vitima do estado, pagadora de imposto, para o sustento do governo.
Pai
De um bom pai
Jamais guardarei mágoas
Caso tenha que as cachoeiras
As levem
E se percam entre as pedras
De uma colina.
Que as margens do rio
Nos assemelhem, pai e filho.
A separação
Na discórdia
De dois pombinhos
Um vira-lata
A ganir!
Seus desprezos
Desciam ao solo
E um deles a voar!
Identidade
Sou Valter um menino
De óculos, às vezes em risos
E outras calado,
Bitencourt Júnior, ai está
O meu sobrenome… Valter
É o nome do meu pai
Para mim eu sou Júnior,
Para meus amigos Juninho,
E Bitencourt é o meu charme…
Eu sou poeta, nasci em
25 De Junho de 1994, sou canceriano…
E de tudo sou eu
Valter Bitencourt Júnior.
Poeta baiano, brasileiro, valeriano…
Luz do dia
Desvenda-me como um poeta.
Na minha vida
Jamais avistaria isto
Neste meu ser crítico, lasso, lamentável...
Farei com que a poesia entrelace
No meu ser triste,
Pra que possa avistar sentimentos abstratos
A que não dou mínima importância
Que, no fundo, é uma alexandrita
Quando na luz do sol o seu verde
Traga-me esperança
Na luz artificial da noite o seu vermelho
Dê-me amor!
Oh! Luz do dia dê-me
Do meu ser poeta
Um dia de alegria
Pra que possa
De verdade amar
Meus semelhantes.
Livro / cérebro
Vou conectar o meu cérebro ao livro,
E fazer de cada livro uma leitura
Um interpretar, um convívio
Quero penetrar no livro, andar com
as palavras e aprender cada
significado, seu sentido
real e abstrato.
Quero que o livro faça parte da minha vida
E a minha vida quem sabe venha
A fazer parte do livro.
Quero ser mais que cabeça,
Quero saber a hora de me colocar
Em todas as situações
E a hora de sair de fininho
Ou de não me colocar
Em situação alguma.
Quero conhecer um pouco de tudo,
E fazer o máximo para conhecer
mais ainda o mundo, a vida, os seres, as coisas…
Quero ter ideias, quero praticar
as ideias, quero vivenciar cada
situação num livro e fora do livro.
Quero conectar o meu cérebro no livro,
fora do livro,
dentro do livro,
na capa do livro,
nas folhas do livro.
No mundo do livro.
Bola
Sou uma bola entre espinhos
Sem peito, sem ar,
Humilhado e chutado
Por um ser inadmissível!
