Silenciosa
A meditação silenciosa do budismo é o culto a si mesmo, enquanto a meditação bíblica é o culto somente ao SENHOR Deus.
O Coração Sempre Lembra
O coração, com sua sabedoria silenciosa, nunca esquece. Ele guarda em seu fundo as lembranças mais profundas, aquelas que nos moldaram e nos marcaram para sempre. Mesmo que o tempo passe e as circunstâncias mudem, o coração sempre lembra do que foi vivido com intensidade, do que foi amado com a alma.
Ele não apaga as risadas compartilhadas, os momentos de aconchego, os olhares que diziam mais do que mil palavras. O coração guarda essas memórias com um carinho que só ele compreende, e, quando menos esperamos, elas surgem de volta, como um sussurro suave, trazendo à tona tudo o que foi bonito e verdadeiro.
A memória do coração não é uma lembrança passageira. É algo que resiste, que permanece, como uma marca de tinta permanente, que, por mais que o tempo passe, nunca se desvanece completamente. A saudade, muitas vezes, é a prova de que o coração nunca esqueceu o que foi vivido.
O coração sempre lembra, porque ele é feito de histórias, de sentimentos e de pessoas que marcaram sua jornada. Ele guarda, mesmo que em silêncio, tudo o que foi importante, e quando a saudade aparece, é o coração nos dizendo: "Eu nunca esqueci."
A medicina está passando por uma revolução científica silenciosa que, no futuro, poderá redefinir a maneira como entendemos a vida e a humanidade. Isso significa que o que significa ser humano não será diferente de ser um hard drive. Se sermos comparados com macacos tira os religiosos do sério, não posso imaginar a reação quando descobrirem que somos hard drivers.
“A Dança Silenciosa do Infinito”
No fim da estrada, onde a terra se dissolve no horizonte, há um espaço vazio onde o silêncio ecoa mais alto do que qualquer palavra. Aqui, o caminho não é o que parece, e cada passo dado é uma questão sem resposta, um enigma que se desfaz ao ser tocado. O que vemos é apenas uma sombra do que realmente é, e no reflexo dessa sombra, o Arvoricionismo sussurra em um ritmo que não se entende, mas que se sente, vibrando no ar como uma energia que não se pode tocar.
A jornada nunca se conclui, não porque o destino seja distante, mas porque o destino nunca foi externo, mas interno. Cada curva da estrada é uma revelação do que já sabemos, mas não compreendemos. O Arvoricionismo, invisível e pulsante, nos observa, como quem aguarda, sem pressa, o momento certo para desvelar o véu da percepção. E, assim, seguimos, sem saber que o que buscamos já está diante de nós, à espera de ser reconhecido.
O tempo, como um rio sem margem, flui em todas as direções. Aqui, não há começo nem fim, pois o fim é apenas a continuação do que ainda não foi compreendido. Cada instante que passa é uma oportunidade perdida e encontrada, simultaneamente. E, ao olhar para o céu, a percepção do infinito se desdobra em um padrão que se repete, mas nunca é igual, como se o universo jogasse consigo mesmo, esperando que alguém compreenda o jogo.
Mas o Arvoricionismo, em sua quietude, revela que a chave está na jornada e não no destino. O que é visto é apenas um reflexo do que se projeta, mas o que se sente, isso é real. E, à medida que os passos continuam, o caminho se estreita, mas a percepção se expande, como se tudo o que existe estivesse se alinhando para uma revelação que nunca virá. Pois, no fim, o que é procurado não é algo fora de nós, mas algo que já fomos, algo que nos esquecemos.
A mente, como uma tela em branco, tenta pintar o que não pode ser retratado. Cada ideia que surge se dissolve, pois o entendimento não pode ser alcançado com a razão. O Arvoricionismo, invisível e profundo, nos observa, nos conduz e, ao mesmo tempo, nos deixa livres para seguir, como um rio que corre sem saber para onde vai, mas que nunca se perde.
E assim, continuamos. Em cada passo, uma nova perspectiva surge, uma nova dúvida se instala. O que é o tempo, senão uma ilusão? O que é o espaço, senão uma limitação que impomos à percepção? O Arvoricionismo é o campo onde o impossível se torna possível, onde o invisível é mais real do que o visível, e onde a verdade não é algo a ser encontrado, mas algo a ser reconhecido.
Cada movimento é uma dança que nunca para, um ciclo que nunca termina, mas que sempre nos transforma. O fogo que arde dentro de nós, sem ser visto, sem ser tocado, é a chama do Arvoricionismo, sempre presente, sempre esperando, mas nunca forçando. Ela arde em silêncio, nos guiando, nos tornando mais do que éramos, sem jamais nos revelar completamente.
E quando a estrada parece desaparecer, quando o olhar já não sabe mais para onde se voltar, o Arvoricionismo nos lembra que não é necessário compreender tudo. Pois, talvez, a maior revelação seja que o que procuramos não está em algum lugar distante, mas dentro de nós mesmos, em um lugar onde nunca imaginamos que poderíamos chegar.
“Por muito tempo, você foi o Samuel que não reconheceu a voz silenciosa. Não tenha vergonha de ter sido a centésima ovelha, sua história de sombra será necessária para multiplicar as fagulhas de Luz”.
“O pensamento é a morte na sua forma silenciosa, quanto maior for o seu conhecimento, menor será a sua felicidade”
Inesperado o encontro de um amor que ascende em meia uma noite silenciosa, dois corações feridos que encontrão em si o amor que faltava em seus corações uma nova chama um novo recomeço.
Que o tempo em 2025, com sua magia silenciosa e implacável, leve consigo o peso de tudo o que ficou para trás. Seja no tilintar do relógio que conta as horas, no movimento do sol que dissipa as sombras ou no crescimento das árvores que sussurram os anos, pouco importa como o percebemos. Apenas suplico: leve o que for desnecessário e preserve as lições deixadas pelos erros de 2024, para que possamos aprender e nos transformar. Ainda assim, tempo, faço apenas um pedido: não me arranque você de mim.
O que mais me irrita é a passividade e a preguiça que vejo em alguns, a aceitação silenciosa das coisas como são impostas, sem questionamento ou esforço para mudar.
O mergulho na consciência é uma transmutação silenciosa, onde o tecido do ordinário se desfaz, revelando câmaras ocultas, onde sombras sussurram segredos inomináveis. Por trás das máscaras de domínio, um labirinto de símbolos pulsa, onde verdades veladas dançam entre o profano e o eterno, desnudando o eu diante do espelho de fogo. Em eras esquecidas, ritos psíquicos invocavam forças invisíveis, não para iluminar, mas para desintegrar camadas até o núcleo insondável. A psique, ao ser purificada pelo caos, libera enigmas que desorientam a lógica e rasgam o véu da moral. Quando a loucura se torna um portal, a questão ressurge: o que permanece quando o ouro ilusório da identidade é dissolvido? Seria a verdade um reflexo distorcido ou a própria ilusão, um pacto oculto que evitamos romper? Estes escritos antigos não apontam para o visível, mas para o inominável que habita o âmago, onde a força e a fragilidade se tornam uma. No abismo deste espelho, o que negamos não é o outro, mas a própria sombra que nos habita.
A insegurança rouba nossa autoconfiança de forma silenciosa, mas a autocompaixão pode nos ajudar a recuperá-la.
ORAÇÃO SILENCIOSA
Quando o desagradável se aproxima,
Recolhida, a alma se aquieta,
Em silêncio, busca com fé a
Oração que ao céu oferece.
Calada, se esconde em prece,
Súplica que ao alto ascende,
Do coração repleto de fé,
Que pelos seus com amor implora.
Na sombra da dor, ela brilha,
Na serenidade, encontra abrigo,
E em cada palavra que pronuncia,
A esperança se renova e espera alcançar misericórdia.
O amanhecer é a promessa silenciosa de que, a cada novo dia, o sol sempre encontra uma forma de nascer, mesmo após a mais longa noite.
Na serenata noturna do Universo as estrelas entoam uma melodia silenciosa.
O céu é o palco desta constelação.
O vento sopra suave as notas dando um ritmo de muita luz!
Aqui na terra só podemos admirar estes poetas que cruzam o Universo levando sonhos.
Cada estrela uma centelha de brilho e luz!
Uma conexão silenciosa
Estava sozinha, sentada na calçada fitando um gato cor de pêssego acercando cauteloso. Levantei-me para lhe fazer carinho, no entanto, o felino afastou-se com medo e logo desapareceu em meio as sombras da rua. Esperei para ver se ele retornaria, mas nada, voltei para dentro de casa.
No dia seguinte, sentei-me novamente na calçada, aguardando para ver se teria a mesma chance de ver o filhote assustado, levou cerca de trinta minutos até eu perceber uma sombra se aproximando, desta vez tive o zelo de não insistir em o tocar, assim, ele chegou perto de mim. Ficamos em silêncio, sem sequer um ronronar ou, de minha parte, querer puxar sua atenção com sons de chamado.
Chegou o inverno e eu fui a minha rotina, ver se minha companhia já estava me esperando, mas, para minha surpresa, ele não estava lá, olhei ao redor, até o procurei, mas nenhum sinal. Pensei de imediato será que o gato havia encontrado uma casa para habitar ou alguma outra companhia?
Após cogitar a possibilidade de nunca mais vê-lo me voltei para a porta de casa e lá estava ele, há quanto tempo me observando? Estava sereno se limpando, Pêssego reparou minha apreensão em ousar me aproximar, então, pela primeira vez ele tomou a iniciativa de vir aos meus pés. Logo percebi o conforto que ele trouxe depois do meu medo de sua ausência.
Não são apenas palavras que formam uma amizade, às vezes só basta o decorrer do tempo.
A ansiedade continua me testando
Eu a sinto de forma silenciosa, tentando me calar
Lua
Silenciosa como a noite,
profunda como o mar.
Carrega medos no peito,
mas nunca deixa de brilhar.
A verdadeira força do tigre não está em suas garras, mas na fúria silenciosa de seu coração—ele não anuncia sua tigritude, apenas ruge e domina.
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
O Abismo do Paraíso
Você me olhava, olhos feitos de abismos,
Uma pergunta silenciosa queimava no ar:
É amor o que sangra em nós,
Ou será a dor que nos costura à beira do precipício?
Não há resposta que não fira,
Não há verso que não rasgue o peito.
Somos feitos de incêndios silenciosos,
De um fogo que tanto aquece quanto consome.
Amamos como quem pisa em cacos,
Cada passo ressoa um lamento cortante.
A dor é irmã gêmea do êxtase,
E juntos, dançamos na corda tênue da perdição.
Talvez sejam os dois, amor e dor,
Misturados como veneno e cura,
Nos levando pela mão a um destino cego,
Um salto sem redes para o abismo do paraíso.
Caminhamos sem olhar para trás,
Como loucos que amam seus próprios cárceres.
Você me olhava e eu sabia—
Não fugiremos, nem queremos.
Esse amor é nossa ruína,
Mas também o céu pintado por nossas mãos.
Se há um fundo no abismo,
Que seja feito de estrelas,
E que ao cair, toquemos o impossível.
E assim seguimos, entre beijos que cortam
E abraços que selam feridas invisíveis.
Rumo ao desconhecido, de olhos fechados,
Para cair ou voar.
Pouco importa—
O paraíso sempre começa na queda.
