Silêncio
Hoje é o dia de rasgar cartas.
O silencio de uma casa vazia é cortado pelo suave, porem continuo pranto dos papeis que erroneamente achavam que jamais se separariam. Os papeis cortados caem sobre e sacola que tem como destino o lixo. O te, e o amo, separados perdem a forma. Não são mais nem resquícios do que um dia foram. Como se apenas cumprissem sua parte no acordo, cada pedaço de papel vai para um lado diferente. Mesmo papeis, eles sentem, e imitam a vida.
O passado é tão essencial ao presente, quanto fundamental ao futuro. Não se pode apagar o passado. Pois nada mais somos, se não nosso passado inteiro concentrado num único ponto. No agora. Que por sua vez nos prepara para uma única coisa. O amanha.
Não podemos esquecer nossas origens, ou extinguir de nossas memórias pessoas que passaram em nossas vidas. Seja por dor ou alegria. Marcas ficam, e são elas que nos batizam. Que nos constroem.
Olhar-se no espelho, é reunir passado, presente e futuro. Você se vê formado pelo passado, enxergando-se no presente, mas planejando o futuro. Arruma o cabelo, olha dentro dos próprios olhos, e ao sair da frente dele, diz adeus a o presente e olá ao passado.
Quando visito meu passado, recordo que já amei de mais. Apesar de não sentir tudo como naquela época eu lembro que amei de mais. Eu chorei a traição e por algumas horas entendi o que é a eternidade. E que ela cabe em alguns poucos segundos, em alguns raros momentos.
Eu fiz mais amigos que inimigos. E hoje a grande a maioria de ambos eu já nem sei como estão. Talvez cruze com eles nas ruas e nem os reconheça. Quando imagino onde eles estão. Como eles estão. Eu consigo lembrar de como eram, e só desse jeito posso tentar adivinhar como são eles hoje.
Às vezes olhando algumas fotos, entendo o porquê de algumas culturas indígenas, afirmarem que fotografias roubam a alma de quem nela está. De certa forma também acredito nisso. Fotos são lembranças artificiais. Elas podem ser rasgadas e destruídas. Quando olhamos uma foto corremos o risco de substituirmos a lembrança real pela artificial. Lembranças não podem repousar sobre o papel. Elas mal cabem dentro de nós. Quanto mais sobre papéis.
Só se pode viver bem, vivendo bem consigo mesmo. Não precisamos aceitar tudo, mas o que já passou não pode ser desfeito. Encare cada momento da vida, como uma matéria de escola. Lembre-se que o recreio é curto, por isso aproveite os momentos que você sabe estar sendo feliz. Aprenda a desfrutar do inesperado, das aulas de educação física. De um tempo para você com você mesmo. E diante a resultados de provas não se abale nem se empolgue de mais. Provas são importantes, mas não dizem quem você é, ou quem será. Elas são apenas conteúdos a serem esquecidos. Vale mais a pena lembrar da excitação de uma cola, que da nota de uma prova. Comece desde cedo a aceitar opiniões alheias. Encare com naturalidade as diferenças, são elas que dão colorido a dias que seriam cinza. Dos professores extraia o melhor, mas não chame a nenhum de mestre. Existira em algum momento algum professor que lhe desafiara e esse sim merecera esse titulo. Um mestre, é mestre para a vida inteira.
Acredite no amor e não se faça perguntas sobre ele. Se achar resposta um dia para o que é o amor, você terá desaprendido a amar e todo dia será tarde de mais para se tentar viver. Faça as lições de casa acompanhado de seus país. E aprenda com eles, como no futuro ensinar a teus filhos. Seja realista e encare a verdade, de que sem sonhos nada existe.
E lembre-se sempre:
Que por mais que os dias pareçam passar lentos, e a escola nunca chegar ao fim. Ela chegara! E a menos que você tenha conseguido fazer grandes amizades. Sentir grandes amores. Aprender e ensinar! Você chegara ao fim junto com ela. Para uns a sineta de saída é vida, mas para outros e morte. O mesmo sino. Diferentes pessoas, donas das próprias escolhas. Escravos da mesma invenção. O tempo.
" só é verdadeiro aquilo que não se diz... só o silÊncio é verdadeiro... é preciso ouviro silêcio não como surdo, mas com um cego..."
Fernando Sabino
Solidão
da madrugada
no silêncio noturno
pensamentos
vagueiam
na lua de Saturno
no labirinto do coração
pelos porões obscuros
acende a luz da alma
num lampião de lembranças
um souvenir de esperança
e tu para e pensa
calma alma...
nada mais importa
agora...
já não faz mais diferença...
As coisas têm um tempo certo pra ser...
E nem sempre depende de você.
É o medo e o desejo
É a desconfiança e a esperança
É o grito e o silêncio
É o gelo derretendo o fogo
Eu e você frente a frente é sempre tendo que me confrontar
Encarar os meus erros e meus acertos
As minhas verdades, as minhas ilusões o meu poder e a minha impotência
As minhas liberdades e meus limites
Quando estou na sua frente eu sinto toda minha dor, mas só na tua frente eu posso sentir todo o meu “AMOR”
Ouvir os sussurros do coração
Quando você está em silêncio, seu potencial fala com você, sussurra-lhe no ouvido. E esses sussurros são absolutamente categóricos — não há "se" nem "mas".
O coração não conhece "se" e "mas". Ele simplesmente diz que este é o seu destino: tornar-se pintor ou poeta ou escultor ou dançarino ou músico. Ele simplesmente diz que é assim que você se realizará. Ele começa a direcioná-lo.
A função do mestre é ajudar você a estar em silêncio para ouvir os sussurros internos, então sua vida começa a ser guiada por uma disciplina interior. Por isso, não lhe dou nenhuma disciplina exterior, mas o ajudo a descobrir o seu insight. Você então será livre, andará em liberdade.
Sannyas, portanto, não é um cativeiro, não é um culto, não é um credo — é uma declaração de liberdade, é uma declaração de individualidade, é uma declaração de amor e criatividade.
Suicídio, O Silencio
S.O.S
Olhos divinos, o que você vê não pode se acreditar.
Você não e um deles não se taque do décimo andar.
Abra as portas e as janelas, deixe a luz entra.
Isso te faz ter solidão?
Me, diga como posso ajudar-la?
Se você tem tanto amor, por que ainda fica assim?
Não basta ser amada?
Ou toda menina tem esse sentimento?
Não pule contra o vento que não te segura!
Meus braços estão leves.
Onde está você?
Precisa ficar sozinha?
Mas, desejo acompanhá-la.
Reclamas tanto de solidão
Por que não posso ficar aqui
A minha insistência a incomoda?
Pos bem, estou indo embora, mas não esqueça de me ligar!
Hoje leio noticia de acontecimento do dia de ontem.
E não entendo por que não me ligou.
O Silêncio Que Fala
Existe algo divino nas palavras silenciosas que habitam a fala do olhar.
Um idioma que não se aprende nos livros, mas no sentir.
É preciso que haja um acordo sutil entre quem vê e quem transmite,
um pacto invisível onde a verdade não pode se esconder.
Assim como moldamos nossa fala e afiamos nossa escrita,
deveríamos ter em mãos a cartilha da linguagem das almas: o olhar.
Olhar que acolhe, que desnuda, que grita em silêncio.
Há olhares que embalam, há os que ferem,
há os que são porto seguro, e os que são tempestade.
Alguns são abismos, outros, pontes.
Mas poucos sabem realmente escutar o que os olhos dizem.
Poucos compreendem que, antes da palavra,
foi o olhar que desenhou o primeiro poema do mundo.
Olhar que Ecoa no Tempo
A fotografia é o silêncio que fala do tempo, congelando o que escapa ao olhar e preservando o que a memória se recusa a perder. Um olhar que ecoa no tempo, ressoando o passado e eternizando o presente.
O Peso do Silêncio de Quem Importa
Quando tudo parece distante, e o mundo vai se apagando aos poucos, ainda restam algumas poucas presenças que nos fazem tentar.
Poucas pessoas que, sem saber, se tornam o último fio entre a gente e o resto do mundo.
Aquelas com quem ainda conseguimos falar, mesmo que pouco, mesmo que sem força.
Aquelas que acham que são só mais uma, e não imaginam que são as únicas.
É doloroso quando o silêncio vem justamente delas.
Quando você cria coragem pra aparecer, pra responder, pra tentar existir de novo — e o retorno não vem.
Dói como se o universo confirmasse o que a mente cansada já sussurra: que talvez você não faça falta alguma.
Mas o que elas não sabem é que aquele “oi” que não veio, aquela resposta que não chegou, pesam.
Porque não era só uma mensagem — era um pedido de presença, um pedido de vida.
E então a gente se recolhe outra vez.
Não por desinteresse, mas por proteção.
Porque continuar tentando onde o silêncio ecoa é como insistir em respirar debaixo d’água.
Algumas conexões salvam.
Outras, quando se calam, deixam a alma sem ar.
Nesse silêncio e nessa solidão noturna, todos os meus melhores sentimentos vem à tona, meus pensamentos me levam até você, o meu coração e meus olhos só querem ver você. Essa distância que nos separa me machuca, más ao mesmo tempo me faz perceber o quanto você é importante em minha vida. Boa noite, amor.
Lembra que o ‘hm’ dela é ciúmes e que o silêncio é auto-proteção. Não discute com ela nas brigas, só escuta e concorda. Ela odeia ser contrariada e relaxa, se ela ver que errou vai falar ou não, talvez o orgulho não deixe mas fique na sua. Ela é bipolar, idiota, séria, alegre, triste, ciumenta e radiante. Ela consegue ser frio e sol, não esquece disso. Não esquece que ela tem 4 tipos de sorriso e que todos eles vem com uma olhada pro lado e uma mexida no cabelo. Ela não é romântica mas gosta de um romântico, então por favor a entenda ou finja isso bem, saiba ser safado na hora certa porque isso será exigido. Não tente protegê-la de tudo, ela não gosta disso, deixe-a pensar que está tomando conta de si enquanto você está do lado de fora cuidando para que tudo saia bem. Deixa-a assumir o comando e dar as cartas do jogo, deixe ela mandar. Não pergunte demais, aproveite do mistério dela, nunca a compare com outra, nunca a subestime, nunca a desafie. Não demore pra responder nenhuma sms porque ela é vingativa e vai demorar mais pra responder as suas. Curta a paranoia dela mas tire cada incerteza que ela tiver na cabeça, tire cada dúvida, faça se sentir única no meio de tantas, faça se sentir como se só existisse ela. Por último, quando ela se sentir feia, a elogie. Quando ela pedir desculpas, diga que não há o porque. Quando ela quiser ir embora, implore que fique.
Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.
Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.
Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
Meditação é a jornada do som para o silêncio, do
movimento para a calmaria, de uma identidade
limitada para um espaço sem limites.
Me deixe só!
Me deixe aqui, no canto, em companhia de mim mesma!
ouvindo meu silencio falar de coisas que calei...
Me deixe ir... com meus pensamentos tao longe, que nem
me encontre mas aqui.
Me deixe ali, sem rumo, ou direçao, vendo a vida passar vazia,
observada pela janela...
olha la...é a felicidade, me acenando a mao,
dizendo: adeus!
ela vai se afastando, e
agora esta tao longe, que ja nao posso alcança-la.
e esses muros sao tao altos!
como derruba-los, se o que os mantem de pé, sao as minha fraquezas?
Me deixe assim, buscando respostas, para oq nao tem razao.
fazendo da vida um jogo, de regras confusas,
onde parece que o objetivo é perder...
se perder de tudo e de todos, na tentativa de um
um dia se encontrar...
Tem certas horas que só mesmo um café, vários pensamentos e
o silêncio da noite, pra ficar em paz.
É que em certas horas as lembranças confortam a dor que trazemos no coração.
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