Sinto falta do meu Passado
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar? Adeus 'recifence' do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar...
Em A Inveja do meu Eu. A Pior Inveja é a que Sentimos de Nós Mesmos.
Na minha visão, longe das ilusões otimistas que preponderam: "A felicidade,
como ideal absoluto, não existe. Penso que existe um estado de aceitação —
como o meu agora. Este é o único momento de plenitude e segurança para mim,
ou para qualquer ser humano, sem exceção. Toda construção exige esforço; a
felicidade tem um custo. Logo, a plenitude não existe em estado bruto; o objetivo
é a tranquilidade. A tranquilidade — é para mim a mesma coisa — reside ou
surge naquele instante em que compreendemos que as coisas e as pessoas são
exatamente como são, e não temos por obrigação mudá-las."
O Meu silêncio, a minha calma , a minha bondade e a minha sinceridade eu as consegui, no momento que percebi que a ignorância, a fraqueza e a arrogância estavam transtornando a minha vida.
Meu irmão!
Saiba que eu sou um cara de muita sorte!
Deus me escolheu para me oferecer um amigo tão especial quanto tu.
E por seres essa pessoa tão maravilhosa, tão especial em minha vida, eu fico sem saber como te agradecer e como te desejar um feliz aniversário.
Em meus rabiscos, já não sei quantos, escrevi:
“Gosto muito de ti”,” Te desejo toda felicidade do mundo”, ”Ser teu amigo é algo incrível , que não sei definir e nem explicar”, “Que és uma pessoa bacana, com quem posso sempre contar", etc. Enfim, perdi a noção do tempo para escolher as frases mais verdadeiras. Para te dizer o quanto te considero, o quanto és especial, e o quanto te quero bem!
Bem!
Amigos, tu (graças a Deus) tens muitos!
Saúde, Deus vai te proteger como nunca!
Competência, nunca te faltou!
Então, só posso te desejar, que Deus multiplique tudo de bom o que já possuis. Que realizes os teus sonhos, que diariamente a Ele suplicas!
Parabéns!
Felicidades!
Feliz aniversário!
Meu amigo(a)!
Hoje, mais do que nunca, estou pensando em ti porque é teu aniversário.
Não é fácil te dizer apenas parabéns e muitas felicidades.
Temos uma parte da nossa vida que é impossível excluí-la das outras partes.
Posso não saber te dizer o quanto és amada,
Posso até te aconselhar a não acreditares no destino,
E até te pedir para refazeres a lista dos teus sonhos e dos teus amigos.
Mas não gastes mais tempo, preocupada com o que os outros acham de ti.
Sabes que é tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas,
Por favor, sê feliz do jeito que és.
Não mudes a tua rotina pelos outros,
Vive a vida de acordo com o teu modo de viver.
Batalha pela felicidade para fazer a tua vida muito mais doce.
Luta sempre para venceres todas a dificuldades.
Sê forte!
A tristeza faz parte do ser humano,
Mas a esperança, sempre tem que ser o bastante para nos fazer feliz.
A alegria por seres parte da minha família faz-me mais feliz ainda.
Parabéns!
Adoro-te!
Feliz aniversário!
“Agora que estou a serviço de Cristo, meu trabalho é espalhar o evangelho, para que as pessoas saibam o que Jesus fez por mim”.
Aquele jeito que você me olhou
Varreu meu pensamento
Todas as coisas sairam do chão
E eu me esqueci de tudo
E antes que eu me desse conta
Já era seu meu querer
Foi como o sol que desponta
Uma montanha dourada
Na terra do faz de conta
Pra me banhar de prazer
Mas o vazio que você deixou no meu apartamento
Quase transbordou meu coração
Meu mundo ficou mudo
Você foi pra tão distante
E eu quero tanto te ver
Por isso não se espante se numa noite bela
Aquela estrela brilhante em sua janela bater
Ou é dor ou é alegria, meu coração não aceita o vácuo.
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
“Meu berço de nascimento é o mundo. A ignorância foi quem criou fronteiras. Não cultivo falsos patriotismos.”
"O que guardo no meu íntimo não são bons pensamentos. Verbalizo e materializo apenas aquilo que fará o outro nunca me esquecer."
“Minha alma é livre como meu pensamento; podem aprisionar meu corpo, me supliciarem e até mesmo me matarem, mas continuarei pairando sobre os opressores.”
"Jamais permitirei que a esquizofrenia das pessoas com quem convivo o meu dia a dia, me obrigue a mudar a minha maneira de ser, de agir e de pensar. Posso garantir que será mais fácil os médicos aumentarem as doses dos medicamentos utilizados pelos esquizofrênicos, para que estes possam conviver em paz ao meu lado."
"Para quem não me compreende: 'Não há dinheiro que valha a minha privacidade, o meu sossego, a minha paz!"
"Minha vida pode ser um livro aberto a todos ou um diário exclusivo para mim. Meu bem-estar e felicidade dependem de como escolho lidar com os fatos do meu dia a dia."
Conheço meu potencial e tudo o que posso entregar, mas eu me pergunto: você é digna?
Tem que ter disposição. Prometa-me a sua alma e eu a faço arder como chamas meteóricas. O meu afeto não cabe em medidas humanas. Quis compará-lo a um astro, pensei em Netuno. Netuno, não. Netuno ainda é um lugar, ainda conhece fronteiras. O que eu ofereço não orbita, invade. Alimentaria você para além do espaço e do tempo, até que confundisse a minha presença com a gravidade que mantém os corpos de pé.
E então, no dia em que eu diminuísse a intensidade por um único instante, você chamaria isso de ausência. Não porque eu tivesse ido embora, mas porque acostumar-se ao excesso transforma qualquer sobra em abandono. É assim que nascem os dependentes: primeiro recebem o infinito, depois aprendem que o infinito também cansa.
Eu sei o que causo. Em mim, antes de qualquer outro. Toda luz exagerada cobra seu preço de quem a acende. Não existe estrela que queime sem consumir a própria matéria.
Mereço passar por isso? Claro que sim. O karma que carrego eu mesmo financiei. Assinei cada parcela sorrindo, como quem acredita que algumas dívidas nunca vencem. Hoje pago tudo com juros compostos de memória.
E eu já sabia. Sabia quando prometi mais do que um coração consegue sustentar. Sabia quando fiz do afeto um espetáculo, como se amar fosse incendiar tudo ao redor para provar que havia calor. No fundo, sempre soube que quem transforma o próprio peito em sol acaba condenado a viver cercado de planetas frios.
Talvez o meu maior castigo nunca tenha sido perder alguém. Foi ensinar as pessoas a sentirem falta de uma versão minha que nem eu consigo habitar para sempre.
há dias em que eu me convenço de que existe uma conta aberta em meu nome. uma dívida antiga que eu nunca lembro de ter feito, mas que a vida faz questão de cobrar todos os dias.
talvez eu mereça. talvez cada ruína tenha sido construída pelas minhas próprias mãos. eu sempre encontro um jeito de tocar no que amo com tanta força que, sem perceber, também encontro um jeito de quebrar. construo casas para depois assistir ao teto desabar sobre mim. e o pior é que, mesmo conhecendo o roteiro, eu continuo acreditando que dessa vez será diferente.
já tentei me absolver. sentei diante dos meus erros como quem visita um velho amigo, esperando ouvir que tudo ficou para trás. mas eles nunca respondem. apenas me olham em silêncio, como espelhos que insistem em refletir a pior versão de mim.
o que mais me machuca não é perder. é nunca entender a lição. se toda dor existe para ensinar alguma coisa, então por que eu continuo repetindo o mesmo capítulo? quantas tempestades ainda faltam para que o mar finalmente aceite que eu já aprendi a afundar?
carrego um oceano de raiva que nunca encontra a praia. e uma tristeza tão antiga que às vezes parece ter nascido antes de mim. ambas dividem o mesmo peito, disputando espaço com um coração que ainda insiste em acreditar nas pessoas, mesmo depois de colecionar ausências.
eu não queria milagres. nunca quis promessas impossíveis. só queria experimentar, por um instante, a estranha sensação de receber na mesma intensidade em que entrego. descobrir como é estender a mão e encontrar outra vindo na direção contrária, em vez de mais um adeus.
mas existe uma crueldade silenciosa em continuar remando quando a maré parece ter escolhido o lado oposto. você se esforça, sangra as mãos nos remos, perde o fôlego, e ainda assim termina exatamente onde começou. às vezes até mais distante da margem.
e talvez seja isso que mais destrói o gabrieu: não o peso das derrotas, mas a dúvida de não saber se está lutando contra o mundo… ou contra si mesmo.
Quimera Cinza
Dizem que o mundo nasceu em sete cores.
O meu esqueceu uma.
Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.
Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.
Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.
Um simples lápis de cor.
Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.
Mas os dias passavam.
E toda entrega vinha sem o pacote que importava.
Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.
Era do próprio universo.
Então continuei andando.
Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.
Passei a procurar o caracol.
Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.
Em pessoas que juravam possuir mapas.
Em espelhos.
Principalmente nos espelhos.
Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…
Era apenas chuva.
Outras vezes confundia rastros com destino.
O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.
Você faz todo o trabalho por ela.
Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.
Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.
Talvez seja por isso que eu ainda acordava.
Não porque acreditasse.
Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.
No fim, encontrei um velho caderno.
Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.
Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.
Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.
Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:
“Você não está esperando uma entrega atrasada.
Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”
Foi quando entendi.
O lápis não estava preso em alguma estrada.
Não havia caminhão.
Não havia fábrica.
Não havia catálogo.
Assim como o caracol.
Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.
E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:
não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.
É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.
A cidade continuou cinza.
Eu também.
Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.
Apenas caminho.
Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.
São a arquitetura inteira do lugar.
