Silêncio
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Na raça
Em silêncio e sozinho encontrei caminhos que jamais havia percebido antes,
A dias que só agente sabe o que passamos para sobrevivê-los,
Os falsos amores e as palavras vazias vão e vêm, mas em nós elas ficam por mais tempo e nos causam tormentas dolorosas,
Me ensinaram a viver sem máscaras, porém tive que descobrir na raça que o mais sábio a fazer é dançar com máscaras também,
Ser diferente, se apresentar verdadeiramente como somos nesse mundo não é o ideal racional.
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
Toda vez que meu filho sorri, eu interpreto: Obrigado por não desistir de mim. Então, no silêncio, eu respondo: Obrigado por me reinventar!
Hoje dói, amanhã te ensina
Hoje o peito aperta,
o silêncio pesa,
as lágrimas caem sem permissão.
A dor se instala como quem veio pra ficar.
Mas o tempo, paciente,
tece lições em meio ao caos.
Amanhã, quando o sol nascer de novo,
o que hoje foi ferida vira cicatriz —
e a cicatriz, sabedoria.
Porque a dor não vem em vão:
ela ensina, molda, fortalece.
Hoje dói.
Amanhã te ensina.
E um dia… tudo faz sentido.
Toda noite, quando o céu se acende,
E o silêncio abraça o meu sofrer,
A saudade em mim cresce e não mente,
Mas a lua vem me socorrer.
Te imagino sob a luz serena,
Teu sorriso nas estrelas vejo brilhar,
Mesmo longe, tua falta é pequena,
Quando a lua insiste em me lembrar.
Refrão
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.
Verso 2
Já contei segredos pro luar,
Pedi pra ele te fazer sonhar comigo,
Mesmo sem poder te abraçar,
A lua vira o nosso abrigo.
Ela conhece as minhas orações,
O silêncio que o mundo não vê,
Guarda em sua luz todas emoções,
E me traz de volta pra você.
Refrão
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.
Ponte
Se a distância é o preço de amar,
Que seja a lua a me consolar.
Pois mesmo sem poder te tocar,
Ela me faz te reencontrar.
Refrão final
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.
"Chama e alma gêmea"
Por mais que o fogo a destrua,
A vela, em silêncio, se doa,
Há um pacto entre os dois —
Um laço que o tempo entoa.
A chama dança voraz,
E a vela entrega sua essência,
Num acordo silencioso,
Feito de luz e paciência.
O fogo consome, ardente,
A vela sustenta, calma,
Mas um sem o outro é nada —
Nem calor, nem alma.
Pois mesmo na dor da perda,
No fim que sempre insiste,
O fogo e a vela sabem:
Só juntos podem existir.
Eu sou
Eu sou o sussurro que paira antes do grito,
o silêncio que dança nas frestas do tempo.
Eu sou a lâmina sem fio que corta o que não se pode tocar,
o olhar que não se dobra, mesmo diante da luz.
Eu sou o passo que não ecoa,
mas faz tremer o chão.
Sou a sede que não se sacia,
o caminhar sem destino,
a fome sem nome.
Sou a palavra que se nega a ser dita,
o desejo que não cabe em desejo.
Sou o rastro invisível deixado em corações que jamais saberão meu nome.
Eu sou o erro e o acerto,
o meio sem bordas,
o abraço que aperta sem tocar.
Sou quem molda a si mesmo a cada respirar,
sem roteiro,
sem permissão,
sem plateia.
Eu sou aquele que dança com as sombras,
não por medo da luz,
mas por amar a textura do escuro.
Aquele que colhe o que não plantou,
e semeia em terrenos onde ninguém ousa pisar.
Eu sou a chama que não arde,
o frio que não gela,
o toque que não acaricia...
mas marca,
finca,
mora.
Sou o que nunca se cansa,
mas finge cansaço só para sentir o gosto do repouso que nunca vem.
Sou o viajante sem mapa,
o traço sem desenho,
o verbo sem tempo.
Eu sou.
E por ser, não peço licença.
Apenas respiro...
E no meu respirar,
o mundo aprende a conter o fôlego.
Você é o silêncio que antecede a tempestade e o fogo que ninguém consegue apagar.
Carrega cicatrizes como joias e a dor como combustível. Não nasceu para ser compreendida, nasceu para ser sentida. Porque quem olha nos seus olhos entende:
existe um universo inteiro ali, prestes a explodir.
Em certos momentos o silêncio exprime muito além de qualquer justificativa. Não necessitamos comprovar a ninguém nossa virtude, nem nos talharmos objetivando agradar. Cada um constrói suas tendências, e tudo certo. opte pela paz. E assim seja… prossiga sua compostura suave e em paz consigo mesmo.
Mais uma noite, um café frio com o passado.
O silêncio da madrugada me observa.
O café esfria, assim como tudo entre nós.
Sinto o peso de lembranças que não me deixam dormir.
Não sei se é saudade ou apenas o vazio me visitando outra vez.
@profunda__mente__
Profunda Mente
O silêncio em meio a discussão
O silencio em meio a irritação
É o melhor meio de aprender a ser paciente
É o único jeito as vezes.
Somos influenciados de várias maneiras
e por todo o tempo testados.
Há uma guerra invisível entre o bem e o mal
que existe dentro de cada um de nós.
Por mais difícil que seja
devemos escolher o bem e se afastar do mal
pois esse é o caminho mais fácil a perdição.
Continue... continue e não desista!
A paz de Cristo não é o silêncio sepulcral que reina depois do conflito, não é fruto da opressão, mas é um dom que olha para as pessoas e reativa a sua vida. Rezemos por esta paz, que é reconciliação, perdão, coragem para virar a página e recomeçar.
Solitude não é ausência, é poder.É quando o silêncio grita dentro da alma e você finalmente entende:não precisa de ninguém para ser inteiro.Ficar só não é castigo.É liberdade.É ser você sem máscaras, sem medo, sem concessões.É o fogo que cura as feridas.O escudo contra quem nunca mereceu entrar no seu mundo.É na solidão que você se encontra.E quando volta… ninguém te segura.Porque quem aprende a amar a própria companhia,descobre que estar só é ser invencível.
De saída
Presumo em teu silêncio,
Que eu já esteja pronto para sair,
Preso a ti até o momento,
Será difícil me reconstruir.
Mas tenho que tentar,
A escolha não foi minha,
Deixar de te amar,
Será minha carta de alforria.
Fui escravo de um falso amor,
E enganado por palavras persuasivas,
Hoje o meu mundo se encontra sem cor,
E a minha mente com atitudes indecisas.
Estou indo embora,
Espero nunca mais voltar,
Pois chegou a grande hora,
De sonhar e recomeçar.
Não te culpo pelo o incerto,
Estou de boa e vou superar,
A terra prometida fica depois do deserto,
E logo logo,começarei a amar.
Obrigado pela experiência,
E muito mais pela decepção,
Me fará bem a sua ausência,
E também a solidão.
Foi bom o quanto durou,
Não sei o porquê de isso tudo,
Já não tenho certeza se você me amou,
E a doce voz do amor,Já não escuto.
Lourival Alves
A amargura costuma nascer em silêncio no coração, mas se não for tratada pela luz da Palavra, ela cresce e contamina, ferindo não apenas quem a abriga, mas também os que estão ao redor.
Tem gente que sente demais.
Que ama como furacão, que parte como silêncio.
Que entrega tudo… mesmo sabendo que talvez não receba nada.
Não é fraqueza.
É coragem de ser inteiro num mundo que só sabe amar pela metade.
Quem sente com verdade não joga.
Não espera o momento certo, não mede palavras, não calcula riscos.
Ama agora, porque sabe que o amanhã nem sempre vem.
E por mais que doa…
Prefere a intensidade que marca do que a segurança que não toca.
Não somos demais.
Somos raros.
E quem não souber lidar… que se afogue na própria superficialidade.
Diante de falsas acusações, permaneça em silêncio e fiel a Deus; é melhor perder a própria reputação do que desonrar o Senhor com um espírito vingativo.
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