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So Enquanto eu Respirar Vou me Lembrar de Voce

Cerca de 636702 frases e pensamentos: So Enquanto eu Respirar Vou me Lembrar de Voce

Insisti demais, corri atrás, mergulhei no raso... Até que te encontrei, com o meu coração aos pedaços. Mergulhei fundo e achei uma imensidão de amor.

Inserida por PriscilaDeAraujo22

⁠"Fracassar é ceder ao medo antes mesmo de tentar."

Inserida por FranciscoPerfilTH

⁠Quem sabe que não sabe, é sábio.
Quem não sabe que não sabe, é ignorante, porém se este achar que sabe, aí é burro mesmo!

Inserida por andreerotidesarruda

⁠A sensibilidade do teu toque acalma minha alma,por isso te louvo te busco,te exalto meu Senhor.

Inserida por GustavoDeus128

⁠⁠Um dia podemos nos reencontrar: Em um mundo de luz ou em um mundo primitivo; há cinco metros daqui ou em um planeta bem distante. A definição será pelo nosso merecimento.

Inserida por Valdecir

⁠A gotinha d'água jogada pelo beija-flor, não vai apagar o incêndio na floresta, mas pode incentivar os demais animais a fazer o mesmo, esta máxima pode ser aplicada no comportamento humano. Uma só pessoa agindo com dignidade pode não melhorar o mundo, mas servirá de estímulo contra a canalhice

Inserida por Valdecir

⁠O mundo não está perdido, perdida está a humanidade com sua volúpia, ganância e desamor.

Inserida por Valdecir

⁠Viver já é difícil, conviver é uma arte, conviver com harmonia é uma dádiva.

Inserida por Valdecir

⁠Os maiores erros da atualidade não estão nas incertezas das pessoas capazes mas nas certezas das pessoas despreparadas.

Inserida por Valdecir

⁠O PODER DOS PODERES E A HARMONIA ENTRE ELES - O poder da lei, o poder político, o poder econômico - O poder da lei é mandado pelo poder político, o poder político é mandado pelo poder econômico e a conveniência harmoniza os três.

Inserida por Valdecir

Um chamado João

João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.

Carlos Drummond de Andrade
Correio da Manhã, 22 nov. 1967 (homenagem póstuma a João Guimarães Rosa).
Inserida por marcosarmuzel

⁠A vida é um imenso quadro-negro onde o estudante, para redigir seu hoje com claridade, necessita apagar e esquecer o que já redigiu ontem. Sem o esquecimento do antes, a redação do agora sempre parecerá hieroglifo.

Inserida por NelsonMedeiros

⁠A moça ferrada

Falam tanto dessa moça. Ninguém viu,
todos juram.
Cada qual conta coisa diferente,
e todas concordantes.
Dizem que à noite, ela. Ela o quê?
E com quem? Com viajantes
que somem sem rastro
gabando no caminho
os espasmos secretos (tão públicos) da moça.

Sobe a moça
a ladeira da igreja
para a reza de todas as tardes.
De branco perfeitíssimo,
alta, superior, inabordável
(luxúria de mil-folhas sob o véu,
murmura alguém).
À noite é que acontecem coisas
no quarto escuro. Ganidos de prazer,
escutados por quem? se ninguém passa
na rua em altas horas-muro?
Pouco importa, a moça está marcada,
marca de rês na anca, ferro em brasa
de língua popular.

Carlos Drummond de Andrade
Boitempo II: esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: Record, 2023.
Inserida por marcosarmuzel

⁠POEMA DO NADADOR

A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, que restará de ti, nadador?
Nada, nadador.

Jorge de Lima
Jorge de Lima: melhores poemas. São Paulo: Global, 2013.
Inserida por marcosarmuzel

⁠Não precisamos da Casa da Moeda para cunhar a moeda da gratidão.

Inserida por Valdecir

⁠"É melhor adotar a atitude de parcimonioso (económico) do que de pródigo (gastador), o 1° sempre tem recursos, o 2° por mais que ganhe, pede recursos'

Inserida por Ademarborba46

⁠"Quando precisar comprar uma mercadoria ou contratar um serviço PESQUISE, o vendedor vai dizer que a mercadoria dele e a prestação de serviços são às melhores. Não acredite; pesquise ASSIM MESMO, vai ter surpresa. Mundo está cheio de gente querendo levar vantagem"

Inserida por Ademarborba46

⁠"Quem pensa que o brasileiro não é esperto; engana-se; o Cavalcante, condenado, a prisão perpétua e fugitivo da penitenciária (EUA) para enganar a POLÍCIA, escondido na mata, quando fazia cocô enterava ou colocava folhas em cima, para despistar a polícia. Durante o dia se escondia na moita, a ponto da polícia quase pisar em cima dele e a noite, saia da toca para procurar alimento. Pensamos que o Ruy Barbosa era o brasileiro mais inteligente, agora ficamos em dúvida"

Inserida por Ademarborba46

Banhistas

Este poema de amor não é lamento
nem tristeza distante, nem saudade,
nem queixume traído nem o lento
perpassar da paixão ou pranto que há de

transformar-se em dorido pensamento,
em tortura querida ou em piedade
ou simplesmente em mito, doce invento,
e exaltada visão da adversidade.

É a memória ondulante da mais pura
e doce face (intérmina e tranquila)
da eterna bem-amada que eu procuro;

mas tão real, tão presente criatura
que é preciso não vê-la nem possuí-la
mas procurá-la nesse vale obscuro.

Jorge de Lima
Obra completa: Poesia e ensaios (1959).
Inserida por pensador

⁠A arte não pertence a uma classe; ela é de toda gente; ela é onipresente.

Inserida por I004145959