So Farao com Voce aquilo que Voce Permitir
Aquilo que para você é visto como evolução, aventura ou novidade, para mim é percebido como repetição vazia, superficialidade ou falta de propósito.
Marcélio Oliveira
Sim.
Não existiria amizade se você soubesse aquilo que os teus "amigos" falam de você na tua ausência.
Do Álbum: TALARICA SEM VERGONHA
_____Sim_
Marcélio Oliveira
🤗
Aquilo que Ficou.
Você ficou na pele, no sentir,
naquela lembrança difícil de fugir.
Ficou na saudade do que aconteceu,
e em cada silêncio que o tempo não venceu.
Ficou no meu peito, sem pedir permissão,
feito segredo guardado na imensidão.
E por mais que a razão tente me convencer,
há pensamentos que insistem em você.
Talvez algumas lembranças não queiram passar,
porque certas vontades nasceram pra ficar.
E quando a noite chega e tudo fica em silêncio,
é você que aparece no meu pensamento.
Eu tento não pensar, tento disfarçar,
mas há sentimentos que sabem me encontrar.
E quanto mais digo que preciso esquecer,
mais a minha vontade me leva a você.
Então, se algum dia você quiser saber
o que acontece quando penso em você,
não procure respostas na razão ou na saudade…
procure no lugar onde ficou a vontade.
Porque algumas lembranças ficam na pele,
outras no peito, onde ninguém pode ver.
E talvez o que eu mais tente esconder
seja justamente a vontade de repetir você.
Se aquilo que você dedica mais tempo te incomoda, você está perdendo tempo.
O tempo é a coisa mais valiosa que a gente tem. Por isso, ele precisa ser usado em coisas que realmente fazem sentido na sua vida. Se você passa horas em algo que não te faz bem, que te cansa ou te deixa triste, então você está perdendo tempo.
O tempo deve ser usado para o que você ama, para o que te faz evoluir, te deixa bem e dá sentido à sua vida. Quando você faz o que ama, mesmo que apareçam dificuldades, isso não te desgasta, e sim te fortalece. O verdadeiro valor está quando o que você faz combina com o que é importante pra você.
“Potencial é aquilo que você poderia ser. Protagonismo começa quando aquilo que poderia ser começa a encontrar aquilo que você está disposto a fazer.”
Talvez você nunca tenha vivido exatamente aquilo que aconteceu
Existe o que aconteceu.
E existe aquilo que aconteceu dentro de nós depois do que aconteceu.
Embora pareçam a mesma coisa, não são.
Um acontecimento possui fatos. Mas, quando atravessa a consciência humana, recebe interpretação, emoção, memória, significado e narrativa.
Talvez por isso duas pessoas possam atravessar circunstâncias semelhantes e carregar histórias completamente diferentes.
Não vivemos apenas acontecimentos. Vivemos significados atribuídos aos acontecimentos.
E talvez exista aí uma das fronteiras menos percebidas da liberdade humana.
Não conseguimos escolher tudo aquilo que acontece conosco, mas aquilo que aconteceu também não chega ao futuro intacto.
Nós o interpretamos.
E toda interpretação acrescenta alguma coisa ao fato.
Às vezes acrescentamos medo.
Às vezes culpa.
Às vezes esperança.
Às vezes uma sentença.
O acontecimento termina, mas o significado que construímos para ele pode continuar acontecendo durante décadas.
Há fatos que duram minutos e interpretações que duram uma vida.
Talvez algumas pessoas não estejam mais vivendo aquilo que aconteceu.
Estão vivendo aquilo que concluíram sobre si mesmas depois que aconteceu.
Uma rejeição pode terminar.
Mas alguém pode concluir: “não sou suficiente”.
Uma perda pode acontecer.
Mas alguém pode concluir: “não posso mais me permitir amar”.
Um fracasso pode passar.
Mas alguém pode concluir: “não sou capaz”.
Nesse momento, o acontecimento deixa de ser apenas memória.
Transforma-se em identidade.
O passado se torna perigoso quando deixa de ser lembrança e passa a ser argumento contra o futuro.
Talvez seja por isso que compreender a própria história seja diferente de simplesmente recordá-la.
Recordar recupera acontecimentos.
Compreender revisa significados.
E existem significados que precisam ser revisitados porque foram construídos por uma consciência que já não é a mesma que possuímos hoje.
Uma criança interpreta como criança.
Um adolescente interpreta como adolescente.
Uma pessoa ferida interpreta a partir da ferida.
Uma pessoa assustada interpreta a partir do medo.
Mas, anos depois, continuamos algumas vezes obedecendo às conclusões produzidas por versões de nós que já não existem da mesma maneira.
Talvez algumas das verdades que governam nossa vida tenham sido escritas por uma consciência que ainda não possuía condições de compreender aquilo que estava vivendo.
Isso muda muita coisa.
Porque amadurecer não deveria significar apenas acumular novas experiências.
Deveria significar também oferecer uma consciência nova às experiências antigas.
Talvez exista uma espécie de releitura existencial.
Não podemos reescrever o fato.
Mas podemos reler aquilo que o fato passou a significar.
E reler não significa falsificar a história.
Significa impedir que uma interpretação antiga continue possuindo autoridade absoluta sobre uma consciência que amadureceu.
O fato pertence à história. O significado ainda pode pertencer à consciência.
Talvez aí comece uma forma mais profunda de liberdade.
Não a liberdade infantil de acreditar que podemos controlar tudo.
Mas a liberdade consciente de perceber que nem tudo aquilo que aconteceu precisa continuar significando aquilo que um dia significou.
Isso exige discernimento.
Porque consciência percebe.
Mas discernimento revisa.
Sem discernimento, podemos passar a vida protegendo interpretações e acreditando que estamos protegendo verdades.
E existe algo ainda mais profundo.
Também interpretamos a nós mesmos.
Construímos uma narrativa para explicar quem somos.
Selecionamos lembranças.
Destacamos vitórias.
Amplificamos fracassos.
Escondemos contradições.
Criamos coerências retrospectivas.
Depois chamamos essa narrativa de “eu”.
Mas talvez identidade seja menos uma fotografia e mais uma edição permanente.
Somos, em parte, a história que contamos para explicar a história que vivemos.
Se isso for verdade, autoconhecimento não pode significar simplesmente olhar para dentro.
Porque olhar para dentro sem discernimento pode significar apenas encontrar as mesmas interpretações que colocamos lá.
Talvez seja necessário algo além da introspecção.
É preciso desenvolver a capacidade de estranhar a própria narrativa.
Perguntar:
Por que interpretei dessa maneira?
Quem me ensinou esse significado?
Essa conclusão ainda faz sentido?
Isso é memória ou sentença?
É característica ou adaptação?
É identidade ou repetição?
É verdade ou apenas uma explicação que se tornou familiar?
Nem tudo aquilo que encontramos dentro de nós nasceu em nós.
Somos atravessados por famílias, culturas, escolas, religiões, relações, traumas, afetos, expectativas e épocas.
Por isso, conhecer-se também significa investigar a procedência daquilo que chamamos de “meu”.
Talvez a pergunta “quem sou eu?” seja insuficiente.
Existe outra anterior:
“De onde veio aquilo que acredito ser?”
E outra ainda mais importante:
“Aquilo que me constituiu precisa continuar me definindo?”
Nesse ponto, consciência encontra autoria.
Autoria não apaga o passado.
Autoria retira do passado o monopólio da continuação da história.
Talvez sejamos simultaneamente consequência e possibilidade.
Consequência daquilo que aconteceu.
Possibilidade daquilo que ainda podemos significar.
E entre uma coisa e outra existe o discernimento.
O discernimento é a distância necessária entre aquilo que aconteceu e aquilo que decidimos continuar acreditando sobre o que aconteceu.
Talvez crescer seja aumentar essa distância.
Não para negar a realidade.
Mas para não confundir realidade com interpretação.
Não para apagar a dor.
Mas para impedir que toda dor se transforme em definição.
Não para esquecer quem fomos.
Mas para compreender que nenhuma versão anterior de nós possui direito adquirido sobre aquilo que ainda podemos nos tornar.
Talvez exista, portanto, uma liberdade anterior à liberdade de escolha.
A liberdade de revisar o significado a partir do qual escolhemos.
Porque escolhas novas produzidas por significados antigos podem continuar reproduzindo destinos semelhantes.
E talvez seja por isso que tantas pessoas mudem de caminhos e continuem encontrando os mesmos lugares.
Não porque o mundo esteja repetindo a história.
Mas porque o mesmo significado continua interpretando mundos diferentes.
Talvez transformação seja justamente quando alguma coisa muda antes da escolha.
Muda aquele que interpreta.
E, quando muda o intérprete, o mesmo acontecimento já não produz necessariamente o mesmo significado.
Por isso, talvez nossa maior possibilidade não seja reescrever o passado.
Isso seria impossível.
Existe algo mais real — e talvez mais poderoso:
podemos impedir que o passado continue escrevendo sozinho aquilo que ainda não aconteceu.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
“Não transforme aquilo que você pensa naquilo que você é, ou aquilo que você é terminará pensando por você.”
“O algoritmo aprende aquilo que você gosta até você desaprender a gostar daquilo que não lhe mostra.”
“Quem controla sua ATENÇÃO não precisa controlar você: basta determinar aquilo para o qual você olha enquanto acredita estar escolhendo o que vê.”
“O algoritmo não precisa dizer o que você deve PENSAR; basta decidir repetidamente aquilo que você verá enquanto PENSA.”
“Antes de perguntar se aquilo em que você acredita é verdade, pergunte: quem me ensinou que eu não deveria perguntar?”
“A maior mentira nunca foi aquilo em que você acreditou; foi quem você precisou se tornar para continuar acreditando nela.”
"Se você se apresenta como aquilo que você não é,
você está bem atrasado nos caminhos de Deus."
☆Haredita Angel
Carne de Sol
Carne de Sol fica
bom em tudo aquilo
que você imaginar,
Carne de Sol tem muita
história para contar,
É poema feito para encantar
o mais fino paladar,
Uma vez que provou
não consegue ficar sem,
Pode ter certeza que tudo
o quê fizer eu vou fazer bem.
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