Sinto a tua Dor
Às vezes, em momentos de quietude, sinto como se um fio delicado e invisível me puxasse em direção a um destino que ainda não consigo ver claramente, mas que sei que é verdadeiramente significativo. É como se houvesse um elo sutil, tecido não de fios, mas de memórias e promessas, que me liga a você. Mesmo separados pela distância e pelo tempo, esse fio nos mantém unidos, uma doce lembrança de que, não importa onde estejamos, fazemos parte de uma mesma trama.
Sinto saudades, não apenas das palavras e risos compartilhados, mas também da tranquila certeza de estar ao seu lado. Há um desejo persistente, um anseio que o tempo não consegue apagar, de encontrar novamente o calor da sua presença, de entrelaçar novamente nossas vidas de forma que só a verdadeira conexão permite. Essa esperança, alimentada pelo fio vermelho do destino, é o que me guia através dos dias de espera.
Creio firmemente que, como as almas predestinadas das histórias antigas, nosso reencontro está traçado nas estrelas. Esse fio, que nem a distância, nem as adversidades conseguem romper, me faz crer que cada momento que passamos separados é apenas um prelúdio para o alegre capítulo que ainda vamos escrever juntos. Com isso no coração, aguardo nosso próximo encontro, confiante de que ele trará de volta a alegria plena que só a sua companhia pode oferecer.
Não sei de que matéria são feitas as almas, mas sinto que a sua e a minha foram moldadas pelo mesmo toque divino. Em cada olhar, em cada sorriso seu, reconheço um pedaço de mim. É como se nossos corações tivessem sido esculpidos da mesma estrela, destinados a brilhar juntos, iluminando a eternidade com o fogo do nosso amor.
É difícil explicar o que sinto por ela, como se fosse um segredo guardado no peito, um mistério que nem eu mesmo consigo desvendar. Talvez não seja aquele amor louco que queima e consome, como já vivi antes. Não, esse é diferente, mais suave, mais real.
É um amor que floresce devagar, como um sol tímido ao amanhecer, que aquece aos poucos e ilumina cada canto da alma. Um amor que traz paz, como a brisa leve de uma tarde de verão. Não precisa ser tempestade para ser inesquecível; talvez, seja o sopro sutil de um vento novo que traga a promessa de algo ainda mais belo, algo que não se apressa, mas que se permite acontecer.
E eu sinto que pode ser ainda melhor, porque é um amor que não precisa gritar para ser escutado; ele apenas é, e isso, por si só, é tudo.
Entre milhas e memórias, sinto teu cheiro no vento e teu toque nas estrelas. A distância se faz presente, mas não apaga a chama do amor que em mim arde, mesmo que mil calendários passem ou oceanos se estendam entre nós.
Eu sou um viajante no tempo, um náufrago na saudade, buscando teu sorriso em cada amanhecer. Porque o que somos sem o outro senão um eco de nossos próprios sonhos?
Te amo entre o sol e a lua, entre o céu e o abismo. E mesmo que estejas a mil e quinhentos quilômetros ou a quatro anos de distância, meu coração ainda dança ao som da tua existência. E assim, sigo em frente, sabendo que um dia nossas almas se reencontrarão, como se nunca tivessem se perdido.
(06/09/2024)
Ardem as Entranhas
Algo ou alguém morre em mim...
Talvez eu mesmo...
Sinto o gelo da morte de algo que pensei ter vivido...
Sensação de que tudo que fiz, foi em vão...
Nada pior que sentir a dor do arrependimento...
Nunca a havia sentido...
Dói...
Queima...
Ardem as entranhas...
Tolo, eu fui...
Somos todos iguais...
Previsíveis...
Tudo se repete...
Pessoas...
Tudo...
E ainda me surpreendo...
Algo ou alguém, morre em mim...
Morre na carne...
Morre no espírito...
Morre a esperança
De que tudo poderia ter sido diferente...
Sinto ainda teu perfume
Nos lençóis do nosso último amor...
A cama solitária
A casa calada
A porta encostada
Como a contar
Os segundos para tua volta
Sei que podes me esquecer
Não duvido disso meu bem
Sequer um só momento...
Tu podes esquecer tudo,
O que houve entre nós
Até mesmo a nossa história de amor
Hoje, talvez, sem cor
O que não podes de forma alguma,
É esquecer, quem na tua vida,
Em suma, foi tua vida,
E o teu primeiro amor!
Sinto as minhas forças se esgotando, não me deixa afundar, o vento sopra, o medo aperta, o mar se agiganta, o coração inquieta, quando vejo as ondas invadindo o meu barco para me tragar!
Ninguém explica o que eu sinto, quando eu louvo a Deus de todo coração, é muito forte, é muito mais que uma emoção, é a presença de um Deus vivo e fiel, que realizar o que diz, um Deus que nos faz vencer e ser feliz.
Às vezes, nem eu mesma sei o que sinto por certas pessoas que, mesmo conhecendo a verdade, ainda escolhem a mentira; Possuindo hábito de entendimento fraco.
Sinto uma profunda tristeza ao me deparar com pessoas que, o tempo todo, enxergam maldade e falsidade em quem não deveria, mas logo dou um passo a frente e me refaço novamente.
Não é sobre o que sinto, é sobre o que creio.
E eu creio que há sol, promessa e calor.
Mesmo quando tudo parece sombrio,
Então ergo meus olhos, não para o que muda,
mas para o Deus que é constante e fiel.
O céu pode nublar, a alma até chorar,
mas meu coração está voltado para o Céu.
“Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.”
— 2 Coríntios 5:7
Sinto falta da troca de mensagens bobas ao longo do dia e, de cada pequeno detalhe de ti, dos quais me apaixonei... Sinto falta de te ouvir dizer que o dia foi duro, que está cansado e precisa deitar-se. Sinto falta de adormecer enquanto velo teu sono. Sinto saudade de acordar no meio da noite e te ver dormir igual criança...
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
Talvez eu seja transgressor da minha mente, sendo infesto com minha existência. Sinto-me invadido por pensamentos que me repelem, como se minha própria consciência fosse inimiga, uma traidora que me enche de dúvidas sobre o direito de continuar existindo. Essa sensação de infecção mental corrói meu senso de identidade, questionando se ainda há algo de puro em mim para resgatar.
Quando a mente falha… sinto-me naufragar em um mar espesso, sem bússola, sem voz, sem ar. A depressão… um inimigo invisível, feito neblina que invade os pulmões, correntes que enlaçam a língua, um eclipse que apaga toda clareza. Não é o mundo que enfrento… é um labirinto dentro de mim, onde cada passo afunda, cada pensamento vira eco distorcido, e a esperança… se esfarela como poeira em mãos trêmulas.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
O hoje de antigamente
Sinto a presença da saudade.
Chega mansa,
Devagar me alcança,
Abraça-me.
Toma posse, instala-se.
Num repente, vislumbro todos os momentos:
*positivos
*negativos
*vida plena
Indo fundo em mim mesma.
Consciente X inconsciente
- "versus" da poesia -
Explode e aflora.
Como um vulcão "caliente",
Jorro para fora todos os meus ais.
Ai que saudades tenho:
*do mar
*do luar
*dos olhos fundos
*do bom manejo do afeto e das palavras.
Psicólogo leigo,
Aconchego pleno...
Plena estava como vim ao mundo...
Como voltar para o mundo?
__Como? indago!
Set/1991
