So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens.
Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta. Você só coloca um ponto final nele, se for até o fim. E o fim pode ser um simples enjôo ou, na pior das hipóteses, a morte.
O desejo me acompanhou até em casa. Muito, muito mais forte que minha nobreza em ter dito não.
Tive medo de ser só desejo, porque para mim sempre foi mais. Prefiro ser perseguida pelo meu desejo, que não tem dia para acabar, do que ser abandonada mais uma vez pelo seu, que dura no máximo três horas.
Não importa se é simples ou luxuoso,
rude ou delicado, bagunçado ou organizado:
o quarto de uma mulher é sempre um Castelo
em que um homem precisa fazer-se digno para entrar.
Quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial.
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.
A única coisa que me faz prosseguir é a certeza de que não és feliz. Temos mentido tanto, e tanto sofrido por mentir, que não há grande risco em tentar a cura através da sinceridade.
É preciso não ter medo de criar.
Nota: Trecho da crônica Conversa descontraída: 1972.
...MaisUm poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com o cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da Criação.
Eu não tenho partido, sério. Mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força.
“A verdade não é um valor teórico, mas apenas uma expressão para designar a utilidade, para designar aquela função do juízo que conserva a vida e serve a vontade do poder”.
Na vida é assim: Seguir em frente e não olhar para trás. Lutar por nossos sonhos nunca foi fácil, mas depois de fazê-lo, sentimos o quanto valeu a pena!
Todas as vezes que não ousas, todas as vezes em que não acreditas em ti, tu morres um pouco mais, vais deixando de viver.
O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: procurar e reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.
