Silêncio

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Barco Sem Rumo

Desfaz uma parte de mim
Minha paz confusa
Ouço o barulho do silêncio
Faltou dizer alguma coisa
Que engasgou e não sobreviveu
Alguma coisa no peito
Transformada em lembrança
Alguma coisa que a realidade matou

Sigo sem rumo
Destino de um barco a deriva
Poeiras no rosto que chora
O amor que foi embora
Alguém sempre sofre na despedida
A alma se perde
Quando o outro não mais reside

Assim se faz sonhos
Cada um para uma nova estrada
Outros amores encontrarão ou não
Um sempre sofre na despedida
Enquanto o outro segue seu novo caminho

Amar é saber ouvir e entender o silêncio da outra pessoa

Tempo e silêncio. Dois remédios fantásticos pra quase tudo. O problema é que um não se sabe o quanto se terá e o outro é difícil de exercer.

Meu silêncio é suicida – em vez de matar os outros, ele mata a mim.

Deus ouve o meu silêncio:

O meu melhor diálogo, não foi quando eu falei com Deus, mas quando eu me calei, para melhor ouvi-LO. Porque a gente não sente Deus através das nossas palavras, e sim, através das palavras não ditas, mas sentidas e transmitidas pela interação e comunhão da nossa fé com Ele. Portanto, Deus ouve o meu silêncio, atende as minhas súplicas, traduz os meus desejos, entende as minhas falhas e perdoa os meus erros. Enfim, Deus conhece o que mais de humano existe em mim: o meu coração.

Existem etapas para conquistar a sabedoria: primeiramente devemos saber silenciar, depois ouvir, aprender e por último ensinar. Sabedoria aumenta quando passamos adiante.

Posso dizer que as mais belas palavras de incentivo ou os mais merecidos sermões que recebi em minha vida foram ditos no silêncio do olhar dos que me amam.
De fato não foi fácil os compreender.
A gente está tão adaptado as falas, aos longos discursos emotivos e moralistas!
Mas aprendi que é assim: quem nos ama muito não fala muito.
Quem ama apenas cuida.
E cuidar é verbo que indica ação.
Discursos muitas vezes são tão vazios de atitude.
Quem ama... Ama com atitude.
E às vezes essas estão todas contidas num olhar amoroso que dispensa emissão de som!

O silêncio conversa com minha alma
Ele grita com meu coração
Ele não responde minhas perguntas
Ele me trai com a solidão
O silêncio é meu único amigo
Mas ele não tem compaixão
Ele não veio sozinho
Esta acompanhado com a dor e a falta de perdão.

Esse silêncio,bonito, angustiante, porém singelo e estimulante..
Repleto de incerteza, mas com a certeza do calor
Dos pensamentos profundos, quietos e serenos da alma
Alma minha que desalma neste silêncio "angustiante"
Neste interesse desinteressado e misterioso..
Mas meu coração por algum motivou se apegou a isso
E escolhestes o silêncio por pura opção
Mas por quanto tempo o coração se cala?
Ficar calado é uma forma de dizer sem conceituar
Conceitos são formulações fáceis, o silêncio? Esse não!
Descobrir o que o silêncio diz requer coração
Observação minuciosa...
É bom não saber dizer
Bom mesmo é ser compreendido, mesmo quando não sabemos dizer
Pois o quê se lê, se esquece
O que se vê se recorda..
E o que se faz, se aprender
Já amar?
É uma forma de crer em silêncio...
Por mais difícil que seja não falar...

o amor é um secreto altar onde se reza em silêncio............................................

E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar para que a inteligência desabroche.

Rubem Alves
"O Melhor de Rubem Alves". Campinas/SP: Papirus, 2012.

No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como uma coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume. (...) Até chegar à rosa foi um século de coração batendo. (...)
O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Cem anos de perdão.

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Porque pra ela, o coerente era retirar-se, aquietar o peito, acalmar a alma. Ficar em um canto, pra refletir, orar, tentar equilibrar, silenciar e silenciar o dobro, ouvir o doce som do silêncio e o pulsar do coração...

E é no silêncio da fria madrugada que eu viajo em meus pensamentos, buscando uma forma de estar mais perto de você. Meu sonho sempre foi ter você comigo.

Quando o silêncio fala mais alto.
Ouço uma voz dentro de mim.
Que não fala coisa com coisa.
Nem mostra marcas do fim.

Quando o silêncio afeta a alma.
Sinto vontade de gritar pra dentro.
Mas, não é lícito perder a calma.
Gritar, falar, qualquer pensamento.

Quando o silêncio vence a fala.
Sinto que tenho que me calar.
Qualquer sofrimento me abala.
É impossível me controlar.

Quando o silêncio não tem nada a dizer.
Sem motivos é simplesmente silêncio.
Me pergunto toda hora o porquê.
Porque se apossou de mim o silêncio.

Quando para o silêncio não existe resposta.
Quando não parece ter sentido a vida.
E no silêncio se ouve o abrir de uma porta.
E Deus te diz: Eis aqui Tua saída.

Meus defeitos são gritantes e minhas qualidades silenciosas. Tenho uma vida comum, banal para alguns, mas prefiro viver a realidade sem holofotes do que ser uma personagem teatral. Fujo da vida fingida. Quem lê o que escrevo, quem vê a vida que levo e quem conhece meus sentimentos, sabe que as três coisas se completam e mostram exatamente o que sou, sem máscaras ou artifícios. Há quem me ame por isso, há quem me odeie pelo mesmo motivo.

Deus é a beleza que se ouve no silêncio. Muitas vezes até o silêncio de Deus é uma resposta.

Existe mais sabedoria nas conversas duras do que no silêncio da ignorância.

Ogivados


Em apenas um olhar
fomos tanto e tão pouco.
Esse olhar prendeu-te,
Prendendo-me.
E no teu medo, o meu medo.
Olhaste,
e sem dares conta ficaste...
Prisioneira. Náufraga
Perdida meio a temores.
Habitas agora os olhos meus,
e por confessar-me,
não me olhas.
Cabisbaixos estão,
fingindo desconhecer-me...
Fitam o chão.
O que a tua alma sente,
essa alma não me pertence,
se encontra passiva;
a minha cativa,
só mente e coração.
Olharas novamente,
pois o teu olhar não mente.
Não ti pertence.
Foi e será meu somente.