Silêncio
Palavras e gestos ocultos
Trazem silêncio na noite
Nascem versos de amor
Escritos nas estrelas
No céu bailam Anjos
Ao som de belas melodias
Sonhos enviados ao universo
Esperam resposta
Na certeza que tudo tem retorno.
É no silêncio que tu nasces
E vives nos meus sonhos
Encontra-me no teu coração
Sente-me...
Vê para lá de mim.
Gosto de simplicidade
Gosto de silêncio
Gosto de me sentir grata
Gosto de dizer "amo-te"
Gosto de fazer feliz o outro
Gosto de namorar
Gosto de pensar positivo
Gosto da minha fé
Gosto de gente verdadeira
Gosto de me cuidar
Gosto de cuidar dos outros
Gosto de olhar o céu, o mar e as estrelas
Gosto de mim!
Às vezes a melhor coisa a se fazer e dar um tempo, ficar em silêncio que as coisas voltem cada uma para seu lugar.
As minhas tardes.
Clayton dos Santos
Um incansável silêncio insiste em bater à minha porta
onde já mora uma insuportável ausência que não me paga o aluguel.
Chatice de pesadelo diurno que acompanha essa velhice que nada faz
senão aborrecer minhas tardes. Tediosas tardes!
Quando o Nunca vem me visitar
ainda leva embora um pouco do Sempre que me restou.
Para não dizer que nada faço,
estou fabricando tristezas para enfeitar o jardim
do abandono e do esquecimento...
O amargo doce que a brisa vespertina vem buscar
leva para longe a luz que havia no horizonte
dessa tarde que findou.
junho de 2013
Aprenda a sofrer em silêncio - ao menos não atrapalhará a alegria e felicidade dos que estão ao seu redor.
Toda civilização que esquece os seus mortos cava, com
silêncio e festa, a própria sepultura.
Não é o estrangeiro que a dissolve — é o vazio de
sentido que a torna permeável ao abismo.
Ninguém se torna poeta — o poeta é aquele a quem o silêncio feriu primeiro. Carrega em si uma chaga que não cicatriza, um vulcão mudo que sussurra sentido nas entrelinhas do abismo. Não oferece fogo, como Prometeu, mas uma bússola feita de dor e contemplação. Ser poeta não é declarar-se — é sangrar em palavras que nasceram do exílio da alma.
O JARDINEIRO DO INVISÍVEL
Ninguém se torna poeta — o poeta é aquele a quem o silêncio escolheu como altar.
Não foi chamado por glória, mas ferido pelo mistério. Carrega no peito uma fenda invisível,
onde o mundo sussurra com voz de vento e de ausência.
Dentro dele dorme um vulcão que não ruge, mas ora — e cada brasa calada acende sentidos nas margens do indizível.
Não traz o fogo para incendiar — traz uma bússola trêmula, feita de dor decantada, contemplação e entrega.
Ser poeta não é declarar-se ao mundo — é desaparecer aos poucos em palavras que brotaram do exílio da alma,
como se cada verso fosse uma oração plantada no deserto.
Ao fim, o poeta é o jardineiro do invisível — aquele que sangra em silêncio, todos os dias,
para que outros vislumbrem, mesmo que por um instante, o caminho no turbulento escuro.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
O amor que espera retorno é comércio; o que permanece, mesmo em silêncio, é semente de eternidade. Só ama incondicionalmente quem já morreu para o orgulho. O amor sem condições não busca se completar no outro, mas transbordar dele.
Morrer não é o fim: é apenas o regresso ao silêncio, com as pegadas do mundo ainda gravadas na alma.
Qual o sentido disso tudo?
Mas pra hoje só preciso ouvir o silêncio, acomodar-me no escuro, relaxar e não buscar entender a pobreza do antagonismo que me choca.
Eu amo o meu silêncio, eu amo a forma que vivo e a forma que o mundo me ensina e espero que nunca isso acabe.
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