Sinto falta do meu Passado

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Agora é Decisão


Não é sobre falta de tempo.
É sobre falta de decisão.


Nós sabemos quando algo está errado. Sabemos quando estamos nos afastando de quem amamos. Sabemos quando o orgulho começa a falar mais alto que o afeto. Sabemos quando estamos empurrando um sonho para “depois”. A consciência não é o problema. O problema é o que fazemos com ela.


Entre perceber e agir existe o medo. Medo de perder, de falhar, de não ser aceito, de começar de novo. E então justificamos.
Dizemos que precisamos pensar melhor.
Dizemos que não é o momento ideal. Dizemos que semana que vem será diferente.


Mas aqui está a verdade simples:


Se você sabe
e não faz,
você já escolheu.


Não escolher também é escolha. Não agir também é ação. O que você adia continua produzindo consequência.


A vida raramente destrói tudo de uma vez.
Ela desgasta.
Ela esfria o que era intenso.
Ela transforma presença em convivência automática.


Devagar o suficiente para que a gente se acostume. E o mais perigoso não é o erro. É a adaptação ao que nos diminui.


Será que sabemos mesmo?
Ou apenas evitamos encarar?


Porque consciência sem movimento vira peso. E o peso acumulado vira arrependimento.


O tempo não negocia com indecisão. Ele não pausa até que você se sinta pronto. Ele segue. E enquanto segue, revela uma lógica inevitável:


O que você não decide
também decide você.


Viver dói. Amar expõe. Mudar desestabiliza. Mas não viver endurece.
Não amar esvazia.
Não mudar corrói lentamente por dentro.


A dor da ação é aguda; a dor da omissão é crônica.


E aqui está o ponto central: não é ignorância. É postergação consciente. Nós sentimos quando estamos nos traindo um pouco. Sentimos quando estamos ficando menores para caber no confortável. Sentimos quando estamos escolhendo paz superficial em vez de verdade profunda.


A pergunta não é se você sabe.
A pergunta é: o que você fará com o que sabe?


Um dia haverá silêncio. Não o silêncio de uma sala. O silêncio em que as oportunidades já passaram. E nesse dia não serão os outros que perguntarão. Será a própria consciência.


Quando você soube,
por que não fez?


Quando você sentiu,
por que não falou?


Quando percebeu que precisava mudar,
por que esperou estar pronto?


A vida nunca exigiu perfeição. Nunca exigiu ausência de medo. Exigiu presença.
Presença quando era desconfortável.
Presença quando era mais fácil fugir. Presença quando tudo dentro de você tremia.


Enquanto você respira, ainda é presença que está em jogo. Ainda é decisão. Ainda é movimento.


E movimento não começa com certeza absoluta.
Começa com coragem suficiente.


Agora não é teoria.
Não é filosofia.
Não é inspiração momentânea.


É escolha.


E escolha
é agora.

Escolher quem te machuca não é falta de opção, é o medo profundo de descobrir que você merecia um amor que não doesse.

Se eu insisti em você, não foi por falta de amor-próprio, mas porque você era especial para mim. Infelizmente, nem todo mundo sabe valorizar o real e prefere viver de orgulho e status!⁠

Houve um tempo em que pobreza não era falta de dinheiro ou bens, e que pobre era aquele de ações medíocres e pensamentos diminutos... O capitalismo destruiu isso.

O Abrigo das Boas Risadas e a Falta que faz O Bom Senso de Humor

O senso de humor é imprescindível, uma das melhores versões de abrigo através de boas risadas. É algo pessoal, que pode ser contagiante para muitos e mal compreendido por outros; capaz de transformar a dor em riso e de trazer um refrigério durante as adversidades; um jeito de não viver a vida com tanto pessimismo, o que não exclui os momentos de seriedade.

Essa contrariedade do senso de humor é resiliente e indispensável, um encorajamento quando a fase está muito difícil. Portanto, rir chega a ser um ato de coragem, que dá ânimo ao espírito; literalmente um alívio cômico que conforta o coração aflito; uma leveza para a mente, quando o cenário é preocupante com pensamentos em conflito — o riso, de fato, é entusiasmante.

Acredito que nem tudo será engraçado, muito menos para todos, e está tudo bem, não é necessário; mas o bom senso de humor muitas vezes faz falta. Fica chato se é preciso ficar me explicando, com aquele sentimento de estar sempre pisando em um campo minado; paro de me sentir bem-vindo como antes. Então, prontamente, respeito e me afasto, pois perde a graça quando o riso é limitado.

Esse meu afastamento talvez seja um déficit de maturidade, porém é quase um instinto de sobrevivência, provido de espontaneidade. Além do mais, muitas vezes não é definitivo; no máximo, pode demorar para eu voltar a ficar à vontade. Faz parte, e não é triste se o riso de uma pessoa querida não for provocado, mas sim se ela ficar ofendida — uma reação inesperada e nada agradável.

Tudo que já foi necessário já não me faz mais falta, tudo o qual eu jurei nunca viver sem se tornou supérfluo, e tudo que eu já amei... Posso encher a boca pra falar que detesto.
⁠

"A falta de questionamento e de crítica descredibiliza as convicções dos crentes."

Sentir falta de algo que ainda não foi embora é uma das dores mais silenciosas que existem. Tudo passa, e saber disso deveria nos tornar mais presentes, não mais ansiosos.

⁠Não existe falta de tempo, o que existe mesmo é falta de interesse! Pois quando agente quer algo: segunda-feira torna sexta-feira, 1+1= 11, o feio torna bonito, o Ateu torna crente!

E no final, continuo solteiro. Não por falta de opções, mas porque ainda não consigo oferecer metade de mim a alguém que não seja aquela pessoa. Tenho medo de começar algo novo e ser injusto com outra pessoa, enquanto ela aparentemente não teve medo de começar de novo. Talvez essa seja a diferença: eu ainda estou tentando ser fiel ao que sinto; ela já aprendeu a seguir em frente!

A falta cercou a minha infância, mas nunca alcançou o destino de vitória que havia em mim.

A frase "Sobra nada para o beta" nasce de uma falta de visão. Sobra muito, na verdade. Há lucidez do lado de fora da festa.

Feito o sol,
muitas pessoas também sabem,
como fazer falta.
É só sumir,
que o dia fica sem graça!

Ela estava quente...
impaciente pelo seu toque,
em choque pela sua falta,
alta no delírio abstinente;
latente a sua boca
loca por um beijo seu.

Ela o queria morno
no forno de seu pequeno ventre,
entre um suspiro,
um espirro, e lento
cento e uma vezes.

(Fogo)

Eu quero poder sentir falta do que fomos sem precisar lembrar que você ainda está por aí

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta

A crise do Jornalismo (com J maiúsculo)


Falta ética, falta seriedade, falta respeito para com o público.


E, para agravar o cenário, multiplicam-se erros aberrantes de gramática, concordância e sintaxe, não os tropeços humanos, compreensíveis na pressa da digitação, mas falhas grosseiras que revelam descuido, despreparo e desleixo.


Errar é humano.
Persistir no erro, quando se ocupa o lugar de profissional da informação, é irresponsabilidade.


Quem se apresenta ao público como mediador dos fatos deveria exercer atenção redobrada, rigor intelectual e compromisso com a verdade, não com a pressa, o algoritmo ou o espetáculo.


Outro ponto alarmante é a confusão deliberada entre informar e opinar.
Notícia não é palanque.
Reportagem não é diário pessoal.
Fato não é achismo.


Quando jornalistas abandonam a função de esclarecer para assumir a de influenciar, distorcer ou militar disfarçadamente ou descaradamente..., o Jornalismo deixa de ser serviço público e se converte em ruído, barulhento, enviesado e perigoso.


Sem ética, sem rigor, sem responsabilidade, o Jornalismo perde sua autoridade moral,
sua credibilidade e sua razão de existir.


O que vemos hoje, em muitos casos, não é Jornalismo.
É opinião travestida de notícia.
É vaidade editorial.
É negligência intelectual.


JORNALISMO, RIP. 🪦
Não por falta de ferramentas,
mas por abandono de princípios.
✍©️@MiriamDaCosta

Como podem os parvos
ter o livre-arbítrio
se lhes falta a cognição?
✍@MiriamDaCosta

A Mulher que Desistiu de Esperar

Não foi por falta de amor.

Foi por excesso dele.

Eu fiquei quando tudo em mim já gritava para partir.

Pedi perdão pelas minhas falhas.

Reconheci meus erros sem procurar desculpas.

Deixei o orgulho morrer para que nós pudéssemos viver.

Implorei por mais uma chance.

Acreditei que o amor ainda pudesse encontrar o caminho de volta.

Mas descobri que nenhuma mulher consegue reconstruir sozinha uma ponte que duas pessoas destruíram.

Cada silêncio seu arrancava um pedaço de mim.

Cada indiferença me ensinava que, por mais que eu lutasse, havia uma batalha que eu jamais venceria sozinha.

Você talvez nunca imagine quantas vezes chorei antes de dormir.

Quantas conversas tive com Deus pedindo apenas mais uma oportunidade para nós.

Quantas vezes imaginei seu abraço enquanto abraçava apenas a saudade.

Eu tentei.

Meu Deus... como eu tentei.

Mas existe um momento em que até o coração mais apaixonado entende que insistir também pode ser uma forma de se perder.

Então hoje eu vou.

Não porque deixei de amar.

Mas porque preciso voltar a me encontrar.

Quero lembrar da mulher que existia antes de transformar toda a minha felicidade na esperança de que você voltasse.

Se um dia você sentir minha ausência, não chore pelo tempo perdido.

Lembre apenas que houve alguém que fez do amor um abrigo para você.

Alguém que perdoou.

Esperou.

Acreditou.

E permaneceu quando qualquer outra pessoa já teria ido embora.

Eu fui essa mulher.

E talvez essa seja a única lembrança que eu queira deixar.

Agora sigo meu caminho.

Com o coração em pedaços, mas com a consciência tranquila.

Porque ninguém poderá dizer que eu desisti cedo demais.

Eu fui até onde o amor conseguiu me levar.

Daqui para frente...

É a vida quem escreverá o restante da nossa história.

Adeus.

Que você seja feliz.

E que, quando pensar em mim, lembre-se apenas de uma verdade:

Eu te amei com tudo o que eu tinha.

Mas aprendi, tarde demais, que amor também precisa ser escolhido.

Cyntia Karla De Liz
Autora

A falta de maturidade emocional no adulto pode se manifestar pela incapacidade de lidar com a frustração ou críticas, resultando em reações impulsivas e infantis, como "fazer fofoca" ou falar mal dos outros!!!
Ao espalhar a ofensa, o indivíduo busca aliados para confirmar que ele é a vítima, buscando aprovação social para validar sua raiva.