Simples

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Faça uma pergunta a um homem simples e ele lhe dirá 'não sei'; mas, se fizer uma pergunta a um vaidoso, ele lhe dirá 'eu sei de tudo'.

Ser simples não é avistar a simplicidade vindo ao seu encontro, mudar de calçada.

A lei é simples e clara, quem não valoriza perde e quebra a cara.


A soma é bem simples, se não te valoriza,alguém precisa sumir.

Para quem comemorou meus naufrágios,
Um simples aviso,
Os tubarões me ensinaram a nadar.

Meu simples desejo,
Que você se cure daquilo que não te pediram desculpas,
E não ouse duvidar da sua força.

Toda conquista começou,
na simples decisão de tentar.

“Grandes conquistas começam com a simples decisão de tentar. Acredite na sua força que Deus tem te dado hoje e vença obstáculos!"


—By Coelhinha

“No fim de toda grande teoria da justiça existe uma pergunta simples: quanto vale, para nós, a vida do outro?”

Te Dollu


Te Dollu...
Uma palavra simples,
mas com um significado que o coração jamais conseguiria traduzir por inteiro.


Passei por tempestades
que muitos sequer imaginariam existir.
Caí, chorei, recomecei,
e fiz das cicatrizes
o caminho que me trouxe até aqui.


Lutei tanto para ser quem sou,
que hoje sei:
ninguém é capaz de impedir
os passos de quem aprendeu
a caminhar sobre a própria dor.


Encontro abrigo
em um café quente,
na imensidão da praia,
no abraço do mar
e no silêncio dourado do sol
que me ensina, todos os dias,
que até o fim da tarde
pode ser belo.


Minhas filhas...
são o maior presente
que a vida depositou em minhas mãos.
Meu motivo,
meu orgulho,
meu amor sem medida.


Ensino com carinho,
porque acredito
que toda criança merece crescer
cercada de afeto.
E, no brilho de seus sorrisos,
também encontro paz.


Amo as corujas,
símbolos da sabedoria,
da calma
e da capacidade de enxergar
o que muitos não conseguem ver.


Minha paz,
meu sossego,
meu lar...
são lugares sagrados.
Ninguém os tira de mim.


E quando algo dentro da alma
sai do lugar,
não faço guerra.
Apenas me afasto.
Porque aprendi
que preservar a própria paz
também é uma forma de amar a si mesma.


Talvez seja isso
o significado de Te Dollu:
a força que resiste,
a ternura que permanece
e a paz que sempre encontra
o caminho de volta para casa.


E se um dia perguntarem
quem sou eu,
direi que sou feita
de recomeços silenciosos,
de cafés que aquecem a alma,
de mares que lavam o coração,
de crianças que me ensinaram
que o amor mora nos pequenos gestos,
e de filhas
que transformaram minha existência
no mais bonito dos propósitos.


Sou abrigo para quem amo,
mas também aprendi
a ser abrigo para mim.


Porque quem encontrou a própria paz
já não precisa provar força a ninguém.
Basta continuar caminhando.


E se, durante o caminho, eu precisar parar, que seja apenas para ouvir o barulho do mar, sentir o aroma do café, abraçar minhas filhas e lembrar que a vida sempre floresce outra vez.


No fim, talvez seja isso o verdadeiro significado de Te Dollu: um coração que resistiu às tempestades, sem deixar de acreditar na beleza das manhãs, na inocência das crianças, na sabedoria das corujas e no amor que faz da alma o lugar mais bonito para morar.

Antes do Abraço.


Engraçado, não é?


Tudo começou
com um simples aplicativo de mensagens.
Algumas palavras,
algumas risadas,
e, sem que percebêssemos,
uma amizade começou a criar raízes.


Hoje,
já não me vejo
sem você por perto,
mesmo que esse "perto"
caiba apenas na tela de um celular.


Foi o seu jeito.
Suas manias,
sua teimosia,
essa vontade bonita de viver
e a forma tão única
de enxergar o mundo
que me fizeram permanecer.


Dizem
que a distância afasta.
A nossa,
fez o contrário.


Transformou mensagens
em presença,
silêncios
em companhia,
e o tempo
na prova mais bonita
de que uma amizade verdadeira
não precisa dividir o mesmo lugar
para encontrar morada no coração.


Três anos...
e, ainda assim,
nunca dividimos
o mesmo abraço,
o mesmo caminho
ou o mesmo pôr do sol.


Mas dividimos
alegrias,
medos,
lágrimas,
conquistas,
esperas
e tantos dias,
que a distância
já não consegue medir
o tamanho do nosso laço.


Às vezes,
conto as horas
imaginando o momento
em que finalmente
vou te encontrar.


Não para descobrir
quem você é,
porque isso
eu já sei.


Mas para confirmar,
em um abraço,
tudo aquilo
que o coração
já conhece há muito tempo.


E, quando esse dia chegar,
não será o começo
da nossa amizade.


Será apenas
o encontro
de duas almas
que a vida apresentou
por uma tela,
mas que o coração
fez questão
de guardar para sempre.


Porque existem pessoas
que chegam por acaso,
outras pela tela.


Mas há aquelas,
raras,
que atravessam qualquer distância
e fazem do afeto
o lugar mais bonito
para chamar de lar.




Para: Larissa 💌

A Coragem do Talvez.


Talvez algumas conversas comecem como uma simples brincadeira e, sem que a gente perceba, acabem tocando em lugares que normalmente tentamos esconder até de nós mesmas.


Foi assim quando falamos sobre a razão e a vontade.


Porque algumas lembranças não ficam apenas na memória. Ficam na pele, na saudade, no peito e, principalmente, na vontade. E talvez seja justamente aí que more o conflito: quando a razão manda seguir em frente, mas alguma coisa dentro da gente continua puxando para o que sente.


Um conflito gostoso de enfrentar… ou perigoso.


Mas talvez, às vezes, o perigo sirva justamente para isso: para nos fazer viver algo que jamais imaginamos que um dia viveríamos.


Você disse que muita gente sente, mas poucos admitem.


Eu perguntei se você admitiria.


Você respondeu que seus desejos e suas vontades, sim.


Mas quando perguntei sobre sentimentos, veio aquela frase que ficou ecoando:


“Aí que mora o perigo.”


E talvez você tenha razão.


Porque admitir uma vontade pode ser simples. Admitir um sentimento é diferente. Sentimento traz consequências, muda certezas, bagunça aquilo que a razão passou tanto tempo tentando organizar.


E foi justamente aí que eu pensei: talvez o perigo não esteja em sentir. Talvez esteja em descobrir que aquilo que tentamos controlar já encontrou um lugar dentro da gente.


Você disse que prefere vivenciar a se fechar.


E eu acredito nisso também.


Porque às vezes só vivendo conseguimos entender aquilo que nenhuma explicação consegue traduzir. Só a experiência consegue responder perguntas que a razão insiste em fazer.


Você me perguntou se eu acreditava que valeria a pena.


E eu respondi que só vivenciando para entender tudo.


Mas, pensando bem, talvez já esteja valendo a pena.


Não necessariamente pelo resultado. Não por saber onde isso vai terminar. Mas pela coragem de não fingir que nada está acontecendo.


Você chamou isso de determinação.


Eu chamei de insistência.


Talvez sejam as duas coisas.


Porque, quando a gente quer alguma coisa e aquilo nos faz bem, por que simplesmente parar no caminho sem ao menos tentar?


Eu sou assim.


Prefiro tentar a passar a vida imaginando como teria sido.


E foi então que você disse algo que ficou comigo:


“Aqueles que conseguiram porque um dia tentaram e os que tentaram um dia conseguiram.”


Talvez seja isso.


Talvez algumas histórias só existam porque alguém teve coragem de dar o primeiro passo.


Talvez algumas vontades tenham aparecido para serem compreendidas, não escondidas.


E talvez alguns sentimentos cheguem justamente para nos ensinar que nem tudo na vida precisa ser explicado antes de ser vivido.


No fim, entre a razão e a vontade, existe sempre uma escolha.


E talvez o mais bonito — e também o mais perigoso — seja descobrir o que acontece quando, por um instante, a gente deixa o coração falar mais alto.


Porque algumas coisas passam.


Outras ficam na pele como tatuagem.


E existem aquelas que, mesmo sem saber o nome, a gente simplesmente sabe que valeu a pena sentir.


Então, vale o risco?


Você sabe que sim.


E sabe também que, desse risco, eu não estou correndo para longe.


Você perguntou sobre as consequências.


E eu pensei:


As consequências?


Que venham.


Porque só saberemos se serão boas ou ruins quando deixarmos, antes de tudo, aquilo que sentimos simplesmente existir.


Sem pressa para nomear.
Sem medo de compreender.
Sem tentar apagar antes mesmo de descobrir o que poderia ser.


Talvez o risco seja justamente esse:
dar espaço para aquilo que a razão tenta controlar,
mas que a vontade insiste em fazer florescer.


E, no fim, talvez não seja sobre saber onde isso vai chegar.


Talvez seja apenas sobre ter coragem de descobrir.

ENTRE O FOGO E A TEMPESTADE
Se fosse simples, bastaria dizer:
“é paixão, é querer, é não saber esquecer.”
Mas há sentimentos que a língua não alcança,
e o silêncio, às vezes, revela mais que a esperança.
Você é a tempestade que chega sem avisar,
o céu que escurece só para depois clarear.
É o fogo que chama, mesmo sabendo que arde,
aquela vontade que cresce quando a razão já é tarde.
Você mora no intervalo de um pensamento,
entre o que se cala e o que vira sentimento.
É onde a razão lentamente perde o seu lugar,
e o desejo, em segredo, começa a despertar.
É o coração esquecendo o próprio compasso,
a respiração procurando um pouco mais de espaço.
É aquela presença que, mesmo distante,
faz qualquer silêncio parecer inquietante.
Talvez seja loucura. Talvez seja acaso.
Talvez seja apenas o destino ensaiando o primeiro passo.
Mas existem loucuras que não pedem cura,
porque certas vontades têm sua própria ternura.
E se alguém perguntasse o nome disso tudo,
talvez a resposta se escondesse no absurdo:
não é apenas querer, nem simples paixão…
é quando alguém encontra morada dentro de uma inquietação.

O evangelho não é um sistema, um método ou uma legislação, mas um simples relacionamento.

Vivemos num mundo cada vez mais insano, onde os sensatos são rotulados de vilões pelo simples fato de desejarem o fim da loucura.

Dizem que o amor deveria ser simples, mas o nosso sempre foi uma tempestade linda e complicada. Olhando para trás, não me arrependo de um segundo sequer, mas hoje entendo que amar também é saber quando soltar a mão para não machucar o outro.
Estamos vivendo um capítulo que não tem como continuar agora. O risco é alto demais e o peso das nossas escolhas começou a sufocar a alegria que sentíamos. Por mais que eu quisesse gritar para o mundo o que sinto, o silêncio e o afastamento tornaram-se necessários para preservarmos quem amamos e a nós mesmos.

Sigo um caminho diferente a partir de hoje, levando comigo cada conversa, cada olhar e a certeza de que você foi uma das partes mais bonitas da minha história. Que a vida seja gentil com você e que, um dia, nossos corações possam se encontrar novamente em águas mais calmas.


Adeus, com amor.

Ficar junto de ti é descobrir que a felicidade mora nos detalhes mais simples do nosso dia a dia.

Quem valoriza o trabalho não remunerado também irá valorizar o trabalho remunerado por mais simples que seja.

⁠Às vezes, as almas carentes e iludidas precisam tropeçar nas coisas simples para descobrirem que não são tão multifacetadas quanto se imaginam.


É preciso que elas tropecem justamente no óbvio — nas coisas simples, pequenas e cotidianas — para que o espelho da realidade se imponha sem filtros.


Não é a queda em si que dói, mas a revelação silenciosa que vem com ela.


A de que a complexidade que julgavam habitar era, muitas vezes, apenas um disfarce para vazios existenciais não encarados.


O tropeço no simples desarma personagens muito cuidadosamente construídos.


Ele desmonta discursos sofisticados…


Desmonta a vaidade dos rótulos e expõe o que ficou negligenciado: a dificuldade de lidar com limites, frustrações e com a própria incompletude.


Descobrir-se menos multifacetado do que se imaginava não é fracasso — é início.


É o ponto exato onde fantasia cede lugar à consciência.


Porque só quando a ilusão cai é que a alma tem chance de crescer de verdade.


E, curiosamente, é na simplicidade da vida — tantas vezes desprezada — que mora a lição mais profunda sobre quem realmente somos.

⁠Talvez o simples fato de alguém abrir um debate, já militando, já negue a honesta vontade em debater qualquer pauta.


Há uma diferença sutil — e ao mesmo tempo bastante abissal — entre quem entra em uma conversa para compreender e quem entra apenas para vencer.


O primeiro escuta com desconforto, com a humildade intelectual de quem admite não saber tudo; o segundo fala com a urgência de quem já decidiu tudo, antes mesmo da primeira palavra alheia ser dita.


Quando o debate já nasce contaminado pela certeza inabalável, ele deixa de ser encontro e se torna encenação.


Argumentos passam a ser munição, não pontes.


Perguntas deixam de buscar respostas e passam a servir como armadilhas retóricas.


E, nesse cenário, o outro não é mais alguém a ser compreendido, mas alguém a ser derrotado — ou, no mínimo, deslegitimado, demonizado e até desumanizado.


Militar, no sentido mais rígido, é carregar uma causa com convicção.


Mas quando essa convicção ocupa todo o espaço da escuta, ela se torna um filtro que distorce qualquer possibilidade de diálogo real.


Tudo o que não confirma crenças pré-existentes é descartado, reinterpretado ou combatido.


E assim, paradoxalmente, quanto mais se fala em debate, menos ele de fato acontece.


O problema não está em ter posicionamento — isso é inevitável e até necessário.


O problema surge quando o posicionamento antecede a disposição de ouvir, quando a conclusão vem antes da reflexão, quando o compromisso é mais com a própria identidade do que com a verdade.


Talvez o verdadeiro debate comece apenas quando há risco.


Risco de rever ideias, de ajustar certezas, de reconhecer pontos no outro.


Sem esse risco, resta apenas o conforto das próprias convicções — e o eco previsível de quem nunca esteve, de fato, disposto a dialogar.