Silêncio
“Somos a Voz”
Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.
Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.
Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.
Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.
Teu riso mora em detalhes esquecidos:
uma rua qualquer, um fim de tarde sem pressa,
o silêncio confortável entre duas almas
que não sabiam que já se despediam.
Às vezes me perguntam por que meu amor anda em silêncio, mas ninguém viu quando abri o peito sem armadura, quando ofereci meu melhor gesto e o mundo respondeu com descuido.
Foi ali que aprendi que amar também sangra, e que nem todo toque sabe cuidar.
Poesia romântica
Lírio
Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.
Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.
Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.
Um silêncio
Carrego um silêncio que pesa mais que o barulho do mundo.
Dentro dele, as palavras se empurram, se confundem, se escondem.
É um caos quieto, um incêndio sem fumaça,
onde pensar demais vira cansaço
e sentir demais vira solidão.
Às vezes escrevo não para ser entendido,
mas para não explodir por dentro.
Guardo frases que nunca disse,
confissões que nunca tiveram coragem de sair.
Não é medo de falar —
é o receio de ser lido pela metade.
Talvez um dia alguém leia além das letras, escute o que não foi dito,
entenda o silêncio como idioma.
E fique.
Não para me consertar,
mas para permanecer enquanto eu aprendo a existir em voz alta.
É você...
É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.
É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.
E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.
“Bunker”
No silêncio do nosso bunker,
teus olhos são a luz
que atravessa a escuridão,
e cada abraço é muralha e proteção,
onde o mundo lá fora se esquece de nós.
Entre paredes que
guardam segredos,
sussurros se tornam
promessas eternas,
e o tempo se dobra ao nosso desejo,
como se cada segundo fosse só nosso.
Mesmo que tempestades
Tentem invadir,
aqui dentro,
teu amor é refúgio e abrigo,
e cada batida do meu coração confirma:
não há fortaleza maior do que estar contigo.
“O Labirinto do Teu Olhar”
No silêncio da meditação,
te encontro,
Entre suspiros e
pensamentos que flutuam,
Cada respiração revela
teu nome profundo,
E a mente se curva à
beleza que atua.
Na psicanálise,
mergulhoem teus mistérios,
Decifrando o mapa secreto
do teu coração, Cada gesto teu,
um labirinto de segredos,
Onde minha alma se perde
sem direção.
Há um toque sutil de
manipulação delicada,
Não de controle,
mas de encanto e sedução,
Pois guio teus sorrisos
com mãos de fada,
E teus olhos se rendem
à minha paixão.
Entre mente e corpo,
emoção e razão,
Nosso amor é estudo e contemplação,
Meditando em nós,
descobrindo o tesouro,
Do desejo que nos leva
sem pudor ao ouro.
Às vezes o amor não
pergunta se vale a pena,
ele simplesmente fica.
Fica no silêncio que aperta o peito,
no nome que ainda mora na boca
mesmo quando o coração tenta desaprender.
Esperei como quem acende
velas no vento,
acreditando que o frio
era só passagem,
que o gelo nos teus gestos
um dia viraria abrigo
e não essa distância
que corta sem faca.
Perdi horas,
pessoas e versões de mim
tentando proteger algo
que só eu segurava.
Te vi ir, passo por passo,
enquanto eu ficava parada
aprendendo a sangrar sem fazer barulho.
E hoje,
se me perguntam se valeu a pena,
respondo com a verdade que doeu aprender:
valeu para me ensinar
que amor não é espera infinita,
é encontro — ou não é.
O homem que nunca foi amado
Ele cresceu aprendendo a ser forte em silêncio, a engolir afetos como quem engole o choro.
Construiu muralhas onde
deveria haver abraços echamou
de maturidade a ausência
de quem nunca ficou.
No peito, carrega um amor sem treino, desajeitado, mas verdadeiro.
Ama do jeito que consegue,
com medo de ser demais,
com medo de não ser suficiente,
sempre achando que sentir é um erro.
Mas existe um dia
— sempre existe
— em que alguém atravessa suas defesas sem pedir permissão.
E então ele entende, tarde e bonito,
que não ter sido amado
nunca o impediu de ser amor.
A vida não quer que você corra,
ela quer que você aprenda.
Por isso ensina com silêncio,
com perdas, com recomeços.
Cada atraso é apenas o tempo
ajustando o destino.
Carta que o silêncio escreveu
Carrego dentro do peito um mundo que quase ninguém pisaria sem se perder. Há tempestades que eu disfarço com sorriso, abismos que eu cubro com palavras simples do dia a dia. Quem me vê de fora pensa que sou calmaria… mas por dentro existe um mar inteiro tentando não transbordar. Não é tristeza apenas — é intensidade demais para um mundo que aprendeu a sentir pouco.
Às vezes tenho vontade de abrir o peito e explicar tudo que vive aqui dentro… mas paro. Porque certas dores não nasceram para serem explicadas, nasceram para serem sentidas em silêncio. Eu sigo vivendo, rindo, conversando, como se nada pesasse. Só que existem noites em que a alma fica acordada demais, lembrando que sentir profundamente também é uma forma de solidão.
Então, se um dia você perceber meu olhar distante ou meu silêncio mais pesado que o normal, não tente decifrar como um enigma. Só fique. Há presenças que curam mais que qualquer palavra. Porque no fundo, tudo que um coração intenso deseja… é alguém que não entenda tudo — mas que ainda assim escolha permanecer.
Que eu tenha coragem
de te amar sem medo,
compaixão pra entender teu silêncio,
altruísmo pra cuidar do teu riso,
e lealdade pra nunca soltar tua mão.
Solo da Saudade
Meu coração grita
Como um solo de guitarra
Rasgando o silêncio da alma.
Meu olhar já não carrega
O brilho que tinha antes.
Agora existe outro reflexo:
O brilho da saudade,
O brilho apático
De quem tenta seguir em frente.
Mas dentro de mim,
A alma ainda toca.
Toca fundo,
Como um baterista furioso
Quebrando tudo ao redor,
Tentando destruir a dor
Que insiste em permanecer.
Eu não superei.
A saudade me aperta,
Me quebra aos poucos,
E cada lembrança abre
Uma nova ferida.
O que mais amo fazer é tocar,
Mas até as notas perderam a cor.
A decepção pesa tanto
Que minhas mãos hesitam,
E o desânimo desafina
Cada sonho que eu tinha.
Mesmo assim,
Em algum lugar entre
Os acordes partidos,
Ainda existe uma melodia esperando.
Talvez ferida,
Talvez esquecida,
Mas viva.
Porque quem nasceu da música
Pode até silenciar por um tempo,
Mas nunca deixa de carregar
Uma canção dentro do peito.
- 𝑷'𝑺𝒊𝒍𝒗𝒂3
As Duas Testemunhas
Duas testemunhas guardam nossa história:
a lua, que vigia o silêncio da noite,
e o vento, que leva teu nome
para onde meu coração não consegue ir.
A lua me viu sonhar contigo,
contou minhas lágrimas em segredo
e iluminou cada esperança
que insistia em nascer no escuro.
O vento ouviu minhas palavras,
carregou meus suspiros,
beijou teu rosto sem que soubesses
e voltou trazendo tua lembrança.
Se um dia duvidares do meu amor,
pergunta à lua quantas noites te esperei.
Pergunta ao vento quantas vezes
ele levou meu coração até você.
Porque o tempo pode mudar as estações,
as flores podem perder suas pétalas,
mas essas duas testemunhas jamais negarão
o amor que escrevemos no infinito.
Enquanto houver céu, haverá lua.
Enquanto houver vida, haverá vento.
E enquanto eu existir,
existirá um amor que escolherá você,
todos os dias, como se fosse a primeira vez.
Título: Armagedom
1
Os céus se rasgam em silêncio,
A terra treme sem avisar.
O tempo grita seu último verso,
E ninguém consegue escapar.
2
Taças derramadas sobre as nações,
O orgulho cai diante do Rei.
Toda mentira perde a voz,
Só a verdade permanece de pé.
3
Armagedom se aproxima na fumaça,
Reinos se levantam para lutar.
Mas quem governa sobre a história
Nunca deixou de reinar.
4
Quando o trovão rompe a madrugada,
Todo joelho há de se dobrar.
No fim da guerra nasce a esperança:
O Cordeiro veio para reinar.
5 — Rap
Olha o relógio, o tempo zerou,
Quem riu da verdade agora se calou.
Não é ficção, nem filme de ação,
É o Rei voltando com justiça na mão.
Impérios caem, coroas no chão,
Dinheiro nenhum compra salvação.
Eu escolho a luz, não a escuridão,
Cristo é o caminho, a ressurreição.
No Armagedom não vence o mais forte,
Vence quem viveu pela fé até a morte.
O céu anuncia o eterno começo,
A glória de Deus é o meu endereço.
Quando te encontrei,
o tempo fez silêncio,
como se o mundo segurasse o fôlego só pra nos ver acontecer.
Teu olhar pousou em mim feito música mansa, e de repente,
tudo que era caos virou caminho.
Teu riso tem o calor de um lar
que eu nem sabia que procurava,
e teu toque escreve em mim
versos que nem o vento apaga.
É como se cada detalhe
teu coubesse exatamente
no espaço que faltava
aqui dentro de mim.
Se um dia a vida tentar
nos perder em suas curvas,
prometo te reencontrar em cada lembrança bonita que criamos.
Porque te amar não foi acaso…
foi destino com nome,
foi o universo sussurrando:
“é ela… pode ficar.”
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio, foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda, nasceu a esperança que nem a escuridão conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível com mãos feridas, transformou lágrimas em promessa, e o fim…
em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
— porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando
a gente acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio,
foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda,
nasceu a esperança
que nem a escuridão
conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível
com mãos feridas,
transformou lágrimas em
promessa, e o fim… em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
—porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando a gente
acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
Ele vem na sombra do silêncio,
um sussurro que congela a alma.
Cada passo seu é uma promessa de dor
e um alívio que só ele pode trazer.
Seus olhos são tempestades contidas, suas mãos,
veneno e remédio ao mesmo tempo.
No toque, a vida se dobra e se curva,
como se obedecesse à lei do medo
e da entrega.
Mas há beleza na destruição
que oferece,
um equilíbrio cruel entre
ferida e cura.
Painkiller,
lenda urbana do próprio tormento,
aquele que dói para que possamos, enfim, respirar.
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