Silêncio
Sou feito de silêncio que observa e de palavras que só saem quando o coração manda.
Carrego intensidade nos gestos simples e profundidade nos detalhes que quase ninguém nota.
Não passo pela vida — eu sinto a vida.
Tenho alma antiga, dessas que acreditam em conexão, em energia, em olhar que fala mais que discurso.
Sou leal até quando isso dói, verdadeiro até quando o mais fácil seria fingir.
Meu afeto não é raso: quando gosto, é inteiro; quando cuido, é de verdade.
Não confundo paz com ausência — eu reconheço paz quando alguém chega e o caos se aquieta.
Amo em silêncio quando preciso, escrevo quando o peito transborda, e respeito mesmo quando meu coração pede mais.
Sou feito de luz, mas não ignoro minhas sombras — aprendi com elas.
Tenho fé no que não se vê, sensibilidade no que poucos entendem
e coragem de sentir num mundo que ensina a endurecer.
Sou intensidade com propósito.
Sou sentimento com consciência.
Sou alguém que ama bonito, mesmo quando ama quieto.
Nirvana dos escombros
Este nirvana é um abismo calmo,
um silêncio que abafou o grito.
É a raiz que sonda o vazio
na terra árida e tolhida.
Sob a lâmina das cobranças,
cresci em solo de desamparo,
e o colo que a noite pedia
virou pó dentro do peito amargo.
Na adulta que não conquista,
só resta o sabor letárgico
de tentar ser o que esperam
e ainda carregar o fardo.
É o nirvana da decepção,
da alma inquieta e torta,
um céu de nuvens pesadas,
um porto que não aporta.
É raiva que não se grita,
desamparo enraizado.
É buscar um pouco de abrigo
e achar o mundo trancado.
E se paz existe em algum lugar,
não é aqui, não é nesta dor.
É só o vestígio da ressaca
de um amor que não veio, doutor.
Eu perdi o meu pai
No auge da pandemia
Quando a vacina ainda não vinha
E o silêncio do mundo era feito de incertezas
Sem proteção, sem respostas —
Só a dor crua da perda.
Quatro anos depois
Perdi a minha mãe
Quase lado a lado com os seus aniversários:
Ela em 19 de dezembro,
Ele em 20 de janeiro…
Como se o calendário guardasse um luto
E os dias se recusassem a passar
Sem lembrar de quem tanto amei.
No meu mundo existem memórias,
Milhares de lembranças que doem
E me moldam,
E me ensinam que a ausência é presença disfarçada:
Nos risos que ecoam,
No silêncio das manhãs vazias,
No sabor da saudade que não se despe.
Saudade do filho caçula
Que mesmo sem vocês
Segue o legado.
Segue a força, a coragem e a verdade
Da Família Araújo de Vasconcelos —
Que não se acaba,
Que não se perde,
Que vive em mim.
E no meu eu…
O amor permanece,
Imenso, indelével, eterno.
Refúgio é quem possa ficar, respeitando as pausas, até mesmo o silêncio.
Um lugar onde se possa descansar, ser inteira sem explicações;
apenas permanecer.
Bernardo encerrara-se em silêncio. Temi, naquela libertação e modo de me encontrar, que ele se alheasse ou se entediasse. Percebi que afinal, ele conspirava consigo próprio.
Bernardo olhava-me em silêncio. Mas não era um silêncio qualquer, era um silêncio habitado. Os seus olhos tinham um cintilar quente, talvez de ternura, talvez de espanto, demoraram-se um pouco mais nos meus, como se quisessem dizer algo que as palavras ainda não sabiam.
Um diz que é "as vezes no silêncio da noite..."., outros dizem "hoje eu sonhei com você...". Será que elas são superficiais ou eu que mergulho fundo demais? Como amar sem carinho, sem beijo e abraço? Como amar sem querer fazer dos dois corpos, um só? Não é feio querer morar dentro dela e todo dia sentir o cheiro do ar que a cerca, não é feio dizer eu te amo, se isso for uma verdade que trinca os ossos e faz o pelos arrepiarem. Não molhe apenas os pés na areia da praia, queira mergulhar até o fundo, você nem precisa respirar, porque amar é vida, amar é viver mais que a vida.
Porque toda queda de gigante começa quando alguém decide que não viverá governado pelo silêncio da impotência.
Boa noite! Que o silêncio da noite desta segunda-feira seja um prenúncio de uma terça leve e alegre!🙌🤝🫶🌻🌙💫
No fim, o silêncio é a névoa espessa que apaga o mundo lá fora, deixando-o a sós com o eco de passos que a nossa mente ainda não deu.
Embora você não saiba,
existo no intervalo do teu dia —
sou o silêncio que te observa
quando a cidade faz barulho demais.
Sou um admirador sem rosto,
anônimo como o vento que passa
e ainda assim conhece cada curva do teu gesto.
Não busco palco, nem aplausos,
prefiro a discrição de quem sente
e deseja em segredo.
Caminho distante da multidão,
mas perigosamente perto de você.
Admiro tua nobreza,
essa elegância que não se veste —
nasce.
Teu jeito ocupa espaços
que meus olhos fingem não habitar.
E enquanto o mundo dorme,
me permito sonhar sem culpa:
não uma festa barulhenta,
mas um encontro lento,
onde o tempo perde a roupa
e a noite aprende nossos nomes.
"A coragem nasce no silêncio da oração, quando o coração se entrega ao Criador.
Não temo muralhas nem tempestades,
pois a luz divina me veste como armadura."
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