Silêncio
Em um mundo onde se fala muito e pouca coisa se diz, acaba dizendo mais aquele que permanece em silêncio.
Você se sente uma fraude. Pede aos outros que falem. Mas está em silêncio há anos. Quando vai parar de se esconder?
Um dia de domingo...
A janela aberta
Os pássaros cantando
As folhagens na varanda embaladas pelo vento
Uma música de fundo
O silêncio na rua
Meu amor sentado ao lado...
A mel, minha gata emaranhada no tape da sala
Os pensamentos soltos e ao mesmo tempo, estacionados
No aqui, no agora
Ah!.. Hoje eu vi a paz
Sentada na minha janela!
A flor mais bela do jardim és tu
Jasmim do campo com cheiro azul
O girassol e a rosa devassos ficam
Ao saberem que lhe suplico
Logo eu
Pequeno galho caído
Que te observa na inércia do horizonte
Diante um sentimento confuso
Onde há incertezas de que se devo ou não
Ir mais a fundo
Profundo o que senti ao me olhar
Simples gesto tocante
Me deixou perante
Uma indecisão sob o luar
Será que amar...
Será?
Te amo aqui dentro
Por fora, em toda lugar
Mas se eu falar?
Assustar-te ei
Por isso, silêncio
Silêncio de muito
E muito te amarei.
“Oi silêncio eterno que me aguardas, espero apenas de ti que sejas uma boa companhia.”
―Rojane Mary Caleffi
Nem sempre o Silêncio é resposta, as vezes a falta de um contato demonstra intransigência, ausência de humildade, de admiração, de respeito e de desejo do Perdão.
Naquele silêncio onde o uivo do vento na fresta da janela te contradiz e o mundo externo é apenas um ambiente sem cor, os pensamentos gritam, saiba abrir a porta para o jardim de girassóis radiantes de luz em busca de paz.
“Sede de Conhecimento”
Sobre minha contribuição
Em rodas de conversas e reflexões
Acerca do que trago
Para ofertar
Digo-lhes
Ofereço minha dúvida,
Meu não saber,
Ora, pois me constituo em ser faltante.
Eu sou aquela que tem sede
E em tendo sede,
Venho em busca da água.
Onde?
Onde existam pessoas que tendo saciado um pouco de sua sede
Tenham água fresca a oferecer.
E neste sentido
Só poderei beber desta água
Em silêncio!
Se falo, não bebo
Se bebo, me calo!
Jussara Inez Juhem de Castilhos
Em 05/09/2014
O silêncio...
O silêncio, deveras, é inexplicável.
Já parou para pensar no silêncio?
Tem dias que ele é ensurdecedor!
Te consome, te suga, te rasga...
Dói!!!!!!!!!!!!!!
Sinto que vou morrer!!!
NÃO QUERO OUVIR O SOM DO SILÊNCIO!!!
Tem dias...
Ah, tem dias que só quero o silêncio.
Uma paz...
Me acolhe, me abraça, me consola...
Parece que sabe bem do que preciso!
Apazigua minha alma, me entende,
Me motiva, me cativa.
É meu recanto e meu abrigo
UM PERIGO!!
Uma vez no silêncio, não se quer mais sair!
Entre trancos e barrancos ficamos ali!
Sofrendo, doendo, sorrindo, planejando...
confortavelmente...
Curtindo o nosso mundo, o Eu,
Errante, sujo, livre e quente, doente!
Vivendo e aprendendo a conviver com o
SILÊNCIO!
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