Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
O problema é que eu me deixei conhecer demais. Quando olhei nos seus olhos esqueci de tudo, inclusive de que eu deveria esconder uma parte de mim, deixar uma parte para ser descoberta, uma parte que te fizesse se interessar em me desvendar. Eu não sei por que, mas o seu olhar me desarmou por completo e eu mostrei todos os meus lados, todas as minhas manias. Deixei você entender o significado de cada sorriso meu, de cada levantada de sobrancelha, franzida de testa, mordida no lábio. De alguma forma eu perdi o meu lado misterioso. Eu esqueci que as minhas experiências me mostraram que eu não posso me abrir por completo. Eu esqueci de colocar a minha armadura, levantar o meu escudo, de falar pouco, de dar voltas nas minhas ideias. Esqueci da terra, do céu, de mim.
Der mann hat einen grossen Geist. Und ist so klein von taten. (O espirito do homem é grande, mas seus atos são tão mesquinhos.)
"A liberdade absoluta não existe: o que existe, é a liberdade de escolher qualquer coisa, e a partir daí tornar-se comprometido com sua decisão."
Fico reparando no sorriso dela. Nas suas covinhas perfeitas. No jeito que meche com os cabelo. Reparo tudo, se deixar fico olhando para ela o dia inteiro. Amo o jeito meigo que ela diz meu nome, é um jeito sensível perfeito de pessoa. Ela é perfeita em aparência, mais por dentro, coitada. Ninguém a intende realmente, todos preocupam com o exterior, quando na verdade ela morre aos poucos por dentro. Tem sorrisos que escondem lágrimas.
A bebida é a bengala do velho que se esconde na minha personalidade.
Às vezes, é apenas um amigo verdadeiro que sabe o que queremos dizer quando tentamos falar algo. Alguém que passou muito tempo conosco, ouve com atenção o que estamos tentando dizer e tenta compreender.
