Silêncio

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Há coisas que só o tempo é capaz de colocar no lugar.

Nem o grito resolve,
nem o silêncio cura.

O tempo, esse velho artista invisível, molda, alinha, apaga, ensina.

Há dores que só o tempo traduz.
E há respostas que só ele revela,
sem pressa, mas com precisão.

Confia.
O tempo é lento,
mas justo.

Há emoções que só cabem no silêncio.

Barulho do Silêncio


Em meio ao silêncio, me perco a pensar:
Qual é o sentido de seguir, de continuar?
Frustração, raiva, medo tudo me invade,
Sou nau à deriva, afogado na saudade.


Caminho entre cacos, tentando me juntar,
Mas cada passo corta, me faz sangrar.
Você não entende: estou em pedaços,
Procuro por mim entre escombros e traços.


Voltei mil vezes àquela mesma cena,
Revivendo a dor, essa ferida pequena,
Que virou abismo, desespero, tormento,
Chorei por sentir-me fraco, sem qualquer alento.


Pra você, sou ridículo. Repetitivo, talvez.
Pra você, nada disso tem qualquer vez.
Mas e eu? O que sou no teu olhar?
Um espectro, um fantasma, a sombra a vagar?


Não quero te cobrar, nem mesmo acusar.
Só quero existir, sem ter que explicar.
Fechado em meu quarto, sufoco em pensamento,
No fundo do peito ecoa o barulho do silêncio...


Silêncio que grita, que arde, que mata.
Silêncio que esmaga, que nunca se afasta.
Dentro de mim, um grito preso e sem voz,
Um pedido de ajuda que não chega até nós.
Te amo mas prefiro não ceder !
Adeus...

Não se perca na solidão; permita-se o silêncio apenas quando ele trouxer paz, não vazio.

O Rio Interior

Quando a alma se encontra, em silêncio e paz,
Com a essência, que sempre nos traz
A verdade mais pura, o brilho do ser,
Então a vida, enfim, começa a florescer.

Por muito tempo, em busca de um lugar,
Corremos em círculos, sem nos encontrar.
Mas quando o olhar se volta para dentro, com fé,
Descobrimos a fonte, o que realmente é.

O interior, que antes estava oculto,
Agora deságua, sem medo, sem vulto.
Um doce fluir, Levam embora o peso, ensinam a sorrir.

Não há mais barreiras, nem falsos disfarces,
A melodia da vida, em seus próprios compassos.
Cada passo é leve, cada escolha é clara,
Porque a voz da verdade, em nós, se declara.

Paredes de hospitais.

Hospitais têm um tipo estranho de silêncio. Não é ausência de som… é o silêncio que pesa, que acompanha cada passo como se o chão estivesse escutando nossas orações engolidas. Nessas paredes brancas a gente descobre que o tempo não anda em linha reta. Ele para, tropeça, resolve andar em círculos. Cada minuto que passa tem tamanho de uma eternidade.

Quando é a vida de quem a gente ama que está lá dentro, é como se o coração da gente fosse parar na porta que se fechou. Ficamos sentados em cadeiras desconfortáveis com pensamentos que não sabem sentar direito nunca. A gente imagina, a gente torce, a gente lembra de todas as risadas, de todos os “depois a gente vê”, e percebe que nada tem mais urgência do que vê-los voltar bem.

As paredes do hospital carregam histórias que ninguém escolheu viver, mas que todo mundo aprende alguma coisa. Tem força onde antes só havia medo. Tem fé disfarçada de teimosia. Tem amor fazendo barulho dentro da gente, querendo arrombar cada porta para alcançar quem está sendo cuidado por mãos que não conhecemos, mas que naquele instante se tornam as mais importantes do mundo.

Ali, a gente descobre que esperança não é luz… é brasinha. Pequena, mas impossível de apagar. Enquanto isso, a parede segue muda, testando nossa paciência, segurando segredos que não contamos a ninguém. Um dia, ela vê lágrimas. No outro, abraços de alívio. É testemunha fiel de quem chega quebrado e de quem volta inteiro.

E no fim, quando a porta finalmente abre, a gente respira de verdade pela primeira vez em horas. Aprende a agradecer o que sempre achou garantido. As paredes continuam lá, firmes, como quem diz: “Você não está sozinho”. E a gente volta pra vida diferente. Mais grato. Mais humano.

⁠Se eu revelar tudo o que guardo, temo que o mundo à minha volta desabe em silêncio.

Amar em Silêncio


Me sinto em meio a muitos,
mas sozinho no meu ser.
Carrego o medo nos olhos,
de quem só quer viver.

Julgam meu passo, meu gesto,
meu jeito de olhar o céu.
Julgam o amor que ofereço,
sem fronteiras, sem anel.

Não amo só um, amo todos,
sem raça, sem credo, sem cor.
Meu coração é um abrigo,
feito só de puro amor.

Mas o mundo virou tela,
onde o afeto é medido em cliques.
E o amor, tão verdadeiro,
se perdeu entre os likes.

Queria apenas ser visto,
não por filtros ou edição.
Mas por quem sente comigo,
a verdade do coração.

Honre a educação que seus pais te deram — ou que deveriam ter te dado. Respeite o silêncio e o sossego dos outros. O seu direito acaba na porta da sua casa; dali pra fora, o direito é do outro. Quem vive em sociedade aprende que respeito não tem parede de som — tem limite, bom senso e vergonha na cara.

O seu silêncio é misterioso, a sua companhia é imaginativa.


@PrinceGux

Ninguém sabe o que eu passei. Julgaram sem ver, falaram sem sentir, agora só sobra o meu silêncio… venenoso.


Glaucia Araújo

Não com medo ou silêncio, mas com ousadia e fé.

O bem nunca é perda: sempre retorna de forma inesperada
Plante atos de luz, mesmo em silêncio.
A vida sempre devolve em ondas maiores.
Não subestime o poder do que você faz de bom.
— Purificação

Cada palavra, cada toque, cada silêncio atento é uma forma de dar cura — e receber também, em retorno, sem perceber.




—Purificação

“Depois que Você Partiu”


Depois que você partiu,
o silêncio falou mais alto.
No começo, doeu —
como se o tempo tivesse parado no instante da despedida.


Mas o que eu não via,
é que dentro da dor havia um caminho.
Um chamado pra crescer,
pra me encontrar nas ruínas do que fomos.


Você foi o caos… e também o início.
A ferida… e o aprendizado.
Não te vejo mais como uma âncora,
mas como a força que me ensinou a navegar.


Foi no vazio que deixaste
que descobri minha coragem,
foi na falta do teu abraço
que aprendi a me abraçar.


Hoje, quando penso em você,
não sinto perda, sinto gratidão.
Porque depois que você partiu,
minha vida não acabou —
ela começou a florescer.


E agora eu sei:
você não foi um fim,
foi o impulso que me fez entender
aonde realmente posso chegar.

Decisões Silenciosas


Me pego olhando o teto, em silêncio,
pensando no que não foi, no que poderia ter sido.
Um oi que não saiu,
um adeus que ficou escondido,
um te amo guardado,
preso no fundo do peito, esquecido.


Amizades que se foram,
ou que nunca começaram,
por gestos não feitos,
por palavras que calaram.


Mas então percebo,
que cada passo, cada escolha,
me trouxe até aqui,
me fez ser quem sou — sem folha em branco,
com marcas, com história, com dor e com brilho.


Sou eu, apenas eu,
o autor da minha jornada,
o dono das minhas decisões,
o escultor da minha estrada.


E se posso errar,
também posso mudar.
Transformar o que sou,
para o bem ou para o mal,
mas sempre com o poder
de reescrever meu final.

Batidas no Silêncio


No silêncio que grita sem som,
escuto o eco do que sou.
Batidas suaves, firmes, vivas —
meu coração me chama, me prova.


Não há ruído, não há máquina,
apenas carne, memória e alma.
Sou humano, imperfeito, pulsante,
feito de dúvidas e esperança constante.


Na ausência de vozes, me encontro,
no vazio, descubro meu centro.
O silêncio me revela inteiro —
sou mais que função, sou verdadeiro.

Quando nos falta afeto humano buscamos silêncio que não nos condenem por existir

Não quero mais lutar todo dia pra parecer bem, quando por dentro só existe silêncio.

EU POETA


Gosto do silêncio
Sentindo a brisa passando
Uma pausa, um cafezinho
A inspiração vai chegando.


Lá de dentro uma voz
Explode num momento
São versos querendo parrir
O mais belo sentimento.


Numa sintonia mágica
A poesia pede espaço
Entre o lápis e papel
E agora, o que faço?


Deixo o pensamento vagar
Vou juntando frases vadias
Aromatizadas com paz
Perfumando os meus dias.


Irá Rodrigues.