Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Não me indague sobre sentimentos que podem ser sentidos.
Sinta-os ou não sofra na busca de resultados impróprios para a fala.
São traços,
riscos,
mundos e mundo
sob e sobre asas
de um pássaro ferido e a ferir...
carregando o que não se pode carregar
sem as penas da vida.
Não me indago sobre alguns fatos.
Eles quando surgem... são a minha realidade.
Posso até ter contribuído com eles ou não.
Foco a solução para o demasiado sofrimento ou até para saber conviver com a alegria que, também, passa.
Vivo e não me permito ser, apenas, um sobrevivente.
Não sei o que pensa sobre tudo e, sobretudo, em nós.
O mundo excêntrico pode ser o fato, mas é natureza do agora e, por isso, vivamos intensamente como se tivéssemos uma única oportunidade de vivermos esta alegria. Joquei fora as algemas do medo.
Abri a minhas asas e, agora, te convido a voar comigo.
Não se demore tanto.
Não se demore.
Demore-se a não querer flanar comigo eternamente.
Queria não ousar saber sobre as linhas que me algemam neste enredo.
Tampouco, gostaria de entender o desânimo frente aos pequenos desencontros dos passos.
Queria, apenas, saber se o meu amor incomoda o seu coração!
Queria não querer nada e, tampouco, sentir os pingos ácidos desta hora que me provoca repensar sobre a vida que se me passa.
Idílio complacente de tantos pingos caídos no rosto da biografia que se passa sem avisos.
O aviso é a própria vida que chega e me impele à vivê-la com o tempo (im)próprio para renascer querendo outros doces pingos de amor.
Não há tempo certo além deste agora!
Qualquer ilação sobre outro tempo será a compreensão da sua escolha pela letargia de optar pela insossa vida da qual se alimenta!
Aceite a sua reflexão sobre o que você tem feito por merecer!.... afinal, você merece, exatamente, o que tem no momento!
Se sonha mudar-se: mude!
Se quer causar alguma mudança em sua vida: comece por você mesma!
#AS #PEDRAS #DA #MINHA #VIDA
Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim...
Com algumas construí castelos...
Torres e muralhas...
Com outras...
Depois de um tempo...
Abandonei-as por aí...
Minha vida cresceu entre as pedras...
Pelas estradas que segui...
De meus sonhos...
Nunca desisti...
Entre elas plantei flores...
As reguei com muitas lágrimas...
E por tanto que vivi...
Também tive muitos amores...
Aprendi muitos segredos...
Entre tais, uns da vida...
As pedras também sonham...
Imóveis e caídas...
As mãos que me atiraram pedras...
Para todos eu sorri...
As pedras acabaram...
E mais forte fiquei e estou bem aqui...
O vento conta minha história...
As estrelas testemunham...
E hoje por onde passo...
Sobre as pedras vou seguindo...
Bem sei eu...
Que à vida vou mais amando...
E com ela tendo mais cuidados.
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#PEREGRINO
Cortei as rosas...
Arranquei as dálias...
Joguei-as, tristes, sobre a calçada...
Tudo passa e nem tudo fica na história...
Às vezes nem sobra uma simples memória...
Tal qual bolha de sabão...
Ao longe uma canção...
Um caminho e nada mais...
Sem querer voltar atrás...
Um peregrino a sonhar...
Distinguindo das vozes os ecos...
Alma velha em traje de festa...
Cuja única esperança: orar...
Tendo andado muitos caminhos...
Tenho aberto muitas veredas...
Tenho vivido com minhas incertezas...
Se é bom viver...
Melhor é despertar...
Sabeis agora...
Que a verdade veste-se de ilusão...
Podeis voar...
Sem tirar os pés do chão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Deixados sobre a mesa...
Como os homens vivem...
Nem os deuses socorrem...
Os sonhos, as esperanças e ilusões...
Como um deserto imenso...
De conversas vãs...
Da enorme dor humana...
Que todos fingem não ter...
A essência de ser e parecer...
Conduz ao purgatório...
Sem ninguém perceber...
Vácuo imenso e fundo...
Eterna busca...
Inconstância do homem de ser...
Responde sorrindo à cruel realidade...
Enquanto perde-se no horizonte...
Acreditando crer...
A terra cumpre sua promessa...
De tornar a todos iguais...
O bom, o mal...
Quem riu, quem amou...
Que chorou os seus ais...
Nem este falso silêncio...
Sobre os ombros nus
e esmagados...
Nem o luar...
Pode esconder os pecados...
Raro e vazio dia.
Noite desamparada...
O momento é tão fulgaz e rápido...
Até para o mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Não se assuste
Quando eu abrir
As minhas asas
Sobre ti,
É só meu jeito
De te proteger.
Não temas!
Não há espinhos,
Só pluma,
Em forma
De braços humanos.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
Quando você fala sobre suas dores, e o que te fere para alguém. Você está dando munição para a mesma te destruir.
Veja bem há quem confiar.
A cada dia aprendo mais sobre as pessoas...
E sobre você...
Nem preciso perguntar nem ir muito longe afinal mentira tem perna curta e não sabe correr...
Gramática da vida
É até engraçado e ao mesmo tempo confuso falar sobre a vida, porque o que causa toda essa indiferença e essas confusões que acontecem é apenas o "ser" humano.
Esse verbo interfere na vida do homem e pouquíssimos se dão conta do poder que esse verbo tem, algumas pessoas apenas fazem parte do sujeito oculto, outros já conseguem um pouco mais, já aparecem como sujeito simples no entanto contam-se nos dedos aqueles que conseguem ou nascem com o verbo "ser". Porque Ser Humano é ser homem pra admitir os erros e assumir as responsabilidades, é ser Leal, amigo, pai, mãe, irmão, irmã, ser amoroso, confiável, respeitável, é possuir todos os adjetivos necessário para ser, sem que para isso precise passar por cima de alguém.
Ainda que maldade prevaleça sobre a bondade na terra, o bem supremo está acima de tudo. De tudo mesmo!
310324
Credes no que vos digo:
A flor de plástico triunfa sobre a flor natural, sendo assim o melhor, dentre todos os campeões dantes visto na história da vida vegetal. A flor de plástico seria Indubitavelmente o exemplo a ser seguido? Ela não morre jamais. Porém, nunca tivera vida!
300423
Construíram impérios sobre ganância,
ergueram guerras em nome do poder…
e no fim, tudo virou poeira
sem nem lembrar quem venceu.
DeBrunoParaCarla
