Sinto falta do meu Passado
Diante a tantas perdas do passado meu coração já se encontra blindado, acho que conquistar tem que ser dos dois lados, receber ser recíproco a quem está do seu lado
em um momento de reflexão
Revejo meu passado
Me questiono
Se havia te perdido
Ou se nunca te possuí
Meu Instagram virou máquina do tempo
Dois feeds, dois tempos, duas vidas.
Um passado que ainda vive, um presente que se renova.
Um para o mundo, outro para a saudade.
Um Instagram que virou máquina do tempo, e agora, pela primeira vez, o medo.
Do que perder, do que apagar.
Do que já foi, do que poderia ser.
Um medo que é também uma esperança.
A esperança de que, mesmo se for tarde,
Ainda haverá tempo de lembrar.
De lembrar do que foi,
Do que poderia ser,
Do que ainda é.
Mesmo que seja apenas na memória.
Mesmo que seja apenas na saudade.
Mesmo que seja apenas no Instagram.
Tudo está tão perto, tão fácil de mudar, mas ela está tão longe, tão difícil de acessar.
Apesar das nossas fotos arquivadas, a saudade segue apressada, e o amor tão forte de algo que perdemos e das infinitas possibilidades de um futuro que não existiu.
Choro por tudo que não tivemos.
Sorrio por tudo que realizamos.
E, no meio disso tudo, tento viver o presente,
Aproveitando cada momento,
Cada sorriso,
Cada lágrima.
Porque, no final,
O que importa é o que vivemos,
Não o que poderia ter sido.
E, mesmo que o passado esteja tão longe,
Ele sempre estará conosco,
Na memória,
Na saudade,
E, quem sabe,
No Instagram.
Sou indígena além do tempo.
Meu presente está no passado
E o meu passado está no presente,
Em cada ser, irmão sagrado.
Na pedra, no fogo, ou no ar,
Em cada filho Tupi amado.
"Todas as vezes no qual questiono o presente; Meus sonhos demonstram os piores do meu passado. Pode ser talvez que estejam mostrando a distância que percorri, com curvas sinuosas, forçando-me a entender que devo continuar; Só espero, não ter errado a estrada, pois o tempo é inexorável."
o meu presente sempre vai ser melhor do que o passado, mais lembre-se sempre de como você começou para continuar indo para o futuro.
No tempo do meu passado
Quando eu vivi numa roça,
Tinha cachorro latindo
No terreiro da palhoça.
Batia enxada no trilho,
Quebrava pendão de milho,
E carregava na carroça.
Superando as sombras do passado
As palavras de meu pai ecoavam como um decreto de inutilidade. As afirmações de minha mãe pintavam um futuro sombrio, desprovido de conquistas. O laço fraterno com minhas irmãs parecia frágil, distante da amizade que eu ansiava. Na escola, sentia-me como uma intrusa, uma aluna indesejada. A crítica de um professor ressoou profundamente, como se minha própria existência fosse um erro.
Cresci envolta em uma névoa de incerteza, questionando meu lugar no mundo. Hoje, aos 30 anos, reconheço o vazio que se instalou, reflexo das feridas do passado. Minha história pode não ser um conto de alegrias fáceis, mas ela é a minha jornada.
Ainda que em alguns momentos a vida pareça um fardo pesado, carrego em mim a resiliência de quem sobreviveu às tempestades. Se por vezes meus passos vacilam e o destino se oculta, a busca por um caminho permanece acesa. A tristeza que as incertezas trouxeram não me define, mas me impulsiona a buscar luz.
Na minha busca espiritual, volto-me para diversas crenças, na esperança de encontrar amparo e compreensão. E mesmo que o silêncio persista em alguns momentos, a fé reside em meu coração.
Sou feita da vastidão da estrada sob a noite estrelada, da firmeza do chão batido sob a luz da lua. Envolvo-me na delicadeza do perfume das rosas e na imensidão acolhedora do mar. Reconheço a multiplicidade de caminhos e destinos que se apresentam, e com renovada esperança, sigo adiante, confiante de que um deles me encontrará.
olhos com lágrimas
veem o passado distante
mais um pôr-do-sol
terminou meu horizonte
Livro de poesia Novos Ventos
Quando olho para meu passado e vejo que tive uma boa infância, me preocupo com as próximas gerações que apenas existem, em seus mundos cada vez menores e portáteis.
Estou vivendo um dia após o outro, sabendo do meu passado, mas não criando especificativas do meu presente e tão pouco do meu futuro.
Com meus olhos fechados acabo viajando ao meu passado,
me vejo casado,
Com minha família ao meu lado,
Acabo fugindo do meu fardo ,
Com meus olhos fechados tudo seria mais fácil,
Ao abrir os olhos vejo o mundo cansado, otário, sem cor e solitários
Com ninguém do meu lado, amizades falsas e amores fracassados
Sem valorização, vários mortos por ideologia e descriminação,
Sempre julgado por sua cor, gosto ou religião
Com os olhos fechados fujo da realidade e mostro quem sou de verdade
Com os olhos fechados não ouço choro da minha mãe
As brigas do meu pai
A preocupação da minha vó
No escuro meu mundo é muito melhor
Com os olhos fechados ficarei e entrego minha vida a vocês
Uma nova Ponte
O meu passado não me define
É preciso coragem de me desmoronar
Uma ponte quebrada ficou pra trás
Erguida vou superando meus obstáculos
A cada passo uma vitória
Eu vejo uma ponte sendo reconstruída...
Ponte de desânimo
Pela força em me levantar
Ponte de dores
Pelo alívio do bálsamo do amor de Deus
Ponte de desespero
Pela paz que excede o meu entendimento
Ponte da tristeza
Por um sorriso de esperança
Ponte da divisão
Pela reconciliação
Ponte de Frustração
Pela Ponte do perdão
Tudo isso quero Ressignificar
Pra outra extremidade chegar
E quando eu me erguer
Eu também vou querer ser
Uma ponte na vida de alguém!
As vezes queria conversar com o meu eu do passado, falar e explicar…
— “A nossa parece que consegui aquilo que eu mais queria…”
Mais dores e tormentos, nesses últimos anos, nesse mundo governado pelo bem e mal, que andam abraçados.
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Queria também em perguntar se essa minha razão foi a culpa dessa tal solidão…
seria uma conversa que duraria uma imensidão, para entender essa minha mente que parece uma prisão.
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O meu eu do passado, iria chorar junto comigo, lembrando daqueles momentos, sombrios e tristes, aonde eu me sentia frente a frente com a solidão, aonde pessoas viram eu sofre e sequer estenderão as suas mãos… — “Desculpas, acho bom parar!, acabou de cair uma lágrima. Com amor, seu passado.”
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(Doses de dores, criada no passado).
Um lugar
O dia que estava passado no meu profundo jardim
No Nordeste do Brasil que morava-lá
Onde que eu então sei o que é.
O sol estava quase morrendo
Do final do dia.
Mas os bronzes do lugares escuros,
Veio de um amor fora do mundo.
Uma meiga curiosidade
Que luminava a sabia
Mulher que ligou,
A sua vida pra saber
o que era.
Eu já sabia de tudo
Um lugar do meio
do deserto em nada afinal.
Árvores e flores,
Cinzas e uma boa prosa.
Um lugar do coração
Que lucrou um amor.
