Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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"A verdadeira liberdade financeira não é sobre ser rico, mas sobre ter controle sobre suas escolhas." — Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos

O movimento cósmico pressupõe não apenas matéria, mas uma questão filosófica sobre aquilo que torna possível sua organização.

A tendência humana de atribuir nascimento, corpo e paixões aos deuses revela mais sobre o imaginário humano do que sobre a natureza do divino.

O princípio supremo não necessita agir por esforço físico para exercer causalidade sobre a realidade.

O medo da morte frequentemente exerce sobre os vivos uma autoridade que a própria morte jamais precisou reivindicar.

A dignidade não depende de controlar o mundo, mas de conservar algum governo sobre si mesmo quando o mundo deixa de obedecer.

A justiça não termina na distribuição de direitos: ela começa também na pergunta sobre que espécie de existência esses direitos tornam possível.

Conheceis o passado para entenderdes o presente e terdes perspectivas sóbrias e sólidas sobre o futuro.

O tempo, esse velho silencioso que caminha descalço sobre os escombros da existência, recolhe os nomes, dissolve as certezas e cobre de pó até mesmo aquilo que um dia pareceu eterno. Não distingue reis de mendigos, gênios de esquecidos, nem pergunta aos sonhos se estavam preparados para morrer. Tudo lhe pertence por um instante, e nada permanece exatamente como foi. Contudo, em algum lugar entre a memória e o abismo, certas palavras continuam acesas, como pequenas estrelas que se recusam a aceitar a noite. Talvez seja essa a única forma de eternidade concedida aos mortais: não sobreviver ao tempo, mas deixar na alma do mundo alguma coisa que nem mesmo o silêncio consiga apagar.

Escrevo sobre autoconhecimento, espiritualidade e as transformações silenciosas da consciência. Acredito que toda dor é um chamado à evolução e que escrever é um modo de iluminar o caminho de si mesmo. Sou pausa e movimento. Escrevo para lembrar à alma o que ela já sabe, mas que o ruído do mundo a fez esquecer.

A língua suplanta qualquer lâmina: o aço dilacera a carne; a palavra incide sobre a dimensão ética do ser.

Quando humildade e simplicidade triunfam sobre o orgulho e a vaidade, até o inferno silencia.

Que tudo o que pesa sobre sua alma seja removido; a bonança seja sempre a bandeira dos seus dias.

No vazio cheio de significado, o nada abraça tudo sem explicação. O tempo se dobra sobre si mesmo, criando curvas que não levam a lugar algum, mas definem o espaço entre ser e não-ser. O silêncio ruge e o imobilismo se move, revelando a plenitude do incompreensível. Cada fragmento desconexo é a peça que falta na arquitetura confusa do existir. A verdade se esconde no paradoxo: que nada faça sentido, e ainda assim tudo seja perfeito. A filosofia surge não no esclarecimento, mas na entrega ao absurdo, onde lógica naufraga e sentido se dissolve em ausência e presença simultâneas.

O vento não sabe para onde sopra, e as nuvens, essas viajantes indecisas, vagueiam sobre montanhas que já nasceram velhas. Gigantes caminham por um mundo pequeno demais para seus passos, deixando marcas que se confundem com vales. Os moinhos giram, mas quem move a pedra? A ampulheta de areia farinha mede tempo que não existe, enquanto um girassol, tolo e fiel, dança para um sol que nem sempre comparece. Sobre tudo isso paira um corvo de asas coloridas, único espectador que entende a piada: vivemos presos a rodas que inventamos, a contadores que esvaziamos, a gigantescas ilusões de grandeza dentro de horizontes que cabem na palma da mão.

Uma explicação convincente tem sobre a verdade a enorme vantagem de dispensar a investigação.

Há militantes que consideram ofensivo dizer que todas as mulheres são iguais. Sobre os homens, entretanto, só conseguem se expressar no plural.

O pai que reivindica autoridade sobre a criação dos próprios filhos é acusado de disputar poder. Quem reivindica o poder de autorizar a paternidade, naturalmente, está apenas protegendo as crianças.

Superar o medo não é apagá-lo da memória, é retirar o poder que ele tem sobre as suas escolhas.

Caminho sobre os destroços de quem eu costumava ser, procurando um reflexo que já não reconheço mais.