Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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Sobre dar o que não se tem.
Como é complexo ofertar ao outro aquilo de que somos para sempre deficitários e carentes.
E quão doloroso aguardar por isto com esforço e não receber o esperado.
Ser humano é um sobrevivente destas faltas, e de penhasco em penhasco vai costurando suas lutas.
Com dor, com medo e mesmo com raiva o desafio é prosseguir.
Algumas mágoas não tem reparo, e algumas dores não passarão, mas elas se aninham em nosso peito e caminhando conosco elas seguirão.
Entenda, não se trata de resultados ou retorno, de troca ou devolução, do amor que ressente hoje, amanhã e depois de amanhã ainda persistirá em seu coração.
Cada espaço que um dia foi ocupado, permanecerá guardado com emoção e novos espaços serão criados, com um amor renovado em outra razão.

"Cada um de nós carrega nas costas o peso das próprias escolhas"
. E pensei sobre tantas escolhas que fiz.
Tantas corretas e tantas erradas.
Nesta hora é normal pensarmos mais tempo nas erradas. Porém, feliz daqueles que, mesmo fazendo escolhas erradas, conseguem ir descarregando o fardo pesado ao longo do tempo e se recompõe.
Não se leva uma vida plena se ficarmos reféns dessas escolhas pelo resto da vida.
O tempo passa, as forças diminuem e é preciso ir diminuindo o fardo. É o que a vida e nossa espiritualidade desejam.

O ano está acabando e nada como fazer uma boa reflexão sobre o que teve de positivo, o que veio acrescentar e o que não fez diferença alguma. A vida é mudança constante e temos que adaptar tudo a nós e não o contrário.
Minhas dicas são: jogar fora o que não tem serventia pra você e não terá para outros; doar coisas sem uso; ignorar e/ou excluir pessoas que são negativas e, principalmente, aquelas que querem ver as outras derrotadas; ver a vida com olhar mais meticuloso, mais observador; deixar vir à tona a sua luz para que todos nós juntos possamos criar uma energia positiva para que a vida fique mais leve e mais harmoniosa.
Que ao terminar sua reflexão de "fim de ano", veja que ela pode ser diária.

Inspira meu ser com
tua sedução.
Insanos pensamentos
pairam sobre minha
alma enquanto admiro
teu despertar.
Ideias que quase pecados
são em torno de ti.
Mesmo quando acordas em
desalinho, quero tê-la em
meus braços.
E entre um beijo e outro
recordo o ontem quando
nos amamos.
Quero mais dos teu lábios.
Quero mais da tua vontade.
Quero mais dos teus sussurros
Quero por todas as manhãs
acordar e em teu olhar
te chamar de amor.

Um veterano preenchido com um remorso, ódio, uma sabedoria experiente trazida sobre dor e cicatrizes
Ele sabe, como você não quer fazer isso, que não há como escapar do pesadelo, o mundo tornou-se impossível de se ler
E a única saída, é acordar através de uma aceitação da morte
Só assim então, o caçador pode escapar do sonho

CRÔNICA POÉTICA DO MEU SILÊNCIO...

Para todo escárnio que encobre as dúvidas
sobre de quem sinto saudades, e toda celeuma
sobre meus poemas desestruturados,
meu silêncio basta.
O silêncio é suficiente aos que veem intenção
em tudo que digo ou escrevo,
com a miopia de um gigante.
e interpretação de uma porta.
E com esse mesmo olhar
saem curiando minha vidinha,
tão trivial, se adianta dizer,
com muito drama e comédia como tantas outras.
Enfim, para quem não faz ideia,
meu humilde silêncio.
Para quem acha isso ou aquilo,
dou sucintamente o silêncio.
Porque silêncio é a resposta
para os que não ouvem
não perguntam e nem se calam.
A quietude tem significado quando
a palavra vem antes do
pensamento, expondo
qualquer coisa ou
uma coisa qualquer.
Portanto não tenha pressa.
Porque de mim o que lhe resta
é sentar e contemplar o meu silêncio.

E se eu estivesse errado sobre ela o tempo todo?
(Wes)

Ó, doce dia de verão,
Porque choras sobre mim?
Por acaso refletes minh'alma
Ou choras para levar minha tristeza?

Ó, doce dia de verão,
Alegra-te, pois feliz agora estou!
Suas águas pureza trouxeram,
A minh'alma agora renovada.

Ó, doce dia de verão,
Feliz estou por te encontrar,
E ansioso a te mostrar...
Meu sorriso para agradar.

Sinta meu olhar sobre o teu
e percebas a chama que
nele contém.
Não há como fugir.
Finjas, disfarças, porem
não há como escapar
de tal sentimento.
Absorvo teus sentidos em
mim e em vão será tua fuga.
Te desejo a cada dia mais.
E a cada luar peço que envie
tua boca junto à minha.
Quanta loucura,
Quanta volúpia desmedida
A insensatez tomou conta
de tua alma à deixar a
minha perdida.

Entre o nevoeiro da madrugada fria, o barulho
Da solidão se encaixa sobre o sereno e o céu
Escuro e um imenso vazio, deparo me sobre um
Banquinho de madeira e uma casinha no quintal,
Onde a fumaça do meu cigarro toma conta ao
Meu redor e a minha única certeza, é que eu ainda
Estou aqui.

Sobre o Bem, o Mal e o Discernimento...

“Não há como obter “Evolução” se não conheceres o “Bem e o Mal”, o “Útil e o Desnecessário”, o “Justo e o Iníquo”...
Só assim obterás, certamente, o Discernimento para que se aproximes mais de “Deus”...!”

SOBRE O QUE QUERO FALAR

Quero falar
Sobre amores perdidos
Já que perdi os meus
Quero falar
Sobre dias sofridos
Já que tenho os meus

Quero falar
Sobre sonhos perdidos
Já que perdi os meus
Quero falar
Sobre corações partidos
Você partiu o meu

Eu quero Cantar
Sobre a dor
Que há em mim
Estampada está em mim
Em mim

Quero ficar
No meu canto quieto
Aspirando o seu ar
Quero que saibas
Da palidez dos meus olhos
Sem teu brilho sem teu olhar

Quero falar
Dos dias de glorias
Em que me achei herói
Quero falar
Das derrotas e vitórias
Dos amigos que perdi !!!

Eu quero falar
Sobre a dor que há em mim
Estampada está em mim
Em mim, sim está !!!

Diz pra mim O que eu já sei
Tenho tanta coisa nova pra contar de mim
Diz pra mim
Sobre você
Que é a hora certa pra recomeçar do fim

Sobre a Mentira...

“A Mentira é a Pior Enfermidade do Ser Humano...
É Viciante como a Droga...
Semelhante à Traição... Destrói Sonhos...
E assim como o Câncer... De Difícil Regeneração”

Sobre Caridade e Preces...

“ Orai em Silêncio, praticai a Caridade em Segredo e deixai que os Homens ignorem teus Bons Atos...
Porque o "Senhor" reconhece tanto os Puros de Coração, como também a Hipocrisia Velada”

As pessoas têm visões muito românticas sobre “começos”. Um recomeço… Vida nova… Milhões de possibilidades. Mas não importa o que estiver procurando… Você continua o mesmo. Você carrega a si mesmo em qualquer recomeço. Então qual é a diferença?
[…]
É o que todos querem, certo? Vida nova… Um recomeço? Como se fosse ser mais fácil. Pergunte ao cara empurrando a pedra colina acima. Não é fácil recomeçar. Não mesmo

Toma-me

Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.

Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.

Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.

Hilda Hilst
Prelúdios-Intensos para os Desmemoriados do Amor

Deus...
Ele é alguém que, se você confiar, fará chover bençãos sobre ti, fará você cantar do outro lado, levantará sua cabeça quando você estiver pra baixo e estará do seu lado quando ninguém mais estiver.

Notas sobre ela.

Ela é fonte de harmonia e adora um samba.
É brilhante aos olhos de quem lhe deseja, como um dançarino com a dança.
Tem a fisionomia séria, mas é doce como açúcar.
Faz meditação no parque e sonha com um mundo calmo, mas sem perder a postura.
Tem a pele lisa, macia e brilhante, usa salto alto, vestido preto e cheira a romance.

Num janeiro qualquer, seus castelos de areia vai construir, mas já pensando no carnaval de salvador e nas marchinhas do frevo daqui.

Não chore suas
tristezas
sobre os brotos da
felicidade.
Lágrimas salgadas não regam
flores.

15/10/2015