Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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Soneto Ao Coração aos Gritos


Coração, por que te escondes tanto,
Se foste feito para amar sem medo?
Por que transformas sonho em desencanto
E guardas teu desejo em segredo?


Escuta a voz da vida em sua dança,
O vento, o mar, a estrela e o luar,
Quem ama planta flores na esperança
E aprende, mesmo em lágrimas, a amar.


não temas a paixão que te visita,
Nem a saudade que por vezes vem;
A alma apaixonada é mais bonita


Quando reparte o que possui de bem.
Coração, abre as portas da emoção,
E faz do amor a tua direção.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Querido lírio (2° soneto)


Lírios azuis no jardim da saudade,
Lembranças doces que não param de chegar.
Cada pétala, um suspiro de amor,
Cada cheiro, uma memória que faz chorar.


No silêncio, as saudades se fazem ouvir,
E os lírios balançam ao vento, sem parar.
Lembranças de momentos que nunca mais,
Mas que vivem em mim, como um perfume que não some.


Os lírios azuis, símbolo de pureza,
Me lembram de ti, minha doce lembrança.
Saudades que doem, mas que também curam,
E os lírios azuis, que me fazem sonhar.
Rosas no seu travesseiro

Soneto (parte 3)
Carta para meu lírio




Lírios azuis, flores de sonho,
Ternura que o coração sente,
Amor que não morre, não some,
Lembranças que para sempre se sentem.


No jardim da memória,
Lírios azuis florescem,
Trazendo lembranças queridas,
De momentos de amor e paz.


Seu perfume suave e doce,
Enche o ar de ternura,
Lembrando momentos felizes,
De amor e alegria pura.


Lírios azuis, símbolo de amor,
Ternura que não acaba,
Lembranças que ficam,
Mesmo quando a distância separa.

Soneto da Vida Eterna


De passo em passo vou mudando a estrada,
E a cada curva, um novo amanhecer;
A vida nunca é reta, nem traçada,
Mas um constante e belo renascer.


Há reencontros na jornada percorrida,
Há despedidas que ensinam a ficar;
E toda mudança acolhida na vida
É uma nova forma de se encontrar.


O bem não mora apenas na grandeza,
Mas no instante singelo e verdadeiro:
Como num lago em calma, ou na suave certeza.


De ter alguém por perto o tempo inteiro.
Pois quem encontra amor na simplicidade
Já toca, ainda em vida, a eternidade.

SONETO DE FLORESCRITURA

De flor em pétala florear
Pintando o mundo na cor de jardim
Semente que floresce semear
Todo amor que florir em mim

De flores a desabrochar
Florindo o pensamento
Tudo é florescimento
E beleza pra quem achar

De floração adubo do peito
Brotando botão na flora
É raiz que fulora
No coração do sujeito

Soneto do Desejo Urgente


Quero a doçura de tuas mãos de espanto
E o hálito de flor que a boca exala
Quero o silêncio que em teu corpo fala
E o teu mistério a me cobrir de encanto.


Não quero o céu, nem a virtude ou tanto…
Quero a vertigem que o prazer instala
Nessa doce agonia que a razão se cala
E o peito aberto em riso e em pranto.


Que venha o amor com sua fúria santa
Rasgar a paz que o coração inventa
E nos perder na noite que se agiganta…


Pois só a paixão, que a vida realimenta
É que nos salva e a própria morte espanta
Nesta entrega sagrada e violenta.


Antenor Quintino da silva

Soneto da Doce Renda

​Quero a beleza, que me dá tristeza
Essa que passa e que não faz demora
Que tem o dom de me deixar na mesa
A sós com o vinho, vendo o frio lá fora.

​Quero a mulher que seja como o fado
Mistura de agonia e de ternura
Que me devolva o coração quebrado
E me perdoe por tamanha cura.

​Pois só no traço desse amor bendito
É que o poeta encontra o seu grito
E justifica a dor de estar vivendo.

​Vem, minha amiga, derramar teu pranto
Que eu faço dele o meu melhor canto
Enquanto a vida vai se consumindo.

Soneto por uma Estrela
Francisco Fernandes Torres




Sentado no cais, admirando a bruma,
um vento suave a tocar meu rosto,
o brilho do Sol, em todo o esplendor,
brinda a paisagem; é o mês de agosto.


Surge você, como próprio a uma Estrela;
seu cheiro me toca, como uma pluma;
ondas nos cabelos, nuvens nos pés,
lembrando-me, incauto, quem de fato és:


és mulher, és poder, és a dona da situação;
o Universo se curva a cada passo teu;
somente tu subvertes a Lira de Orfeu.


És mãe, és filha, és amor, és perdão;
criatura divina, replicante da vida,
aos olhos do mundo serás sempre querida!

Soneto de Nenhuma Dor

Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.

Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.

Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.

Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.

Soneto da Ilha

Dizes viver na mais profunda solidão,
Mas rejeitas o mundo por inteiro;
Vestes de ferro o frágil coração
E fazes do silêncio teu roteiro.

Crês ser uma muralha inabalável,
Mas ninguém nasce ilha sobre o mar;
Somos desejo, vínculo e afável
Necessidade de nos encontrar.

Fingimos não querer qualquer abrigo,
Que tudo vai bem, sem precisar de alguém;
Mas basta alguém chegar e ser amigo,

Que erguemos muros para ir além.
E, na fuga do medo de amar, enfim,
Somos nós mesmos quem nos leva ao fim.

SONETO #11
ROWENA

Defendo as terras saxônicas e o rei
Procuro por Rowena que desapareceu
Ivanhoé o temido que logo se ascendeu
Sendo cavaleiro, não sei se rei eu serei.

Ricardo Coração de Leão nada é teu
Nessa terra meu grande amor eu deixei
Estou em busca dela, ao meu lado terei
A companhia da fiel Rowena, algo meu.

Nessas torres e nesses muros do castelo
Procuro por ti ó meu sutil aloé do inverno
Minha ave avelã sinônimo do que é belo.

Estarás tu perto em algum lugar interno
Tenho esperanças sinceras, um novo elo
Que Rowena apaziguará o quase inferno.

Soneto da Perseverança



Não temas a tormenta que o mar levanta,
Nem o vento contrário que açoita a quilha.
Se o sonho arde em ti, que a alma o encanta,
Segue, que a glória mora além da trilha.


Que importa o escarcéu, a noite dura e fria,
Se dentro arde chama que não se apaga?
Cada queda é degrau que ao céu te guia,
Cada ferida é prova que o peito não fraqueja.


Persevera, nauta de teu próprio fado,
Que os deuses provam quem merece a palma.
Não largues o leme por cansaço ou enfado:
Quem desiste cedo, enterra a própria alma.


E quando chegares ao porto desejado,
Dirás: valeu a dor por ter ousado.

“Soneto das Estações do Ser”

Quando te encontrei, nasceu primavera,
Brotaram flores no deserto da alma,
E o verão chegou com luz sincera,
Trazendo ao peito a mais perfeita calma.
És tu a lua que nas noites impera,
Guia celeste que meu caos acalma,
Farol que brilha quando a noite era
O vazio onde morria qualquer balma.
Sem ti, não há ciclicidade ou fluxo,
Nem o tempo cumpre seu ofício eterno,
Perco outono, inverno, até o luxo
De sentir renascer no que governo.
És tu a roda que ao meu ser conduzo,
As quatro faces do meu próprio inverno.

“Soneto do Morro que Canta”

Onde o asfalto finda e a escada sobe,
Nasce o samba que embala a alma inteira,
O morro é berço d’ouro que não morre,
Rei da ginga, da poesia verdadeira.
Cavaco chora e ri quando descobe
Que a favela é resistência altaneira,
Nas lajes sob estrelas, a luz cobre
A dor que vira dança na ladeira.
Ali onde dizem que há carência,
Sobra amor, tem ginga, tem compasso,
Tambor que bate fé e resistência.
O morro ensina o Brasil com seu passo:
Sambar é transformar a própria essência,
Fazer do chão de pedra um céu de abraço.

No domingo a vitrola velha toca um soneto musical.
O que seria esse soneto musical?
Novos horizontes transformaram a música num espaço de palavras jogadas de tantos palavrões acabou ate o sabão para limpar boca suja...
As garotas e garotos acham bonita demais se expressar de forma tão vulgar...
Ao passar do tempo vejo os frutos da alienação intelectual.

Soneto “Homens da minha vida”


Márcio, meu esposo, namorado e companheiro
Um pai presente, com carinho e dedicação
Homem simples, divertido e verdadeiro
Sua alegria nos cativa, pura diversão.


Márcio Júnior, meu filho primogênito, meu doce amor
Meu menino autista, cheio de sonhos, azul é seu mundo
A cada dia nos ensina o novo e pretende ser ator
É calmo, sereno, sincero e com olhar profundo.


Henrique Lui, menino parceiro, nosso segundo rapaz
Gosta de esportes, é dedicado, tranqüilo e espontâneo
Meu tesouro branco, é firme em tudo o que faz.


Emanuel Cauê, o caçulinha, de futebol, aos sete já era comentarista
É carinhoso, emotivo, às vezes tímido, questionador
Meu pacotinho de ouro, meu intenso flamenguista.


Tatiane da Silva Santos - Santarém PA
23/08/25

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

Soneto do Mar.


O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.


Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.


O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.


Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

Soneto – Desejo e Falta


No vazio ardente que a alma habita,
O querer surge em sombra e solidão;
Na ausência se revela a direção,
E a esperança à dor nunca se limita.
.
Cada falta é semente que palpita,
Força oculta que move o coração;
O desejo é chama e renovação,
Que em silêncio todo o ser agita.
.
Não busque plenitude onde não há,
Pois a carência é ponte e inspiração;
Do vazio nasce coragem de lutar.
.
Aceite a falta, permita-se sonhar,
E verá que a ausência é própria lição,
Que nos faz crescer e aprender a amar.

Soneto para Tamires
Ó alva menina doce criatura divina.
Persuade tu a realidade meretrícia e assim se faz a mais linda boneca de trapo.
Graciosa é para a quem o sol que brilha e sedutora aos que amam o luar.
Subvertendo ao seu mundo apaziguo toda minha dor.

Em sua inocência comtemplo toda sua doçura de menina
Na sua malicia e veneno desfruta de seus atributos de mulher.
Zelo amoroso tem para quando Thamires não é.
Maleável me dou se acaso Tamires lhe fazem.

Consequentemente ora me perco de ti.
Revoco-me sentimentos e sozinho me volto a toda minha dureza.
Mais se tu vens como um menino falto perco-me em teus encantos.

Poupa-me de lamentos vivenciados ao luar não faz deles seus reflexos.
De passado não vive, busca o fim para justificar seu meio
Então a gloria almeja insignificante serão as marcas deixadas por sua busca.

Inserida por thiagowallison