Sinto falta do meu Passado

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"Quando você nasceu, já trouxe consigo a passagem de volta; falta apenas definir as circunstâncias, a data e o horário da partida."

Pra pensar a falta Lacaniana: Falta em si e não em ser : Não se trata de uma falta no ser, mas de uma falta em si — aquilo que falta não é o sujeito, mas algo que ele busca em si mesmo. Não é a falta disto ou daquilo, mas a falta do ser através da qual o ser existe

A vida é atravessada pela falta, pelo desejo e pelo encontro inevitável com o impossível. O sofrimento não desaparece simplesmente porque desejamos que ele cesse; ele nos confronta com aquilo que não podemos dominar. Recomeçar implica reconhecer a falta, suportar a angústia e encontrar uma nova posição diante do próprio desejo. Porque, em Psicanálise, não se trata de vencer a dor ou controlar tudo o que nos acontece, mas de poder fazer algo com aquilo que nos atravessa.

Relacionamentos não fracassam apenas por falta de amor, mas pelo excesso de orgulho, descontrole e ausência de paz.

A gestão pública brasileira está decadente pela falta de competência e compromisso com a sociedade, na realidade é o paciente tomando conta do hospício.

Às vezes, as pessoas tentam achar em alguém o que falta nela mesma.

A "falta de sentido" também é um sentido que se cria.

Ninguém te faz mal internamente; o que faz mal é apenas sua falta de conhecimento de si mesmo.

A raiz de todos os problemas emocionais está na falta de afeto; só o afeto cura.

Metáfora:
Deus é a consciência.
Diabo é a falta de consciência.

O silêncio por falta de assunto não é incômodo; incômodo é a autocobrança para ter assunto.

Vai entender um dia que ninguém te prejudica psicologicamente; apenas sua falta de conhecimento do seu próprio psicológico.

O silêncio da falta de assunto afasta os interesseiros;


Pois os verdadeiros não precisam de assunto para estar presente.

O preço de ser você mesmo é o desprezo, a falta de respeito, a rejeição, as ironias, os deboches, o afastamento de pessoas que nunca tiveram nada a ver com você, mas que você segurava com medo de perdê-las, não querendo que o tempo que dedicou a elas seja tempo perdido. Aceite perdê-las, porque, de qualquer forma, um dia você vai perder. Ninguém é seu. Não finja ser o que não é pra agradar o mundo, pra manter pessoas. O mundo nunca estará satisfeito com você, até se você for "perfeito", o mundo vai julgar sua "perfeição". Então, pra que querer manter pessoas? Fingir ser o que não é pra agradar o mundo? Seja você, e garanto que todos os que não combinam com você irão se afastar. E, com o tempo, todos aqueles que têm a mesma sintonia irão se aproximar. Nisso, você encontrará todos os afetos que tanto precisava na sua vida.

Mas não espere que suas sintonias lhe encontrem. Nenhuma joia rara é encontrada sem antes você se jogar na lama das superficialidades para encontrá-las.

Sobre a minha sogra e sua falta de limite...


"Entender a origem de um comportamento não significa justificá-lo.
Você pode pensar:
“Ela provavelmente sofreu coisas na vida.”
e simultaneamente:
“Ela não tem direito de reproduzir sofrimento nos outros.”
As duas coisas podem ser verdadeiras.
Trauma pode explicar.
Não absolve.
Religião pode explicar algumas convicções.
Não dá autoridade sobre a vida dos outros.
Ser mãe pode explicar uma preocupação.
Não dá direito de controlar adultos.
Ser dona da casa pode estabelecer algumas regras dentro do espaço dela.
Não dá direito de determinar como você deve existir dentro da sua própria casa.

que percebe quando a planta está murchando por falta de sol ou por excesso de tempestade em casa.
​Aqui está uma proposta de texto, escrita com a delicadeza e a força que o seu olhar de educadora exige:
​O Olhar que Cura: A Pedagogia da Escuta e do Amparo
​A Educação Infantil é, acima de tudo, o solo onde a confiança começa a brotar. Para muitos pequenos, a creche não é apenas um prédio; é o primeiro território de paz. Como pedagogos, nosso olhar precisa atravessar a superfície. É um olhar que vem de dentro, pois entendemos que a criança não chega inteira à escola; muitas vezes, ela chega fragmentada, como um mosaico cujas peças foram espalhadas pelo vento.
​Antes de qualquer avaliação pedagógica ou julgamento sobre o comportamento, o educador deve se debruçar sobre o "currículo da vida" daquela criança: a sua história, o silêncio da sua casa, a bagagem invisível que ela carrega na mochila.
​O Jardim do Silêncio e o Espinho (Metáfora)
​Imaginem dois pequenos botões de flor que chegaram ao nosso jardim: Anita e João.
​Anita trazia um silêncio que pesava mais que o mundo. Suas pétalas estavam fechadas, e seus olhos eram como poços de água parada, escondendo uma tempestade de dor. João, por sua vez, apresentava espinhos para todos os lados; sua agressividade era o seu único escudo contra um mundo que o feria. No corpo de João, as marcas de "brasas externas" revelavam o calor insuportável de um ambiente que deveria ser sombra, mas era incêndio.
​Em uma manhã cinzenta, o silêncio de Anita transbordou em lágrimas. A pequena flor estava despida de sua proteção mais básica, ferida em sua essência mais sagrada por quem deveria podar os perigos, mas acabou sendo a própria geada. O vento que soprava em sua casa era tóxico; sua raiz principal, a mãe, estava perdida em névoas densas, vendendo o próprio perfume para alimentar sombras.
​O Olhar do Jardineiro (O Pedagogo)
​Foi o olhar atento que percebeu que aquelas flores não estavam apenas "difíceis", elas estavam pedindo socorro. O educador não se limitou a observar a superfície da folha; ele sentiu o tremor da raiz. Através da escuta sensível, as palavras que Anita não conseguia dizer foram ouvidas pelo coração da escola.
​Acionamos a rede de proteção — o sol que dissipa a fumaça. O perigo foi afastado, e o solo foi trocado. Hoje, eles crescem em um jardim cuidado pelos avós, onde há terra firme para pisar.
​Conclusão: O Papel do Educador
​Essa história nos ensina que o papel do educador na Educação Infantil vai muito além do "ensinar". Somos sentinelas da infância. Uma criança agressiva ou uma criança em silêncio absoluto está gritando uma história que ainda não sabe contar com palavras.
​O trauma deixa marcas, como cicatrizes em um tronco de árvore, mas o cuidado pedagógico, o trabalho em rede e a proteção constante podem mudar o destino do crescimento. Ensinar é importante, mas enxergar a bagagem que a criança traz é o que realmente salva vidas. A creche não é depósito. É base. E uma base sólida se constrói com olhos abertos, braços prontos para o colo e uma coragem implacável para proteger quem ainda não consegue se defender.
​Nota: Todos os nomes e contextos foram alterados para preservar a dignidade e a identidade das crianças envolvidas, reafirmando o compromisso ético com a proteção integral da infância.

O amor é único, como uma palavra ele não falta para quem procura. Mas, parece sinico, porque ele não ju

Soneto – Desejo e Falta


No vazio ardente que a alma habita,
O querer surge em sombra e solidão;
Na ausência se revela a direção,
E a esperança à dor nunca se limita.
.
Cada falta é semente que palpita,
Força oculta que move o coração;
O desejo é chama e renovação,
Que em silêncio todo o ser agita.
.
Não busque plenitude onde não há,
Pois a carência é ponte e inspiração;
Do vazio nasce coragem de lutar.
.
Aceite a falta, permita-se sonhar,
E verá que a ausência é própria lição,
Que nos faz crescer e aprender a amar.

A geração que sente, mas não demonstra

Estamos vivendo em uma geração que sente falta, mas não procura; gosta, mas não demonstra; tem tudo nas mãos, mas não sabe valorizar.

Uma geração que, muitas vezes, prefere o orgulho ao abraço, o silêncio à conversa e a distância a um simples pedido de desculpas.

Erra, mas não pede perdão.
Machuca, mas espera que o outro compreenda.
Perde, mas só percebe o valor quando já não pode recuperar.

E talvez uma das maiores tragédias seja esta: deixar a ignorância falar mais alto que o afeto e o orgulho ser maior que a vontade de preservar alguém.

Quantas histórias poderiam ter terminado de outra maneira se alguém tivesse dito:
“Eu errei.”
“Senti sua falta.”
“Você é importante para mim.”
“Vamos conversar?”

A vida é curta demais para transformar sentimentos em silêncio e pessoas importantes em saudades.

Porque, no fim, algumas perdas não acontecem por falta de amor.

Acontecem porque alguém preferiu ter razão quando deveria ter tido humildade.

E quando a pessoa finalmente entende isso, às vezes já é tarde demais: há portas que o orgulho fecha que nem o arrependimento consegue abrir novamente.

Sua história não pode ser estancada pela falta de ambição, nem limitada pelo medo de ir além.