Sinto falta do meu Passado
Talvez, quando descobrirem a cura do câncer, o ser humano descubra que terminal é a falta de senso coletivo.
Doenças são permissão divina, falta de bom senso é escolha humana.
Enquanto há doenças que acometem o corpo, existem outras que adoecem a convivência.
Em hospitais, lugares onde a fragilidade humana se apresenta sem máscaras, espera-se no mínimo encontrar compaixão, respeito e compreensão.
No entanto, não é raro presenciar situações nas quais o individualismo ocupa mais espaço do que a empatia.
Compartilhar um ambiente hospitalar é um exercício bastante silencioso de humanidade.
Ali, cada pessoa carrega sua própria dor, sua ansiedade, seus medos e suas esperanças.
Ninguém está ali por lazer.
Ainda assim, muitos parecem incapazes de perceber que o espaço, o silêncio, o descanso e até a atenção dos profissionais precisam ser divididos de forma equilibrada e respeitosa.
A dificuldade em compartilhar esses espaços revela algo bastante preocupante sobre nossa vida em sociedade.
Estamos cada vez mais acostumados a enxergar nossas necessidades como prioridade absoluta, esquecendo que ao nosso lado há alguém enfrentando uma batalha tão difícil quanto a nossa — ou talvez ainda mais dura.
Um quarto hospitalar, uma sala de espera ou um corredor não são apenas locais físicos; são territórios onde a solidariedade deveria ser tão presente quanto os medicamentos.
O senso coletivo não significa abrir mão da própria dor, mas reconhecer a dor do outro.
Significa compreender que pequenas atitudes — falar mais baixo, respeitar horários, preservar a privacidade alheia e a limpeza do ambiente, colaborar com as regras comuns — podem aliviar o peso de quem já está sobrecarregado pelo sofrimento.
Talvez a verdadeira evolução da humanidade não esteja apenas nos avanços da ciência, mas na capacidade de desenvolver uma consciência coletiva mais madura.
Afinal, de pouco adianta prolongar a vida, se continuarmos incapazes de conviver com respeito, consideração e empatia.
Porque, no fim, um hospital nos lembra daquilo que passamos a vida tentando esquecer: somos todos vulneráveis.
E justamente por isso, deveríamos ser também mais humanos uns com os outros.
Muito mais assustadora que qualquer Enfermidade é a falta de Senso Coletivo,
sobretudo ao compartilhar espaços da Saúde Pública.
As dores não escolhem hora, idade, condição social ou crenças.
Elas chegam sem pedir licença e colocam lado a lado pessoas fragilizadas, assustadas e, muitas vezes, dependentes da compreensão alheia.
Em unidades hospitalares, onde a vulnerabilidade é uma condição comum a todos, o mínimo esperado deveria ser a consciência de que ninguém está ali por lazer.
O barulho inerente a qualquer doença, ainda que terminal, é permissão divina; o que se faz em volta dela é escolha humana.
O choro de uma criança, o sintoma barulhento da apneia do sono, o gemido de quem sente dor, a tosse persistente de um enfermo ou a angústia silenciosa de uma família fazem parte das muitas realidades da condição humana.
São manifestações que não obedecem à nossa vontade.
Mas a conversa em volume excessivo, a indiferença diante do sofrimento alheio, a falta de respeito com o descanso de quem luta para se recuperar e a incapacidade de perceber que o espaço é coletivo pertencem ao campo das escolhas.
Talvez um dos principais testes de civilidade não esteja nos grandes discursos sobre empatia, mas nos pequenos gestos praticados quando ninguém está nos observando.
Respeitar o silêncio de um hospital, moderar ou erradicar comportamentos inconvenientes e considerar a presença de pessoas fragilizadas são atitudes muito simples, porém reveladoras.
Demonstram que ainda conseguimos enxergar para além do próprio umbigo.
Uma sociedade se fortalece quando compreende que direitos individuais e responsabilidades coletivas caminham de mãos dadas.
Quando essa percepção desaparece, o desconforto causado pela falta de consideração pode se tornar ainda mais pesado do que a própria enfermidade — ainda que ela seja terminal.
Afinal, a doença atinge o corpo, mas a ausência de Senso Coletivo desgasta algo ainda mais profundo: a capacidade de convivermos como — e em — comunidade.
No fim, a verdadeira Saúde de um povo não se mede apenas pela qualidade dos seus hospitais ou pela eficiência e humanização dos seus tratamentos.
Ela também se revela na maneira como as pessoas Escolhem agir diante da fragilidade humana.
Porque a dor pode ser inevitável, mas a insensibilidade jamais.
A educação e cortesia estão entra as regras primordiais de quem deseja ser respeitado. Se falta-lhe isso, certamente será lançado ao desprezo coletivo.
Talvez não haja falta de sentimento mais tacanha e equivocada que a pessoa acreditar que só ela tem sentimentos.
Sede, pois, misericordiosos com os fanáticos! A falta de empatia e a intolerância deles não lhes roubam a capacidade de sentir.
É impressionante a falta de educação dessa tal de saudade. Aparece sem avisar, fica tempo demais e quando vai embora insiste em deixar tudo bagunçado.
A imagem de
“forte o tempo todo”
só é vendida nas gôndolas da falta de opção.
Essa imagem muitas vezes não nasce da coragem, mas da falta de escolha.
É uma armadura vestida quando não há espaço para fraquejar, quando o mundo exige produtividade, controle e respostas prontas, mesmo em dias em que tudo o que existe é só o cansaço.
Ser forte, nesse contexto, vira sobrevivência — não virtude.
Ninguém é forte o tempo todo.
E nem deveria ser.
A força constante quase sempre desumaniza, silencia dores legítimas e transforma vulnerabilidade em culpa.
Há uma força mais honesta em admitir o peso, em parar, em pedir ajuda, em permitir-se sentir.
Porque a verdadeira resistência não está em nunca cair, mas em reconhecer os próprios limites e ainda assim continuar, um passo de cada vez, do jeito que dá.
A verdadeira lição de saber que podemos ir embora amanhã é garantir que a nossa falta seja de saudade, não de arrependimento pelo que não vivemos.
1467
"Apropriação de textos, ideias, obras, apesar de algo abominável e falta total de caráter, é atividade rentável... Pelo menos até serem descobertos!"
TextoMeu 1467
0015 "A melhor e a pior desculpa são uma só: falta de tempo. Se há tempo como pode haver falta? O que existe é falta de prioridade, desorganização na agenda, mentira ou tudo isso, junto!"
0213 "Sejamos ou 'sejemos' sinceros: Uma das nossas diferenças é que você sempre alega falta tempo, enquanto em mim o tempo sobra!' "
0228 "Não se faça de vítima e pare de reclamar da falta de privacidade nas redes sociais. Quase tudo sobre você que lá está foi você quem incluiu ou autorizou ou permitiu e até gostou. Portanto, não se faça de vítima."
0307 "Tem sido assim... 'Falta de Humildade' é a primeiro asneira que vem à cabeça dos falsos, quando você passa com seu carrão zero Km (que ele também gostaria) mas não tem... Porque não pode!"
0360 ”O sujeito não quer pagar a dívida que tem, alegando falta de dinheiro. Interessante... Ninguém fala que está sem dinheiro para o pessoal do Imposto de Renda.”
0450 "Não vai demorar... Para eu ser santo só falta a paróquia e a papelada. Fiéis, pedidos de graça e críticos eu já tenho o suficiente!"
0476 "Tem gente que passa a vida, alegando Falta de Tempo... Até precisarem de nós e do nosso Valioso Tempo. Nesses momentos, o Tempo deles aparece!"
0520 "Falta de respeito ao próximo é o que tem ocorrido... Do mau uso de banheiros públicos, por exemplo, até os costumeiros atos de corrupção, outro exemplo."
