Sinto falta do meu Passado
Para falar de amor
A casa vazia...
cada dia mais fria.
Sente falta de poesia.
Mãos calejadas
pra sempre caladas.
palavras cansadas
No sofá da sala jogadas.
Uma luminária fracamente tenta quase que inutilmente tudo iluminar...
Não há mais versos para versejar.
No canto da sala uma mesa e um computador... mudo, frio e vazio...
...esperando que alguém o use para de amor falar.
Dias amargos
Ligeireza.
Total falta de destreza.
Em meio ao mais completo caos…
Uma aceleração jamais interrompida.
Pausa.
Medo o futuro nos causa.
Limbo…
Um esperançoso aguardo…
Não quero mais dias amargos.
Pauso.
Recomeço.
Desfacelamento.
Viver é um eterno tormento.
O abraço que tanto quero
Falta que faz o abraço
Acho que sei o que quer saber.
Sei também de tantas coisas que ainda irão acontecer...
E não tenho nenhuma ideia do que o futuro irá trazer.
Ouço lá fora pedidos de socorro.
Aperto meus ouvidos...
Quero ser zero sentidos.
Quero não me dar conta
Que o mundo sofre demais da conta.
Quero não ver a tristeza dos teus olhos.
Quero não conhecer os abismos.
Quero fugir dos sismos.
Quero a segurança da estrada florida...
Das árvores ladeando...
Do perfume da vida.
Chega de manhãs desalinhadas...
De dias que parecem que não vão dar em nada.
Chega de chuva demais.
Chega de falta de chuva que seca os cafezais.
Quero tomar meu café.
Quero de novo o teu cafuné...
Teu abraço... sem medo... cheio de fé.
Quando ao normal vamos voltar?
Quando de novo o abraço vai ser a coisa mais fácil de se encontrar?
Falta tempo pra joguinhos - a sinceridade sempre foi o método mais eficaz, enquanto se está planejando a forma de chamar atenção você poderia estar olhando nos olhos de quem tanto deseja e expor tudo que se passa...
Falta-me
Falta-me chuva e um cobertor
Um copinho de achocolatado
E um livro da Cecília Meireles
Falta-me teu afago
Teu amor
Falta-me um abraço no fim do dia
Um ramalheto de flor
Há uma paz infinita no coração do ruído...
silêncio,
inércia,
falta de movimento,
nenhum momento...
e ele só quer dormir,
fugir pra longe,
pra um lugar
onde
seus pensamentos não alcancem
o amor perdido,
não vivido,
desperdiçado...
como era bom tê-la ao seu lado.
Desilusão, sofrimento
tristeza e dor...
é o que me causa o seu amor...
ou a sua falta de amor,
ou desamor...
já nem sei mais
porque tudo o que você faz
pelo tudo que você faz...
pelo o que você não faz...
já nem sei se de amar você é capaz.
Te falta tão pouco
e procuras tanto...
e sofres tanto...
e choras tanto...
Não, não estou em qualquer canto.
Procure-me no melhor lugar...
só lá vais me encontrar...
Há de sorrir de seus problemas,
há de cantar na aflição,
há de auxiliar na falta,
e, ainda,
há de amar com todo seu coração.
Assim é quem é grande.
Quem vence as dores.
Quem ama apesar dos desamores.
É coisa de mente pequena
esconder-se, encolher-se,
desistir, partir...
na dor, na tristeza e na falta de amor.
Medo tem explicação
é puro instinto de proteção.
Pode traduzir pavor ou insegurança...
na falta de segurança.
Quão seguro está você do seu amanhã?
Quão tranquilo está você em relação ao seu futuro?
E o medo vem
como consequência
das suas inconsequências...
Pulverize o medo
enfrente o medo sem medo.
Ter medo é bom
significa que ainda há alguma coisa em seu coração.
Incertezas...
de onde vim?
pra aonde vou?
por que estou onde estou?
Incerteza... falta de conhecimento a priori da minha situação...
Que confusão!
Qual será meu próximo passo?
Alguma coisa será resolvida?
As coisas apenas continuarão?
Enfim, como é feita a vida?
A certeza me fascina,
me alucina, me deslumbra,
me encante e me seduz
nada na penumbra...
tudo na luz.
Sempre parece que falta algo...
que o momento está incompleto.
E o coração fica suspenso,
de esperança repleto,
fica na espera do momento completo,
do dia perfeito,
do ponto final.
Do ideal.
Pra ela, talvez eu seja burro,
Ou talvez eu seja um gênio
Compensa essa perca de pressa
Com falta de oxigênio
Laços
O que direi eu ao coração?
Se me falta o teu amor
E me sobra à solidão.
A quem mais daria eu o coração?
Se no amor que eu lhe tenho
Está ele em tuas mãos.
Para onde elevo os pensamentos?
Se a razão que outrora eu tinha,
Por ti, se torna em sentimentos de emoção.
Aonde irei eu?
Se não encontro o caminho
Que me conduza ao teu amor.
No tempo
E no espaço...
Nada vejo que estreite nossos laços.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Aplaca
Venha sem pressa
O tempo que me resta
Enquanto findo em falta dela,
Mesmo que de perto eu padeço
Tão distante deste amor...
Quem sabe eu me veja
Por espelho ou de outo jeito,
Até que a vida toque em mim
Com o doce gosto dos teus beijos...
São rosas plácidas ao vento
Que me trazem de momento
Um coração em seu tormento,
Com ela, vivo só em pensamentos.
O meu grito em mim contido
Não aplaca a minha dor...
Te revela num olhar
O que eu não cesso de clamar,
Por toda vida que tivermos
É você que eu ei amar...
Edney Valentim Araújo
1994...
Ela é...
Ela é sempre assim...
Um pouco de tudo
Que falta em mim.
Um tanto fogo
Um tanto brasa,
No fim de tudo, amor sem fim...
Não me sobra
Não me falta,
Só me completa amá-la assim.
