Sinto o Vento na Janela
“Depois de ter resistido à tempestade, de me redemoinhar ao vento, de ter me perdido e me encontrado ao escorregar-me pelo tempo, o que restou dentro de mim é forte e verdadeiro, assim como esta crença absoluta de que o essencial mesmo é saber a hora e como partir, em qualquer circunstância, mesmo que o ponto de chegada tenha sido um grande amor.”
E a vida é sempre mágica
E tem dias que a gente perde
E outros que a gente ganha
Porque a vida é um vai e vem de pessoas
E quem a gente mais se apega
É o primeiro que nos deixa
Mas pessoas são volúveis
E são como o vento
Livre
Frio
Mas em dias de sol nos refrescam
E assim elas são...
E vão e vem
Como brisa em tarde de verão
Eu não sou um guia
no qual você poderá confiar cegamente
e seguir os passos.
Eu sou um companheiro de caminhada
que estará sempre contigo,
lado a lado.
Faça-me todas as perguntas que você puder
e você ganhará de mim apenas um mosaico
com todas as dúvidas do universo.
Eu não estou aqui para apontar um caminho
ou qual direção seguir:
o que eu farei é te mostrar opções
para que você reflita e tome a melhor decisão
confiando apenas em si mesma.
Conte comigo para encarar qualquer desafio.
Faço tudo de coração,
não te cobrarei valia.
Ambições eu tenho bem poucas.
A maior delas?
Eu quero ser como o vento:
livre, etéreo,
e nunca parar de soprar…
Faces
Inicio do tempo
tento, tanto, tempo
o tempo atento
tanto, vento, tento
tempo muito tempo
lento, tento, lento
vida vira vento.
O vento tinha um hálito fresco naquele dia em que, a angústia, expulsava mau cheiro e empoeirava meus pensamentos!
O vento de certo, tinha o melhor abraço que chegava ao meu encontro!
Seria fácil gritar ao vento,
Que te amo eternamente,
Dissolviam-se as palavras,
Que entre gentes, são espadas,
Usadas sem sentimento.
Os ventos que exortam tempestades, trazem na bonança o sentimento de esperança e mudança. Só tu podes fazer a diferença
Trilhas
O vento sopra!
Sopra em toda direção.
Dependendo da temperatura,
altura e pressão,
pode cair e subir,
ir ao alto e ao fundo,
subir e descer calçada,
fazer dor e furor,
e trazer maldição...
Mas não existe aqui,
nem tão pouco ali,
e em nenhum lugar deste mundo,
qualquer sentido e calor,
força e aflição,
que me faça sair,
das trilhas traçadas,
pelo meu coração.
Maio/1998
Ventos agustinos penteiam as guarirobas.
A rede balouça meus signos ressaqueados.
E segue o domingo
magro de deleites.
